quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Burrinha da Felicidade


DESEJO A TODOS QUE NO ANO QUE SE AVIZINHA A AMIGA , AI EM CIMA , POSSA PARAR E ESTACIONAR BEM NA PORTA DA SUA CASA.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Frase com 2064 anos

Cultura geral, sem maiores comentários. Uma frase com 2064 anos...








NÃO REELEJA POLÍTICO ALGUM PARA
CARGO QUE ESTEJA OCUPANDO.



Nas próximas eleições,
haverá renovação de 2/3 do Congresso.
Façamos uma faxina.




Nem esses, nem indicados por esses.
Não vote sem conhecer a história dos candidatos.
Não vote porque alguém pediu.
Se não tiver candidato limpo, vote nulo.





REPASSEM...
NÃO VAMOS REELEGER
OS CANDIDATOS COM FICHA SUJA.
NÃO REELEJA OS CORRUPTOS.
PESQUISE ANTES DE VOTAR.
------------------------------------
SE VOTAR NELES, DEPOIS NÃO
ADIANTA RECLAMAR.
------------------------------------
VAMOS MUDAR O BRASIL.
É HORA DE MOSTRAR A FORÇA
DE UM POVO UNIDO.
É HORA DE EXIGIR O BEM COMUM
COMO PRIORIDADE.
--------------------------------------
MUDA BRASIL.


DIA DO NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


No Natal de 1953, comentando num artigo a célebre frase de São João "A Luz brilhou nas trevas" (1, 5), o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim escreveu:


"Foi com estas palavras que o Discípulo amado anunciou, para seu tempo e para os séculos vindouros, o grande acontecimento que celebramos neste mês. Fórmula sintética, sem dúvida, mas que exprime o conteúdo inexaurivelmente rico, do grande fato: havia trevas por toda a parte, e na obscuridade dessas trevas se acendeu a Luz. Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram a idolatria dos gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo inteiro à prepotência de Roma. Foi na mais profunda escuridão dessas trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz.


Qual a missão da luz? Evidentemente, dissipar as trevas.



De fato, aos poucos, foram elas cedendo. E, na ordem das realidades visíveis, a vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que, ao tempo de sua integridade, foi, embora com as falhas inerentes ao que é humano, autêntico Reino de Cristo na terra" (transcrito de "Catolicismo", dezembro de 1953).
Agradecendo a Guelfo Jorge Poltronieri em suas efemerides.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS

Graças a Deus ando ausente aqui do blog. Limpmaster a todo vapor, ultrapassando metas que só esperávamos para mais adiante. Contudo, desejo a você um bom Natal com muita paz e harmonia entre os seus. Prósperidade no ano que se avizinha. Aproveite os festejos mas não esqueça da saúde!

domingo, 20 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Festas x filhos


Estava assistindo ao canal 4 (Tv Miramar) hoje de madrugada e vi um relato do apresentador Alex Costa (o pai). Disse de forma simples e direta o que todos devem observar no seio da família. Veja abaixo algumas partes do que lembro;



  • "Muito cuidado com seu filho saindo para as baladas"

  • "Não deixe seu filho ir para festas duvidosas"

  • "Mesmo que ele fique de beicinho por dois ou três dias, não permita que ele vá para essas baladas que em muitas das vezes são regadas a base de muita droga."

  • "Dentro de alguns critérios, "segure" o seu filho e casa."

  • "Lá na frente, com mais idade, ele vai te agradecer".

Achei muito interessante a locução do Sr. Alex que antes de tentar fazer crescer a audiência levou todos os seus telespectadores a uma reflexão profunda.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tocando e frente (Almir Sater e Renato Teixeira)




Ando devagar porque já tive pressa


Levo esse sorriso porque já chorei demais


Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe


Só levo a certeza de que muito pouco eu sei


Eu nada sei;




Conhecer as manhas e as manhãs,


O sabor das massas e das maçãs,


É preciso amor pra poder pulsar,


É preciso paz pra poder sorrir,


É preciso a chuva para florir;




Penso que cumprir a vida seja simplesmente


Compreender a marcha e ir tocando em frente


Como um velho boiadeiro levando a boiada


Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou


Estrada eu sou;




Conhecer as manhas e as manhãs,


O sabor das massas e das maçãs,


É preciso amor pra poder pulsar,


É preciso paz pra poder sorrir,


É preciso a chuva para florir;




Todo mundo ama um dia.


Todo mundo chora


Um dia a gente chega


e no outro vai embora;




Cada um de nós compõe a sua história


Cada ser em si carrega o dom de ser capaz


De ser feliz;




Conhecer as manhas e as manhãs


O sabor das massas e das maçãs


É preciso amor pra poder pulsar,


É preciso paz pra poder sorrir,


É preciso a chuva para florir;




Ando devagar porque já tive pressa


E levo esse sorriso porque já chorei demais


Cada um de nós compõe a sua história,


Cada ser em si carrega o dom de ser capaz


De ser feliz;

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mal de familia



Eu sabia que o desfecho seria este. Inteligencia é mal de família. Minha prima Inaê foi ganhadora do prêmio AETC de jornalismo.

O portal de notícias Paraíba1 venceu o 1º lugar no Prêmio AETC-JP de Jornalismo, concorrendo entre 42 trabalhos. A Rede Paraíba de Comunicação, da qual o portal é integrante, levou três prêmios na noite do chamado "Oscar da Imprensa Paraibana".

O evento foi realizado na quinta-feira (4), na Maison Blu'nelle, em João Pessoa. A Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP) concedeu troféus às três melhores reportagens inscritas em cinco categorias.

A matéria especial publicada no dia 9 de outubro deste ano fez um relato sobre como os sobreviventes da Chacina do Rangel fazem para reconstruir suas vidas após o trauma. O texto também levou ao leitor um retrato da situação dos acusados de matarem cinco pessoas de uma mesma família, incluindo uma mulher grávida de gêmeos.

As co-autoras atribuíram a vitória ao trabalho em conjunto e, sobretudo, às inovações propostas pelo Paraíba1 desde seu surgimento no jornalismo online no Estado. Na matéria vencedora, a equipe produziu conteúdo em texto, fotografias e vídeo.

“Este prêmio comprova que a AETC reconhece trabalhos inovadores. Nossa proposta é utilizar de vários recursos dos quais a Internet e a tecnologia disponibilizam para levar ao leitor uma informação completa e de credibilidade”, ressaltaram as repórteres.

A Rede Paraíba de Comunicação também ganhou prêmios nas categorias Jornalismo Impresso - Texto, com uma reportagem produzida pelo jornalista Jean Gregório, e no segundo lugar do Jornalismo Impresso – Foto, com o trabalho do fotógrafo Francisco França, ambos publicados pelo Jornal da Paraíba.

Na foto (da esquerda para a direita): Jean Gregório - Karoline Zilah - Inaê Teles - Francisco França.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ensinando cavalo a voar


Sei que nestes dias de muito ter e pouco ser nem damos conta das coisas boas da vida(saúde, família , diversão, amigos, etc.), entretanto, ando observando que apesar das dificuldades, das desigualdades, das intolerâncias o relógio da vida não pára. Você lembra do tsunami em 2004 que atingiu a Indonésia e países vizinhos, matando quase 200.000 pessoas? Pois é, passou... Tudo passa !

Como diria o Rei Dadá; Para cada problemática existe uma solucionática. Se tiver um tempo leia o texto abaixo onde a moral da história é a seguinte; "PARA CADA DIA BASTA SUA AGONIA".

Bom feriado,

Mário



Ensinando o cavalo a voar
( Paulo Coelho )



Um velho rei da Índia condenou um homem à forca.


Assim que terminou o julgamento, o condenado pediu:


“Vossa Majestade é um homem sábio, e curioso com tudo que os seus súditos conseguem fazer. Respeita os gurus, os sábios, os encantadores de serpentes, os faquires. Pois bem: quando eu era criança, meu avô me transmitiu a técnica de fazer um cavalo branco voar. Não existe mais ninguém neste reino que saiba isto, de modo que minha vida deve ser poupada”.


O rei imediatamente mandou trazer um cavalo branco.


“Preciso ficar dois anos com este animal”, disse o condenado.


“Você terá mais dois anos”, respondeu o rei, a esta altura meio desconfiado.


“Mas se este cavalo não aprender a voar, será enforcado”.


O homem saiu dali com o cavalo, feliz da vida. Ao chegar em casa, encontrou toda a sua família em prantos.


“Você está louco?”, gritavam todos. “Desde quando alguém desta casa sabe como fazer um cavalo voar?”


“Não se preocupem, porque a preocupação nunca ajudou ninguém a resolver seus problemas”, respondeu ele. “E eu não tenho nada a perder, será que vocês não entendem? Primeiro, nunca alguém tentou ensinar um cavalo a voar, e pode ser que ele aprenda. Segundo, o rei está muito velho, e pode morrer neste dois anos. Terceiro, o animal também pode morrer, e eu conseguirei mais dois anos para treinar um novo cavalo. Isso sem contar a possibilidade de revoluções, golpes de estado, anistias gerais. Finalmente, se tudo continuar como está, eu ganhei dois anos de vida, onde posso fazer tudo o que tenho vontade: vocês acham pouco?”

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pedágio ; " Natal pela vida "





























































Como diz a mensagem na faixa; " A força da solidariedade no combate à fome". Hoje pela manhã fui com Marinho atender ao chamamento da vontade de ajudar e me juntei a outros que preocupados em tornar este mundo melhor, fomos pedir em nome daqueles que mais precisam. Estivemos na avenida principal dos bancários irmanados em um pedágio. Deixar de forma especial um agradecimento ao pessoal da Farmácia da Redmed que nos ofereceu uma santa água, ótimo elixir nestes dias de calor. De parabéns Roberta,Juberlita, Adilson e aos demais que participaram deste cordão de fazer o bem.

CONFRATERNIZAÇÃO















































Ontem fui participar com muita alegria da confraternização de fim de ano, com parte da equipe de higienização. Raquel organizou todos os detalhes com extraordinária atenção e o resultado não poderia ser outro.Reencontrei com alguns e conheci outros. Fizemos troca de lembranças e eu e Túlio fomos agraciados com especial homenagem.








domingo, 29 de novembro de 2009

Júlio e as lições


Quinta-feira fui tomado de surpresa, assim como muitas pessoas que conheço, sobre a morte do proprietário do Tererê. Tratava-se de um homem trabalhador que sempre o avistava fazendo o que gostava e acima de tudo dando exemplo de que é possivel vencer na vida sendo honesto e trabalhando.


Contudo, minha reflexão vai alem deste fato; Comecei a me questionar sobre a missão que temos nesta existência. Quando será que faremos o caminho da volta? Será que haverá um sinal, um aviso, um simples lembrete de que chegou a hora da passagem ao portal do grande mistério? Fazendo uma busca na memória dos fatos ocorridos posso afirmar que nada suporta a ação deletéria da linha do tempo. - Diria um velho e bom locutor esportivo que "na passagem dos ponteiros o tempo não espera por ninguém". Já me vi observando a passagem de várias pessoas ilustres, sendo que a maior delas foi minha avó/mãe (um ser humano sem defeitos) e nem por isso o tempo parou. Sendo que neste caso o aviso perdurou por longos e sofridos 10 anos.


Tenho a convicção que a única formula de viver bem a vida é ser leal, correto e procurar ajudar ao próximo. No mais, é fazer como o jogador que vai bater o penalti na final da copa do mundo. Neste momento crucial não existe tática nem técnica, o que vai valer é a experiência. -Fechar os olhos e chutar a bola com a maior vontade de acertar, os gritos ou silencio vai determinar o êxito.


Agora tem uma situação que não podemos deixar de observar que é aquela de que não se pode deixar para o amanhã o que se deve fazer agora. - Aquela história do cavalo celado. Se as oportunidades aparecem tem que ser aproveitadas. Até hoje tem duas passagens que sempre me vem e que em apenas uma posso reverter. A primeira foi dos pais do Fabinho que ele insistia, no casamento do Esaú, para que eu conhecesse duas pessoas e quando bem mais tarde eu fui atender ao seu chamamento ele disse que se tratava dos seus genitores e que já tinham ido embora mas que ficaria para uma outro dia. Na outra é mais complicado e diria que até impossível nesta dimensão; Josy, então minha colega de trabalho, havia me convidado junto com outros colaboradores da empresa, para que fossemos visitar sua casa e comer uma "fava" com seu pai e neste dia eu não tinha como ir. Dias depois tive que ir ao funeral daquele homem de quem poderia ter extraído para mim muita experiência, tendo em vista que tinha alguns gostos parecidos com os meus (Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, fava, cervejinha, boa conversa, família.) Enfim, com ou sem aviso temos que viver intensamente, aproveitar os cavalos celados e acima de tudo viver com muita dignidade para quando chegarmos do outro lado do portal e olharmos para o que se passou termos a tranquilidade de dizer que valeu a pena.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LAMENTÁVEL


Trata-se o texto abaixo relato de despedida da competente Gisa Veiga, que deixou, seguindo os passos dos Excelsos Luiz Torres e Fabiano Gomes, que diga-se de passagem nem os conheço mas lia diariamente as colunas deles, o PB Agora.





"Até um dia, até talvez, até quem sabe...?
Esta é uma coluna de despedida. Assim como fizeram os colegas Luiz Tôrres e Fabiano Gomes, também estou deixando o PB Agora. Foi ótimo enquanto durou.

O problema é que uma empresa precisa sobreviver, é claro. Mais que isso, precisa crescer.

E, para crescer, depende de anunciantes fortes. Aí não tem escapatória. Ou você se afina com esses grandes anunciantes, ou cai fora.

Eu estou caindo fora. Mas numa boa.

É bom deixar claro que ninguém me enxotou do portal. Todos me tratam com o maior respeito e vice-versa. Estou saindo porque quero. Também porque, mais cedo ou mais tarde, entendo que eu seria constrangida a isso. Eu entendo as necessidades do PB Agora, não julgo suas opções políticas e conveniências comerciais. Empresa privada é isso mesmo.

Apenas sinto a necessidade de tomar um rumo diferente, já que não há mais interesses convergentes. Não vai aqui nenhuma crítica à nova direção. Apenas uma constatação: há tempo de ficar e tempo de deixar, como diz a Bíblia. Meu tempo, agora, é de deixar.

Para onde irei? É uma pergunta que ainda ficará sem resposta. Até porque, com todos os veículos de comunicação servindo ao governador Maranhão, fica difícil encontrar espaço para escrever o que eu quiser. O jeito é criar ou administrar – sozinha ou com amigos – um espaço democrático em que possam fluir críticas aos governantes, sem que isso cause constrangimentos aos que me cercam profissionalmente.

Seria isso impossível?

Prefiro acreditar que não. Ainda mantenho minha capacidade de sonhar. Como adoro escrever, vou dar uma acelerada nos projetos para que eu possa voltar, no menor espaço de tempo possível, às minhas letrinhas. E sempre com o espaço escancarado para que o leitor dê sua opinião, agrade ou não a mim e a meus colegas de projeto.

Então, caros eventuais leitores, aqui me despeço. Adorei a companhia de vocês e deste portal, ao qual desejo muito sucesso e novas vitórias. Mas agora tenho que ir.

Até um dia..."






domingo, 22 de novembro de 2009

Ontem ao Luar


Ontem ao luarNós dois em plena solidão

Tu me perguntaste

O que era dor de uma paixãoNada respondi

Calmo assim fiquei

Mas fitando azul do azul do céu

A lua azul e te mostrei

Mostrando a ti dos olhos meus correr senti

Uma nívea lágrima e assim te respondi

Fiquei a sorrir por ter o prazer de ver a lágrima nos olhos a sofrer

A dor da paixão não tem explicação

Como definir o que só sei sentir

É mister sofrer para se saber

O que no peito o coração não quer dizer

Pergunto ao luar travesso e tão taful

De noite a chorar na onda toda azul

Pergunto ao luar do mar a canção

Qual o mistério que há na dor de uma paixão

Se tu desejas saber o que é o amor

Sentir o seu calor

O amaríssimo travor do seu dulçor

Sobe o monte a beira mar ao luar

Ouve a onda sobre a areia lacrimar

Ouve o silêncio a falar da solidão

De um calado coração

A penar a derramar os prantos seus

Ouve o choro perenal a dor silente universal

E a dor maior que a dor de Deus

Se tu queres mais

Saber a fonte dos meus ais

Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração

Ouve a inquietação da merencória pulsação

Busca saber qual a razão

Porque ele vive assim tão triste a suspirar

A palpitar em desesperação

Na teima de amar um insensível coração

Que a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está

Mas que ao sepulcro fatalmente o levará

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dance na Versailles

Dia 28/11/2009 será um sábado e haverá um grande festa na melhor e mais aconchegante casa de recepções de João Pessoa, que é a Versailles. Começará por volta das nove da noite e não tem hora pra terminar. Musica de qualidade com uma banda que tocará para todos os gostos. Posso garantir que o ambiente é altamente qualificado. Climatizado, com uma segurança atenciosa. Vale a pena levar a família para desfrutar deste dia especial.
Maiores informações: (83)3244-8064 ou 9122-0055 com Troccoli.
Nos encontraremos por lá!

sábado, 14 de novembro de 2009

João e Maria



Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentei os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock
Para as matinês.




Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país.






Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido.






Agora era fatal
Que o faz-de-conta
Terminasse assim
Pra lá desse quintal
Em uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim.





(Composição de Sivuca e Chico Buarque)

UNIMED / DIA MUNDIAL DO DIABETES


Hospital Unimed João Pessoa será iluminado com a cor azul neste sábado




O Hospital Unimed João Pessoa ganhará uma cor especial na noite deste sábado (14), data em que é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. A fachada do prédio será toda iluminada com a cor azul. O motivo servirá de alerta para a população sobre os problemas ocasionados pelo diabetes, doença considerada a epidemia do século e um problema de saúde pública.


A cor é uma referência ao símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU), que reconheceu, em 2006, o diabetes como uma doença que ameaça a saúde mundial. Este já é o 3º ano que o Hospital Unimed JP participa da campanha. Em 2008, mais de 500 instituições entre públicas e privadas em todo o planeta aderiram à campanha e iluminaram de azul as fachadas de seus prédios.


A iluminação do Hospital não foi à única atividade da Unimed JP alusiva ao Dia Mundial do Diabetes. Desde a última segunda-feira (9), a Cooperativa vem realizando ações de saúde para lembrar a importância da data.


Em parceria com a Sociedade Paraibana de Oftalmologia (SPO), a Unimed JP promoveu aulas em três dias diferentes, no auditório da Cooperativa, para médicos sobre como prevenir a cegueira em pacientes diabéticos. Os ministrantes foram os oftalmologistas Ismênia Machado Matheus, Fernando Gadelha e Débora Pires.


Já na manhã desta sexta-feira (13), as pessoas que passaram pelo Busto de Tamandaré, em Tambaú, puderam verificar gratuitamente a pressão arterial e as taxas de glicemia. No local, também houve a distribuição de material educativo sobre as causas e tratamento do diabetes.


Neste sábado (14), haverá ainda um mutirão de atendimento para diagnosticar a retinopatia diabética. A ação acontecerá das 8h às 12h, no Ginásio de Esportes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e será gratuita e aberta ao público em geral.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

INSTITUTO FELIPE KUMAMOTO / ENCONTRO


Com o objetivo de prestar contas à sociedade e incentivar o debate em prol da melhoria da saúde oferecida no nosso Estado, o IFK realiza de 7 a 9 do mês de novembro o III Encontro do Instituto Felipe Kumamoto. O evento conta com uma vasta programação que vai desde palestras, debates, apresentação dos projetos e balanço social do instituto, exposição de livros, ao encerramento com a Caminhada do Coração.


O presidente do IFK, Dr. Ítalo Kumamoto, faz questão de ressaltar a arrecadação de roupas, alimentos e livros, que estará acontecendo durante o evento. “Peço aos colegas, pacientes, clientes e colaboradores que pelo menos cada um leve uma peça de roupa que não usa mais, se cada um fizer sua parte atingiremos um bom montante”. As roupas e alimentos arrecadados serão doados para comunidades carentes assistidas pelo IFK e os livros para compor a Biblioteca do Instituto que é aberta a toda comunidade.


Serão prestadas homenagens a pessoas que de alguma maneira contribuíram para a melhoria da qualidade de vida de outras tantas, sendo assim serão oferecidas duas Medalhas Felipe Kumamoto, dois Títulos de Sócio Benemérito e dois Diplomas de Honra ao Mérito.



7 a 9 de Novembro de 2009 Local: CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA, AVENIDA DOM PEDRO II, 1335 CENTRO, JOÃO PESSOA- PB


As inscrições do Curso Atualização em Enfermagem, bem como para o III Encontro devem ser feitas pela internet – www.ifk.org.br, porém a data do curso de enfermagem será 28/11/2009 no SESI – Rua João Oscar s/n, Centro * Próximo ao Hotel JR,no horário das 8h00 as 13h00.


Em algum lugar do passado (02/novembro)




  • Em 2 de novembro de 1998, o furacão Mitch diminui sua força na América Central. Ele causou o maior número de mortes já registrada por um furacão nos últimos dois séculos. Foram 11 mil pessoas. Milhares de famílias ficaram sem teto e 70% dos campos em Honduras e Nicarágua foram destruídos.


  • 1470 - Nasce Eduardo V de Inglaterra.


  • 1913 - Nasce Burt Lancaster, ator norte-americano.


  • 1920 - A KDKA, de Pittsburg vai ao ar como a primeira rádio comercial do mundo.


  • 1976 - O democrata Jimmy Carter é eleito presidente dos Estados Unidos com 50,1%


  • 1984 - Retorna à URSS Svetlana, a filha única de Stalin, que permaneceu 17 anos nos Estados Unidos.

domingo, 4 de outubro de 2009

FRANCISCO DE ASSIS

Hoje tambem de parabéns Marilete. Tia,mãe,irmã e amiga; Indeclinável na defesa de todos nós que fazemos parte da sua família. Deus a abençoe de forma excelsa.

No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios. Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.



Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo". Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaura minha casa decadente".



O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o. Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza".



A Ordem dos Frades Menores teve início com a autorização do papa Inocêncio III e Francisco e onze companheiros tornaram-se pregadores itinerantes, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade.



O trabalho foi tão bem realizado que, por toda Itália, os irmãos chamavam o povo à fé e à penitência. A sede da Ordem, localizada na capela de Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, próxima a Assis, estava superlotada de candidatos ao sacerdócio. Para suprir a necessidade do espaço, foi aberto outro convento em Bolonha. Um fato interessante entre os pregadores itinerantes foi que poucos, dentre eles, tomaram as ordens sacras. São Francisco de Assis, por exemplo, nunca foi sacerdote.



Em 1212, São Francisco fundou com sua fiel amiga Santa Clara, a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Já em 1217, o movimento franciscano começou a se desenvolver como uma ordem religiosa. E como já havia ocorrido anteriormente, o número de membros era tão grande que foi necessária a criação de províncias que se encaminharam por toda a Itália e para fora dela, chegando inclusive à Inglaterra.



Sua devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização". Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.



Autor do Cântico do Irmão Sol, considerado um poeta e amante da natureza, São Francisco foi canonizado dois anos após sua morte. Em 1939, o papa Pio XII tributou um reconhecimento oficial ao "mais italiano dos santos e mais santo dos italianos", proclamando-o padroeiro da Itália.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

APENAS UMA PASSAGEM


Sábado fui com Marinho ao Velório do Cícero Berto(na foto, de bermuda, ladeado pelo Guelfo Poltronieri) e ao retornar pra casa fiz uma reflexão sobre essa nossa breve passagem na terra.


- De que vale a pena tanta correria pelo vil metal se quanto fizermos o caminho da volta estaremos simplesmente da mesma forma que chegamos ?


- Qual caminho tenho que trilhar para quando chegar a minha hora de cruzar o portal da eternidade agradecer a Deus e entender que valeu a pena?


- Quais verdadeiros valores que aproximam de Deus ?


Todo esse questionamento serve apenas para reforçar o entendimento, conforme consta no certificado de presença da 5 de Agosto, que diz " Quem não nasceu pra servir não serve pra viver".


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AINDA SOBRE O 18 ANDARES

Ainda sobre o 18 andares me informa o Bartoline.............

Prezado Mário,


Vou tentar lhe repassar mais dados sobre este prédio. Eu nasci em dezembro de 1947, na casa de nº 102, da rua Peregrino de Carvalho, em frente à então Biblioteca Pública do Estado (onde morei até 1959), imóvel esse que na década de 1960 foi demolido para dar lugar à antiga Farmácia do IPEP. A casa de nº 102, tinha como vizinha, à esquerda, o Palacete da família do Dr. Nelson Carreira, que por volta de 1956 foi alugado, ali sendo instalado o Imperador Hotel, que veio a servir de hospedagem para o Dr. Ulisses Bularmaqui, engenheiro encarregado daquela construção. Essa pessoa, de saudosa memória, por conta da vizinhança e da sua afinidade com o movimento musical, logo ficou muito amiga de minha família, de forma que, menino levado e curioso, assisti, de forma privilegiada, os primeiros passos da obra, desde a demolição do antigo imóvel que serviu de sede da Delegacia de Trânsito de João Pessoa (que em 1954 mudou-se para o Castelinho localizado na Praça Bela Vista, no início de Cruz das Artes, imóvel ainda hoje existente), bem como da escola de Música "Antenor Navarro", que era dirigida por minha falecida mãe, Luzia Simões Bartolini. O terreno e a construção ali existente pertenciam ao Estado, tendo sido repassado ao IAPB no Governo de José américo de Almeida, com a contrapartida de que todo pavimento térreo, da Av. General Osório (correspondente ao quarto andar, contado da Praça Aristides Lobo), seria destinado àquela Escola, coisa que no futuro não veio a se concretizar, por conta dos meandros das gestões públicas, motivada, principalmente, pela unificação dos antigos Institutos de Previdência, promovida pelo governo militar, que decretou a extinção do IAPB, dentre vários outros Institutos de Previdência. E, foi justamente por isso, que os apartamentos só vieram a ser entregues aos seus proprietários no ano de 1967, ficando totalmente esquecida a contrapartida objeto do repasse do Governo da Paraíba ao finado IAPB. Pelo projeto dessa obra, se não me falha a memória, aquele Instituto ficaria com os três primeiros andares das construção, vez que a entrada principal do imóvel seria justamente na sua face oeste, voltada para a acima referida Praça Aristides Lobo (lembre-se que ali existe uma espécie de "hall", o qual deduzo que nunca foi utilizado). Com relação se o prédio foi ou não projetado para ter garagem, não afirmo com certeza, porém acho que não, pois naquela época, ainda se desconhecia qualquer problema com relação ao trânsito, já que pouquíssimas pessoas eram possuidoras de carro, em nossa cidade. Por conhecer bem a estrutura do "18 andares" (pelo menos no seu início), tendo diversos amigos que ali já residiram, concordo com você quando afirma a respeito do vislumbre da sua cobertura, considerando ainda que a família do zelador do prédio tenha sido a mais aquinhoada da obra, já que ali foi edificado um apartamento destinado a sua moradia, isso sem falar na amplitude do pavimento vazado, localizado, se não me engano, no quinto andar.Além dos problemas referidos por você, três coisas também devem ter contribuidos para afuguentar os moradores. A primeira, está no fato de que os elevadores ali instalados (dois para cada bloco), sempre foram problemáticos, servindo concomitantemente a dois andares isoladamente, cujo acesso se faz através de dois vãos de escada, que ao que me parece nem possui corrimão; a segunda, eram os constantes apagões, deixando os moradores e usuários não só presos nos elevadores, como dificultando o acesso pelas escadas, já que o primeiro pavimento residencial corresponde ao sexto andar da Av. General Osório; a terceira, se consistui mesmo na falta de garagem. Por fim, apesar de todos esses problemas, o Edifício Presidente João Pessoa, o famoso "18 Andares" ainda é um marco em nossa cidade. E, para bem se compreender os problemas nele existentes, deve-se levar em consideração que esta edificação foi concebida há meio século atrás, cujos conceitos de engenharia, funcionalidade, moradia, bem estar, urbanização, dentre outros, eram bem mais diferenciados dos concebidos nos padrões de hoje. Esperando haver dado um pequeno contributo para a história desse grande marco de nossa linda cidade, envio-lhe o meu fraternal abraço. Cordialmente,
Edgard Bartolini Filho

sábado, 19 de setembro de 2009

O Dezoito Andares


18 Andares: o mais antigo condomínio da cidade





Ninguém saberá responder aonde fica o Edifício Presidente João Pessoa. Nem mesmo o mais antigo morador da Cidade. Mas o Dezoito Andares... A grande verdade é que todo mundo concorda num ponto: É o prédio mais charmoso da cidade ou “o condomínio mais antigo da capital”, como, orgulhosamente, faz questão de colocar no papel timbrado o síndico Paulo Sérgio, cidadão que lá chegou ainda adolescente. Outra unanimidade: É uma das coberturas mais deslumbrantes do litoral, com uma visão de 360º que deixa de queixo caído até os que já conheceram a Torre Eiffel.


Os historiadores dirão que é um endereço nobre: Rua Nova, atual General Osório, esquina com a Ladeira dos Pedroza, que também já foi Ladeira da Carioca, até se juntar ao Beco da Misericórdia para receber a nova denominação: Peregrino de Carvalho.


Acho que foi exatamente este ponto da Capital que encantou o carioca Ulisses Burlamaqui, um dos integrantes do movimento da moderna arquitetura brasileira, quando, contratado pelo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários-IAPB, em 1957, sobrevoou a cidade para definir o local da “primeira experiência de habitação multifamiliar em altura da cidade de João Pessoa”.


Gostaria de ter conhecido o Dr. Burlamaqui, não pelo fato de alguns dizerem que ele era um “típico playboy carioca dos anos dourados; homem bonito, culto, extremamente elegante”. Gostaria de estar ao lado dele, no teco-teco fretado ao Aeroclube, para ver o que ele sentiu no momento da escolha deste lugar.


Quem mora no Dezoito Andares logo fica convencido do seguinte: O arquiteto construiu camarotes para que as pessoas, ocupando ambientes confortáveis e ventilados, pudessem contemplar tranquilamente uma bela paisagem. Paisagem que, como um caleidoscópio, nunca cansa, nunca cai em monotonia, porque muda de acordo com as variações do tempo e da luz. Já na entrada do apartamento, ele colocou uma parede fora de esquadro para que ao abrir a porta o visitante possa sentir, em panorâmica, o forte impacto do visual extraordinário.


Dr. Ulisses Burlamaqui foi mais fundo na sua viagem: Empilhou 48 apartamentos, vazados na frente e nos fundos (o vazamento é total na frente), solução que traz para dentro dos imóveis a paisagem exterior, formando imensos painéis, o que deixa os moradores com a sensação de que vivem pisando nas nuvens. Avançou mais em seu sonho: Fez as varandas com as mesmas dimensões, quase 20 metros quadrados, independentemente do tamanho do apartamento. A paisagem foi, digamos, democratizada, até para que todos pudessem curtir igualmente o pôr-do-sol e a lua cheia.


Não jogou a dependência de empregada em uma sobra de espaço qualquer. Traçou cuidadosamente os aposentos da empregada, que são amplos, agradáveis, com total e absoluta privacidade e acesso exclusivo. Há outras bossas” no prédio, como escadarias largas, com pouquíssima inclinação e degraus espaçosos, onde as pessoas podem subir e descer, conversando ou conduzindo volumes, tranquilamente. A área de lazer é um enorme tapete entre a plataforma e o setor residencial. O elevador serve simultaneamente a dois pavimentos, reduzindo o consumo de energia, o desgaste do próprio equipamento e fazendo com que as pessoas, mesmo as mais velhas, possam se exercitar sem grande esforço físico. No entanto, uma dessas bossas” foi para mim amor à primeira vista: O longo corredor entre os elevadores dos dois blocos recebe uma luminosidade natural que o transforma numa réplica do “túnel do tempo” do Congresso Nacional. Fantástico!


O que permanece uma incógnita é o destino da garagem, mistério que até hoje não foi desvendado. Sabe-se apenas que existe ampla área ociosa, dando para a Praça Aristides Lobo, sobre a qual o condomínio não tem mais nenhuma ingerência e, tanto o Patrimônio da União como a Prefeitura, ainda não chegaram a um acordo sobre a sua utilização. Enquanto nada é resolvido, a “terra de ninguém” serve de pousada para vagabundos e moradores de rua, causando transtornos de toda espécie à comunidade ali residente.


Torci o nariz quando me ofereceram um apartamento nesse prédio de tantas histórias, alegres e trágicas, como tudo na vida. Enfrentei o samba de uma nota só dos agentes do mercado imobiliário: “Seu” Petrônio vá para a orla. O centro acabou-se, virou um lixão.” Acontece que vim conhecer a nova morada ao pôr-do-sol. Não resisti. A amiga Vitória Lima não exagerou ao afirmar que eu não comprei um apartamento, mas uma paisagem.


Sem exagero, posso dizer que sonho acordado. Deitado em minha cama vejo o Sanhauá – rio triste, que parece estar sempre indo à procura de alguém distante... O contraponto é feito pelas garças. Numerosas, se exibem cheias de juventude, como as meninas do antigo Colégio das Neves. Vagueiam em bandos ou solitárias. São lençóis brancos, esvoaçantes, sobre o casario e o manguezal. Às vezes penso que são anjos enviados por Deus para limpar, todos os dias, a sujeira do esquecido Varadouro, numa espécie de protesto pacífico contra a omissão dos homens.


Menino da Rua da República, Rua da Areia e do velho Roggers, com alguns quilômetros rodados nesses quase 60 anos de vida, penso que escolhi o lugar certo para “amarrar o burro na sombra”. Aqui, me refugio nas minhas doces lembranças e me sinto protegido pelos meus mortos, figuras que tinham a maior intimidade com essas ruas, becos e ladeiras.


PS: No final de 2006, começo de 2007, morei quase 6 meses no 18 Andares. Não resisti por muito tempo. As poluições sonora e do ar, no centro da Capital, me fizeram vender o imóvel e me mudar para a orla marítima.




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

GRATIDÃO A DEUS


Quando a sombra da tristeza cobrir seus sonhos de ventura;

Quando você quiser chorar diante da taça da amargura;

Quando a dor bater à porta ferindo bem fundo o coração;

Quando a esperança é morta e a vida amarga ilusão;




Olhe para trás, veja quanta dor, súplicas de paz clamando amor!

Olhos sempre em trevas, mãos mendigam pão,

Bocas que não falam e risos sem razão...

Deixe de chorar, volte a sorrir, você é tão feliz, volte a cantar!

Faça uma prece, seja grato a Deus!

Ele sempre abençoa os filhos seus...




Música:Grupo Acorde

Compositor: João Cabete

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O TEMPO NÃO PÁRA


Ontem passamos o dia todo em casa e Simone me chamou para irmos na casa dos meus pais pois já fazia quase um mês que estavamos ausentes daquele que é sempre um dos melhores momentos das nossas vidas. Ao chegarmos somos sempre bem recebidos por todos, onde Babinho e Gusta sempre fazem questão daquela conversa bacana e sadia. Dona Augusta sempre tem uma comida pronta e diga-se de passagem com um tempero de primeira. Seu Mário na sua rede a dormir mas quando menos esperamos ele se levanta e vem falar de assuntos diversos, passando sua experiencia de vida que muito tem nos ajudado. Gusta pegou Gabriela pelo braço e foi ao parque, que logo entrou na cama elástica. Depois sobrou para mim que fui pro tiro ao alvo com Marinho e em seguida ao cavalinho, novamente com Gabriela. Voltamos pra casa e comecei a me lembrar da minha infancia. Lembrei da Festa do Rosário que ficava na frente da Igreja do mesmo nome, em jaguaribe, na Av. Primeiro de Maio, nas proximidades de onde hoje é o Centro Administrativo. Tinha muitas canoas e o parquinho era movido na manivela. Tinha a maçã do amor, pipoca e o jogo de argolas. Em Cruz das Armas, iamos a Festa das Hortencias, próximo ao Clube Internacional. O interessante era o leilão que se fazia de um simples galeto assado que chegava a valer dez vezes mais que o normal. A preço de hoje o ganhador pagava quase R$100,00 só pra ter o prazer de dizer que tinha dado o maior lance e que ao mesmo tempo teria ajudado a Igreja de São José. Contudo, a melhor e maior de todas as festas era a Das Neves. Essa era de se esperar o ano todo. Usava-se a melhor roupa ! Acredito que todo mundo da minha geração, e olha que ainda sou o garotão, passou pelos corredores nas proximidades do colégio Águia, Pio XII e Nosssa Senhora das Neves. Naquele época éra bom demais. Não existia violencia e se tinha a certeza da volta para casa. Lembro como se hoje fosse que quando a nossa João Pessoa completou 400 anos a atração maior foi a cantora/dançarina Gretchen . O palco estava na frente da Catedral e não cabia mais uma viva alma. De repente lá vem uma kombi furando a multidão e um camarada que estava ao meu lado quase rasgou a garganta gritando... - "Lá vem a Grete. Lá vem a grete. Lá vem a grete.". Foi um rugi-rugi daqueles e por pouco a danada não conseguia subir no palco. Ao fim, a confusão pra ela sair foi ainda maior. Tinha uma passarela por sobre a entrada do viaduro Damásio Franca e que permitia o passeio até o Palácio da Redenção. Não dou de conta de lembrar quantas vezes se fazia o arrodeio começando no Cinema Municipal, na Visconde de Pelotas, passando pelo Pio XII e seguindo na Gal. Osório chegava-se novamente até a Praça João Pessoa. Me vem na memória o malabarismo que se tinha que fazer para driblar a multidão. Infelizmente a ação deletéria do tempo tudo apaga e transforma. Hoje, para levar Marinho e Gabriela no parque que fica na frente da casa de Babinho e Gusta temos que ficar atentos. Formamos um verdadeiro exército de olheiros. Nos oferecemos a desculpa de tomar um ventinho na calçada mas na realidade, eu, Babinho, Gusta,Simone e Magno ficamos mesmo e na atenção necessária pois a coisa não tá pra brincadeira. Sem contar que nos dias que Matheus, Mirela e Júnior estão presentes, soma-se aos soldados espiões o meu irmão Márcio e minha cunhada Socorro, a grande autoridade do principado da Penha.

domingo, 6 de setembro de 2009

"Estou preparado para a morte"


"Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora".






Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006. A abordagem de agora consiste em quatro sessões semanais de quimioterapia. A químio foi decidida pelos médicos uma vez que o câncer de Alencar, com vários nódulos na região do abdômen, não respondeu a uma medicação ainda em fase experimental, em testes no hospital MD Anderson, centro de excelência em pesquisas oncológicas, nos Estados Unidos. Desde o início desse tratamento, em maio, o sarcoma cresceu cerca de 30%. A químio é uma tentativa de conter o alastramento do tumor. Visivelmente abatido, quase 10 quilos mais magro, Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes na sala 215 do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enquanto passava pela primeira sessão de químio. O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hambúrgueres e tomou um copo de leite. Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe ensinou.


Como o senhor está se sentindo ? Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive – só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos.


Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável ? Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.


O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar ? Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.


Como a doença alterou a sua rotina ? Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.


O senhor não passa por momentos de angústia ? Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.


O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão ? A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.


É penoso para o senhor praticar a humildade ? Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.



Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte ? Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.


O senhor tem medo da morte ? Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.


O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado ? Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.
O senhor se tornou mais devoto com a doença? Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia.
Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro ? Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Dama De Vermelho


Garçom

Olhe pelo espelho

A dama de vermelho

Que vai se levantar

Note, que até orquestra

Fica toda em festa

Quando ela sai para dançar

Essa dama já me pertenceu

E o culpado fui eu da separação

Hoje, choro de ciúme

Ciúme até do perfume

Que ela deixa no salão.



Garçom, amigo!

Apague a luz da minha mesa

Eu não quero que ela note

Em mim tanta tristeza

Traga mais uma garrafa

Hoje vou embriagar-me

Quero dormir para não ver

Outro homem te abraçar.



Composição: Ado Benatti / Jeca Mineiro


domingo, 30 de agosto de 2009

Brasileiros e brasileiras

- Uma vez Moisés abriu e atravessou o Mar Vermlho
- Ontem, Sarney abriu e atravessou o Ma de Lama





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