domingo, 29 de março de 2009

Filhos,o grande desafio.


Estava me lembrando de um dia, e olha que se passaram muitos anos, quando ainda fazia o curso de Mecânica na Escola Técnica(hoje CEFET) e estávamos aguardando no auditório uma palestra do professor Itapuan Botto Targino, então diretor, e fazíamos um barulho imenso, fora do normal, coisas pertinentes a idade. Foi então que ele entrou com a tranquilidade de sempre, sentou na poltrona e ficou a observar aquela agonia toda mas sem interferir em absolutamente nada. Repentinamente começou a pedir um pouco de atenção que já ia começar a falar...

Falou sobre a instituição que antes, bem no principio,se chamava Escola Industrial, relatou sobre o mercado de trabalho que nos esperava, informou sobre a empresa de equipamentos eletrônicos SHARP que iria buscar alguns alunos do curso de eletrotecnica e mecânica para estágio em Manaus. Falou muito e sempre com uma forma cativante de se fazer ouvir.

Concluindo, solicitou que prestássemos mais atenção na nossa vida pois seriamos o futuro da Nação. Como ainda muito jovem, mais ou menos 18/19anos, não ofereci confiança a nada daquilo. - Pensei... Futuro da Nação, eu?.

Pois é....A vida é efémera. Hoje olho pra trás e vejo aquelas sábias palavras batendo na porta da memória e começo a entender aquele comentário. Realmente o tempo passa muito rápido! Resta muito pouco daquele Marinho(era assim que me chamavam) que antes gostava de fazer carrinho de lata de óleo, brincar de bolas de gude e empurrar pneus com cabo de vassoura. Da juventude ficou os ensinamentos dos meus familiares e professores com a certeza eterna de melhores dias. Sou um eterno otimista!

Hoje me vejo sendo o "batedor" dos caminhos dos meus filhos, senhor das minhas obrigações e mesmo que timidamente, ainda, oferecendo vagas no mercado de trabalho, contribuindo com o futuro da nação. O tempo avança tão devagar, como a chegada do Professor Itapuan naquele auditório, que não percebemos a velocidade com que passam os dias, meses e anos. Ontem estávamos comemorando o final do ano mas amanhã já será o mês de Abril.

Porém, ainda, enquanto soldado de Deus, me resta um grande desafio. Como colocar no juízo desta nova juventude que o tempo urge e que eles são o futuro da Nação? Que eles vão nos substituir ... Pela idade não tem a condição de absorver que não são o Highlander, aquele guerreiro imortal interpretado pelo Chistopher Lambert, mas em gotas diárias de exemplo, amor e dedicação temos sim a possibilidade e alertá-los que em muito breve estarão eles a dirigir o futuro de todo este planeta. Devemos pensar nisso.

sábado, 28 de março de 2009

Versos íntimos

Os dias passam com a velocidade que a pressa exige das ações e não estamos nos dando conta de que a dimensão que mais nos aproxima de quem arquitetou todo o universo é a do SER, apesar de sermos intimados a dizer sempre presente na universidade do TER. Como é ténue esta ligação ! Vez por outra estamos acoados contra os nossos princípios e mudamos o norte por um acordo pessoal ou comercial.
- Nos ensina a história que na adversidade toda carne se trai mas prefiro passar pela vida acreditando no outro. Acreditando que ainda é possível se cumprir a palavra dada, o compromisso firmado. Não me agrada estrutura sem alicerce.
Abaixo, "Ipsis litteris", poderá ver o Versos íntimos de Augusto dos Anjos, soneto este muito em voga nos dias de hoje. Bom fim de semana e que Deus nos ajude, proteja e guarde...
* * * Versos Íntimos * * *
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Fogo fátuo

Essa existência passa breve e há dois modos de se enxergar isso. Um é o ponto de vista da ilusão: “Voar livre e sem compromissos”, lançar-se a diversas experiências, vivenciar um grande número de sensações, ter diversos relacionamentos “amorosos”, esquecendo-se, totalmente de suas responsabilidades afetivas e espirituais. Esta é uma perspectiva muito estreita da vida, embora bastante difundida pela sociedade de consumo, que lucra muito com ela. Baseada num hedonismo adulterado, esta visão, que na verdade é mais uma “cegueira”, consiste na demanda de uma felicidade falsa, dentro da qual, à medida em que as possibilidades econômicas, sociais e políticas vão melhorando, troca-se de roupa, de carro, de casa, de marido ou de esposa por novos modelos correspondentes ao novo status. Casamentos ou “relacionamentos” tão descartáveis como papel higiênico se sucedem, assim como o acúmulo ou a renovação de bens, as conquistas de títulos e de cargos e o desfrute de inúmeras paisagens exóticas. Com que propósito?
O trabalho não é encarado como um meio para cumprir uma missão maior, espiritual, mas um canal para a obtenção de melhores posições profissionais e maiores competência técnicas, que facultarão outras possibilidades de gozo e de prazeres, renovadas experiências, trazidas por novos “contatos”. Os que assim pensam até podem acorrer a centros de meditação para desenvolver a “consciência”, estudar esoterismo e ter uma dieta impecável. Mas persiste a pergunta: “para que?”, ou melhor, “para onde?”. Uma pergunta radical pelo propósito permanece.
Frei Betto disse isso de uma maneira formidável: “Quando eu era criança, a infância era até os 12 anos, então começava a adolescência, que ia até os 18 anos, quando iniciava a juventude, até as pessoas ficarem adultas, aos 25 anos, o que seguiam sendo até envelhecerem, quando estavam com mais 55 anos. E ninguém tinha vergonha de ser velho. Hoje é diferente: as pessoas são crianças até os 30 anos, depois adolescentes até os 50, que é quando então começa a juventude...”
O discurso da irresponsabilidade e do descompromisso radical é vendido hoje em qualquer loja de shopping, em qualquer “terapia”, novela, farmácia, supermercado, outdoor ou filme. E o pior: é comprado facilmente. Na Espanha, assisti na TV uma propaganda de bebida alcoólica cujo slogan era: “Sê infiel!”. Um casal se separa a cada 5 minutos naquele país, dado aproximado ao de outros países ocidentais. O resultado dessa bizarra equação é que, aos 30 anos, muitos homens e mulheres não sabem o que vão querer ser quando crescerem...
Maridos deslumbrados abandonam esposas, para deixarem de ser o “número um” no coração de alguém e tornarem-se “mais um” no currículo de aventuras de outras. Mães abandonam filhos pelo emprego, pelo maior salário ou pelo amante, usando o bordão fácil: “Quero ser feliz, preciso pensar em mim!”. Todos sem saber, ao certo, o que seja a vida. Muitos e muitas se lançam a este engodo, renunciando, por vezes, à sua dignidade pessoal e tendo de recorrer a mentiras psicológicas para justificar as suas escolhas irresponsáveis e os seus atos inconfessáveis. Delírio, traição e promiscuidade, travestidos de “liberdade”, como se a perspectiva única e última da existência fosse a morte, antes da qual tivéssemos de experimentar todas as infinitas possibilidades, entre elas, a de nos extraviar. Contudo, a verdade é como a tosse, não podemos escondê-la por muito tempo, ela sempre vem à tona. O saldo inevitável de uma existência com muita diversão e nenhuma conversão será sempre o vazio, o tédio e o remorso.
É claro que cada um pode seguir o curso que quiser até aprender que o caminho não é aleatório. Ele tem setas claras. Podemos não segui-las ou ignorá-las, mas corremos o sério risco de caminhar em círculos, de não chegar a nenhum lugar, de perder tempo ou ainda de terminar num charco ou num deserto. E como é o outro caminho? É a via das responsabilidades conscientemente assumidas. Quando sabemos que estamos aqui por uma razão, não abdicamos de nossas posições, nem abandonamos o nosso posto. Ser jovem é uma parte essencial da vida, mas quando nos apegamos demais a qualquer época da nossa vida, deixamos de viver as outras. Paulo de Tarso disse: “Quando eu era criança gostava das coisas de criança, quando adulto, cuido das coisas de adulto...”. Ninguém cresce renunciando a compromissos, mas assumindo-os e cumprindo-os.
Ninguém evolui buscando sensações ao redor do mundo, mas descobrindo que os recursos para ser feliz estão ao alcance das suas mãos: na companhia ao seu lado, na família onde está, na moldura em foi posto no quadro desta existência. Há sempre um tesouro enterrado debaixo de nossa própria cama, como nas mil e uma noites. Às vezes temos de dar a volta ao mundo para achá-lo, mas devemos estar prontos para retornar para casa, pois, se não reconhecemos que temos uma, então jamais encontraremos tesouro algum. Arquimedes disse que moveria o mundo com um ponto de apoio. Ele sabia o que dizia, pois nenhuma alavanca funciona no vácuo. Sem um lugar, sem uma raiz, sem um compromisso conosco e com o outro, tornamo-nos insípidos, superficiais e confusos.
Diziam os gregos: “se quiseres ser feliz, casa-te com teu destino”. Eles sabiam o que diziam, porque, de fato, a felicidade não é possível fora dele. Não se trata de fatalismo, mas de realidade. A flor não deve abandonar as suas raízes se quiser florescer. O fruto, quando se desprende da árvore prematuramente, não atinge a sua maturidade, pois apodrece ainda verde. Ë o que acontece com todos aqueles que desertam de suas responsabilidades pessoais ou domésticas, buscando as facilidades e ilusões do mundo. Disse Ângelus Silesius que “quem corre sem verdadeiro amor não alcança o Paraíso. Saltita ora cá, ora lá, como um fogo fátuo...”
Nota: Fátuo = Muito tolo, Transitório.
(Emerson Barros de Aguiar)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Se eu soubesse o que sei agora


O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:


- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?


Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: 


" Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda ".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.


- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha.


Moral da história:


As vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros.

Crise ?


A crise, segundo "Einstein”.

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".

terça-feira, 24 de março de 2009

Presença de Deus


Um rei, preocupado com o bem-estar do seu povo, foi procurar um rabino que habitava perto do seu palácio. O homem tinha fama de santo, e corria a lenda de que conversava com o mundo espiritual.
“Diga-me, santo homem: como posso conseguir encontrar Deus?”, perguntou o rei. “Estou precisando Dele para ajudar meu povo”.
“Faça orações, exerça a caridade”, respondeu o homem. “Ele escuta estes dois idiomas”.
“Quero encontrar-me com Ele”, insistiu o rei. “E lhe darei 10 moedas de ouro se você me disser onde Ele está”.
O rabino foi até o armário, voltou com uma sacola, e derramou o conteúdo na mesa: eram moedas.
“Pois eu lhe darei estas 50 moedas de ouro, se você conseguir me dizer onde Ele não está”.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Grande Oriente,DF


Foto da sede do Grande Oriente do Brasil,DF; Gerada por satélite de uma altitude, do ponto de visão, aproximada de 692 pés.

Mexa-se



  • Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

  • No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.

  • No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

  • No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar...


"Martin Niemöller, 1933

quinta-feira, 19 de março de 2009

Centro - João Pessoa


Observe imagem de parte do centro de João Pessoa. Poderá notar a Pça da independencia, Colégio Pio X e o inicio da Av. Epitácio Pessoa.

Educação




Nessas reportagens sobre a educação, as soluções são claras: verbas maiores para pagar professores, escolas construídas com segurança, bem aparelhadas tecnicamente. Mas ninguém faz. Por quê? Por que somos um dos países com o pior sistema de educação do mundo? Quais são as causas profundas dessa vergonha?
Bem, primeiro, porque educação não traz votos. Escolinhas limpas, quem liga para isso? Mesma coisa com a saúde. São problemas de puro interesse social, e isso não elege ninguém. Obras só interessam quando dão lucro eleitoral ou lucros em roubos privados.
Nas escolas, dá para roubar na construção, nas merendas, mas é coisa pouca, é mixaria. Na saúde, ainda dá para roubar bem mais, desviando remédios, com superfaturamentos, etc. Mas repensar a estrutura geral da saúde também não dá grana. E dá muito trabalho!
Bom é ganhar votos e roubar em grandes viadutos, barragens faraônicas, canais épicos. Além disso, no Brasil, como diz o Lula, desde Cabral a educação foi programada para não haver. Portugal e a burguesia secular jamais quiseram que o povo aprendesse. Educação é liberdade, entendimento, perigoso! Até o século 19, tinha de haver autorização do governo para a publicação de livros, sabiam?
Está entranhada na alma brasileira a ideia de que pobre não precisa estudar. E muita gente acha que é até melhor que sejam analfabetos. São mais fáceis de enganar, basta que saibam servir.






quarta-feira, 18 de março de 2009

Integração total




O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) anunciou nesta quarta-feira (18) a implantação do sistema de integração de ônibus na Região Metropolitana de João Pessoa.

Os prefeitos dos municípios de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde e Alhandra estão sendo convidados para uma reunião, na próxima semana, em que haverá a assinatura do protocolo de intenções. A proposta é implantar o sistema a partir do dia primeiro de maio.


À tarde, Ricardo Coutinho se reuniu com a superintendente da STTras, Laura Farias, e empresários do setor, que já começam a se preparar para colocar em prática o sistema de integração.


O prefeito da Capital também manterá contato com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Solon Alves Diniz, para dar viabilidade total ao projeto.


O prefeito da Capital avaliou que a integração dos transportes coletivos para a região representa a continuidade dos avanços obtidos na cidade de João Pessoa.


“As empresas e gestores dessas cidades deram um passo significativo para a estruturação e melhoria dos transportes coletivos na Região Metropolitana. A intenção é potencializar as empresas que prestam o serviço, facilitando o acesso à população que reside nesses municípios e que trabalha ou estuda na Capital”, explicou.


Laura Farias lembrou que esta proposta teve o apoio dos próprios empresários de transportes coletivos, que se basearam na experiência positiva da Capital.


“A adoção do bilhete único em João Pessoa foi uma das primeiras medidas do prefeito Ricardo Coutinho e que é considerada pela população usuária de transportes coletivos como uma obra essencial para modernizar o serviço em João Pessoa”, destacou.



Da Secom-JP ,18/03/2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Carteira de motorista - Cuidado

Minha habilitação venceu dia 19/02/2009 e sabia que a lei me faculta um mês para a devida renovação sem penalidade alguma, bastando apenas novo exame de vista e foto. Só que diante da correria já estava quase me esquecendo... Foi ai que recebi um e-mail do Cezar onde dava conta que após este prazo tem que se refazer vários exames e testes, além taxas com valores altíssimos. Fica então o alerta; Não ultrapasse os 30 dias que a lei permite para renovar sua CNH. Fui na casa da cidadania do Tambiá Shopping e paguei um taxa de R$99,00 e em menos de 45 minutos resolvi tudo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Imagem Satélite Maceió-AL

Veja o porto de Maceió que fica no bairro do jaraguá(bem no centro daquela capital). Em seguida observe, na sequencia, as praias de Pajuçara,Ponta verde, Jatiúca e Cruz das Armas e ainda Jacarecica...

Espaço Cultural - JPessoa / Imagem satélite




Praia de Tambaú - J.Pessoa/PB - Satélite


Cabedelo-PB - Imágem satélite


domingo, 15 de março de 2009

Sabedoria




"A palavra só será inútil se o sopro não vier do coração"

Agmar Dias Pinto

sábado, 14 de março de 2009

Da Indiferença


“Um momento não é um dia”, diz Ângela Chimello, lembrando a história de uma mulher que - ao acordar, reparou que estava frio, e colocou um cobertor sobre o marido ainda adormecido.
Mais tarde o sol esquentou o dia, e o homem despertou suando em bicas.
Irritado, chamou a mulher para perguntar quem tinha feito a tolice de cobri-lo num dia tão quente.
Por causa de um pequeno detalhe, geralmente fruto de cuidado ou carinho, terminamos por nos transformar em juízes implacáveis de nosso próximo.
Agimos como se, vendo apenas parte de um filme, pudéssemos saber toda a sua história.
(Paulo Coelho)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Diretas-Já, 25 anos


Mais de um milhão e meio de pessoas cantam o Hino Nacional no comício do Vale do Anhangabaú, em São Paulo. 16 de abril de 1984.


Como foi – É... Parece que foi ontem, mas o Diretas-Já está completando agora em 2009 vinte e cinco anos. Cobri para “Veja” praticamente todos os comícios daquele impressionante movimento Brasil a dentro. Era um dos muitos jornalistas que acompanhávamos a cruzada de Ulysses, Dante, Tancredo, Montoro, Covas – já falecidos – e tantos outros líderes pelo voto popular para presidente. Recordo das eleições indiretas no Colégio Eleitoral, que escolhiam generais para a cadeira do Planalto. E ainda da sessão do Congresso em que o projeto foi rejeitado. Em decorrência do Diretas, tão importante para a história da liberdade, em outubro do ano que vem em torno de 160 milhões de brasileiros irão novamente às urnas para, com seu próprio voto, escolher o novo presidente da República. Seja ele quem for, a democracia estará mais uma vez de parabéns. Orlando Brito.




Parabens Luiz Torres

  • -Posso até não concordar um algumas alegações do Luiz Torres, mas é inegável que tem um bom texto. Vale a pena perder (se é assim que posso dizer) um tempo, fazendo a devida leitura, pois é um pouco longo, porém observa-se à distancia a qualidade e o poder de articulação do autor.

Foi o pensador político Rosseau que disse: na juventude deve-se acumular o saber; na velhice, fazer uso dele. É exatamente no uso da inteligência e da experiência que o governador José Maranhão está arrastando o prefeito Ricardo Coutinho para uma das jogadas políticas mais arriscadas de sua vida.
O prefeito dá sinais de que vai explodir a aliança com o PMDB de Maranhão, por não mais suportar o obstáculo no caminho do projeto 2010. E vai fazer isso no pior momento e do pior jeito: cobrando, à força, fidelidade de um monte de maranhista que está no PSB e, o mais grave, arriscando romper uma aliança sem ter fechado um Plano B com outra força política.
Erra duas vezes e se prepara para uma aventura kamikaze que pode lhe mostrar o chão frio de uma candidatura isolada.
Ao abrir vaga para Nadja Palitot - uma verdadeira cobra no Jardin do Éden do prefeito socialista, - retornar à Assembléia, Maranhão testa Ricardo. Que, segundo declarações de seus soldados (Rosas, Urquiza e Cia), parece ter engolido a corda.
Ora, Ricardo tinha que aprender com Maranhão. O velho fazendeiro de Araruna engoliu calado todo tipo de sapo que o prefeito mandou pra ele. Calou-se diante da convocação de Aracilba Rocha para a prefeitura; calou-se ante à indiferença de Ricardo à cassação de Cássio, calou-se ao ser ignorado na indicação do vice em 2008.
Calou-se porque a paciência é típica dos velhos. Calou-se porque, na época, era apenas um senador com um mandato que expiraria em 2010. Agora, não. Maranhão, seja pelos motivos mais questionáveis, é governador da Paraíba. É Ricardo que deveria mostrar paciência. Ambos, como já disse, já estão rompidos em razão de terem o futuro cruzado. Mas nada de oficializar isso agora.
Ora, chutar o pau da barraca agora em razão da posse de Nadja Palitot na Assembléia é de uma inabilidade infantil. Primeiro, porque o grupo de Ricardo deu um valor que Nadja nem sabia que tinha. E, depois, porque a hora de romper é em junho de 2010, às portas da eleição, quando Ricardo já estivesse pavimentado todo uma base de aliados e se beneficiado com a parceria entre prefeitura e governo do Estado.
Tudo menos agora. O mais inábil de tudo isso é cobrar fidelidade ao projeto de Ricardo 2010, em confronto ao sereno Maranhão, que só tem batido em Cássio e no travesseiro na hora de dormir. Ricardo está cobrando fidelidade a ele dentro de um partido minado por maranhistas.
Já tratei disso num artigo quando declarei que o prefeito não tinha nem o PSB por completo. Mas vamos listar: dentro do PSB, são maranhistas Manoel Júnior, Léo Abreu, Carlos Batinga, Guilherme Almeida, Edmilson Soares, Expedito Pereira, Nadja Palitot, entre outros.
É quase o partido inteiro. Se eles forem expulsos ou levarem a bronca para direção nacional do PSB, vai causar confusão na cabeça de Eduardo Campos. Ricardo não deveria oficializar o rompimento com Maranhão antes de ter fechado um plano B. Com Cássio, por exemplo. Corre o risco de ficar só, ao menos no primeiro turno das eleições, contando apenas com partidos como PTB, PP e PDT, no máximo. Porque o PT vai ser tratado de uma forma tal no governo Maranhão que dificilmente vai se encantar pelos olhos claros e o sorriso (que sorriso?!) de Ricardo Coutinho.
Soma-se a isso o fato de que, oficialmente rompido, Ricardo Coutinho vai pela primeira vez na vida enfrentar o aço das facas de um dos maiores conglomerados de comunicação do Estado: o Sistema Correio da Paraíba. Imaginem: vai ser merenda escolar e lixo de manhã, de tarde e de noite.
É hora, portanto, de cautela dentro da base do Mago, em homenagem, inclusive, à quarta-feira de Cinzas. Quem sabe um conselheiro mais velho para dar as cartas daqui pra frente. Afinal, como diria Bacon, os desatinos da juventude são conspirações contra a velhice; pagam-se caro, ao anoitecer, as loucuras da manhã.

Fonte:http://www.pbagora.com.br/

terça-feira, 10 de março de 2009

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


(Manuel Bandeira)


A hora de sair e a de ficar

Tenho 43 anos, trabalho há 23 na mesma empresa (o único emprego de minha vida) e atuo na área de segurança, como gerente. Vejo o tempo passar e sei que, cedo ou tarde, acabarei sendo substituído por alguém mais jovem. Há tempos tenho o sonho de me tornar um consultor autônomo. No entanto, estou inseguro quanto ao melhor momento para tomar essa decisão. Será agora? Ou é melhor esperar mais um pouco? – Luciano
  • Será agora, Luciano. A diferença entre um empregado de 60 anos e um consultor da mesma idade é que o empregado é visto como velho e o consultor como sábio. Se quiser chegar sabiamente aos 60 anos – no seu caso, serão 17 anos, que passam mais rápido que parece –, você precisa começar enquanto se sente disposto, física e mentalmente. Dito isso, minha sugestão é que você não comece sem ter um par de empresas interessadas em seu trabalho. Inicie os contatos enquanto ainda está empregado, para que não se veja na pior das situações – sem emprego e tendo de correr atrás de clientes. Porque, se isso vier a ocorrer, você ficará com a sensação de que tomou a decisão errada e tentará voltar para uma empresa. Aí, não apenas seu sonho irá para o ralo, como seu retorno ficará complicado.
  1. MAX GEHRINGER
  2. Fonte: Edição 498, Revista Época

Uma voz no vento


Possuindo todos nós os mesmos princípios, as mesmas capacidades, somos suscetíveis de realizar os mesmos feitos, sejam psíquicos, no mundo espiritual, ou físicos, nos globos materiais, dependendo a boa ou má qualidade desses feitos, sua grandeza, sua eficácia e perfeição somente do progresso já realizado pelo nosso Espírito.
Charles em O cavaleiro de Numiers, pt. 4, cap. III.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Presidente Louco


Eleito presidente, Jânio Quadros viajou à Europa no navio Aragon, acompanhado da mulher e da mãe. João Dantas, diretor do Diário de Notícias, do Rio, mandou o mestre Joel Silveira, seu melhor repórter, cobrir o passeio que seria relatado depois no seu livro "Viagem com o Presidente Eleito" (Mauad, Rio, 1996). A bordo, Joel ficou chocado com o "tom frio, isento" do presidente maluco, ao apresentar a própria mãe:- E esta é D. Leonor, minha mãe. Está com câncer já adiantado, irreversível. Tem talvez mais uns poucos anos de vida.

sábado, 7 de março de 2009

Tudo é possível




  • ABAIXO EU FIZ UM ARRODEIO DANADO SÓ PRA QUE TENHAMOS A IDEIA DE QUE NÃO EXISTE O IMPOSSÍVEL. AS VEZES CRIAMOS UM CONCEITO DE QUE NÃO PODEMOS DETERMINADA COISA E ESTA MENSAGEM FICA REGISTRADA NO NOSSO CARTÃO DE MEMÓRIA. TUDO É POSSÍVEL. AGORA PARA SABER SE A PORTA ABRE NECESSÁRIO SE FAZ BATER. E NÃO É BATER UMA VEZ SÓ. BATER PERMANENTEMENTE E COM DISCIPLINA . NÓS SOMOS DO TAMANHO QUE IMAGINAMOS SER.


Eu lembro e olha que já faz um bom tempo, em uma encarnação anterior,havia num certo reino um dia muito especial para onde migravam pessoas de todos os lugares para uma festividade muito esperada. Uma vez no ano, todos se reuniam, reencontros eram promovidos, familiares se juntavam e tudo era muito emocionante e fantástico. Entretanto, a finalidade principal do evento era ver quem tinha a coragem de se arriscar a extrair de uma pedra, apenas com a força humana, uma espada encravada (ERA IMPOSSÍVEL). E olha que a espada era muito especial, feita de metal precioso, desenho inigualável e com um toque de muito mistério. Não se sabe como foi ali colocada. Gerações e gerações haviam se passado mas ninguém informava como a arma foi parar ali. - Trazendo para os dias de hoje; Tipo o nudismo em tambaba. Alguns vão,outros não . É uma festança só mas ninguém sabe de fato como tudo começou. Suposições e nada mais! Voltando ao que interessa... Nesta comemoração estaria presente o Rei de 95 anos e três meses, todas as sua 35 lindas,belas e fieis esposas de 25 aninhos de idade, um batalhão de aspone(assesor de coisa nenhuma),mais de 70 filhos, dos casamentos anteriores, príncipes, princesas, enfim, todo o reinado. Quando as portas do castelo se abriam, todos os plebeus ficavam de boca aberta só dando uma espiadela no figurino. Comentáva-se de tudo! Festa vai, festa vem mas o desfecho era realmente saber se naquele ano, após centenários, havia alguém que gritasse igual ao HE-MAN..." EU TENHO A FORÇA". Pobre rei. Ele se fazia presente apenas por obrigação pois sabia que novamente decepcionado iria voltar para casa, que ninguem iria levar o prémio de 50.000 moedas cunhadas em ouro e um permanente doado pelo Fred da Barnabé. Sim, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem mas realmente a fila já começava ser organizada. Observei com a minha luneta, de onde séculos depois se construiu o Hotel Globo, precisamente da porta da igreja de São Pedro Gonçalves, que a indiana kilometrica já passava do local que hoje é a praça das muriçocas. Olha que tinha de tudo;Cabeludo,intelectuai,astronauta,físico,Marinho, Ronaldinho, Joinha, Thyago, Tássio, Renan, o boneco homem da meia noite, Mateus, Danilo, Diêgo,Yury,João Luiz, Arnold,Juliam,Biu
Mariano,Reinaldo,Neto,Phablo,Tony, além dos gladiadores e os inquisidores. Temerosos com a a possibilidade da decepção pública. Deixando de arrodeios... Começou a brincadeira: O favoritismo do primeiro ficou logo borrado nas calças. tinha um que era preparado pela pai desde os seis meses de vida mas também não fez coisa alguma. Outro que era temido por todos e tido como a bola do milésimo gol, também não conseguiu mover um milímetro do instrumento encravado na pedra. O rei já estava ficando cansado, apesar dos afagos das fieis esposas, que foi quando o último candidato, forasteiro, magricela que nunca tinha passado por aquelas bandas, e que na noite anterior , no busto de Tamandaré, estava disfarçado de palhaço e enchendo o saco dos pais, oferecendo aqueles pirulitos com uma bola a todas as crianças, resolveu, sem se importar com nada mesmo, fazer uma tentativazinha para marcar presença. O povoado preparou a garganta para as ultimas vaias e o rei já virando as costas para retornar ao castelo, foi ai então que o magrinho sem fazer careta nenhuma e aparentemente com uma forçinha de nada arrancou a espada daquela pedra monumental. O rei desmaiou(chegou logo a SOS AMBULÂNCIA), moças em polvorosa, corre daqui,corre dali. Televisões,rádios,jornais,portais;O William Bonner estava ao vivo e ficou até meio chateado com o Francisco José que também não queria perder aquela boquinha. Mas quem fez realmente a reportagem foi a jornalista Milena Barboza. Perguntou logo quem era o herói,de onde tinha vindo,nome do pai, da mãe, tipo do sangue, alimentação, se fazia hidro junto com o Mário, essas coisas de repórter,e, terminou com perguntas que não queriam calar.... " Qual foi a estratégia que você usou para tirar aquela espada da pedra ? Como vai ficar a sua vida daqui pra frente? Como voce se sente sendo o único ser humano capaz de ter vencido o impossível ?" O maguinho deu uma tossidinha, levantou o calção e disse que não ia mudar muita coisa na vida não. "Moça, eu peguei com as mão esquerda, e puxei. Como assim? questionou a jornalista. "Fiz muita força não. O meu braço "bom" é o direito mas ta dolorido e foi por isso que usei o esquerdo ".Mas você deve ter muita força pois conseguiu o impossível ?, instigou a repórter... MAS MOÇA ME PERDOE EU NÃO SABIA QUE ERA IMPOSSÍVEL, concluiu o magrinho.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Uma voz no vento



É próprio da natureza da alma que atingiu a glorificação da unidade com o Criador dilatar-se em abnegação por outrem, ou seja, pelas Humanidades... da mesma forma que é do feitio dos caracteres nobres encarnados na Terra dedicar-se lealmente ao ser amado, à família, ao ideal constituído no coração...
Ela o faz, porém, sorridente e feliz, retirando inefáveis alegrias, pelo bem que pratica, dos próprios sacrifícios a que se entrega, sem que por isso se diminua ou sofra tal como entendem os homens o sofrimento sobre a Terra...

Charles em O cavaleiro de Numiers, pt. 4, cap. III.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A canoa

O texto abaixo me fez lembrar o tempo que morei em Maceió-AL. Um ex-governador daquele Estado, Divaldo Suruagy, homem muito coerente, culto, humano,e, por incrível que pareça, apesar de ser político, honesto, dizia o seguinte; Voce só será verdadeiramente sábio se passar pela vida admitindo que independente da sua condição financeira, patrimonio e escolaridade, que um outro determinado individuo é no minimo melhor que voce em um único fundamento, seja ele qual for. - Nunca esqueci esta lição!

"Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis? Não – Responde o barqueiro.E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro sabe ler e escrever? Também não – Responde o remador. Que pena! – Condoi-se a mestra! – Você perdeu metade da vida! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! – Respondem eles rapidamente. Então é uma pena – Concluiu o barqueiro – Vocês perderam toda a sua vida!”"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!"
-> Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato.Cada uma delas tem algo diferente para nos ensinar...
(Paulo Freire)

terça-feira, 3 de março de 2009

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.
Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste.
Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.
Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você amaeste cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente.
Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.
Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa.
Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso.
(Arnaldo Jabor)

Orgulho de ser Campinense

Durante escavações nos EUA arqueólogos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1000. Os americanos concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.Os argentinos, para não ficarem para trás, escavaram também seu sub-solo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2.000 anos de idade. Os argentinos concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra óptica quando Jesus Nasceu!Uma semana depois, em Campina Grande (PB), no Diário da Borborema, foi publicado o seguinte anúncio:Após escavações arqueológicas no sub-solo de Campina Grande, Esperança, Remigio, Lagoa Seca, Alagoa Nova e diversas outras cidades paraibanas, até uma profundidade de 500 metros, os cientistas paraibanos não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos paraibanos já dispunham há 5.000 anos de uma rede de comunicações sem-fio: wireless.

Da segunda chance


Um guerreiro da luz sempre tem uma segunda chance na vida.
Como todos os outros homens e mulheres, ele não nasceu sabendo manejar sua espada.
Errou muitas vezes antes de descobrir sua Lenda Pessoal.
Nenhum guerreiro pode sentar-se na taverna, e dizer aos outros: “sempre agi certo”.
Quem disser isto está mentindo, e ainda não aprendeu a conhecer a si mesmo.
O verdadeiro guerreiro da luz já cometeu injustiças, fez sofrer o próximo, derramou sangue por mesquinharias.
Até que um dia seu caminho apareceu diante dele, e ele o seguiu.
No decorrer da jornada, percebe que as pessoas com quem agiu errado tornam a cruzar com ele.
É sua chance de corrigir o mal que causou, e ele a utiliza sempre, sem hesitar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Desta eu me lembro

-Faz um tempinho mas lembro que assisti esta matéria no Fantástico, quando era o único canal informativo do domingo. O Brasil literalmente parava para ver a Rede Globo!
Cleveland, julho de 1983, nos Estados Unidos. Após ser operado do coração, o então presidente João Figueiredo faz sua primeira caminhada de recuperação. Ao seu lado, a mulher dona Dulce, o ajudante de ordens major Dourado, o médico doutor Salmito, o amigo Gazale e outros assessores.
Uma das maiores características do general Figueiredo era a franqueza. Costumava falar o que lhe vinha à cabeça, mesmo em situações pouco confortáveis. Demonstração disso foi o que disse segundos depois dessa foto aí, na mansão em que se recuperava da cirurgia a que foi submetido. Era na capital de Ohio o principal centro hospitalar para cardíacos. O presidente foi para lá porque os médicos constataram a necessidade imediata da implantação de pontes de safena. Em torno de trinta jornalistas ficamos em Cleveland por mais de um mês. Afinal, era notícia o perigo que corria a vida do presidente do Brasil. Aconselhado pelo Secretário de Imprensa, ministro Carlos Átila, o João saiu para – com um passeio pelos jardins – mostrar seu estado saudável. Ao aproximar-se de nós, o repórter Merval Pereira, meu companheiro de Veja, fez a inevitável pergunta de como se sentia. No seu melhor estilo, Figueiredo respondeu: - Me sinto um peru de Natal, com o peito todo costurado. Orlando Brito.

Mais verba pra educaSSÃO


Você é único!

Será mesmo que você é substituível?
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:"ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? - encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio...
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto
Se seu gerente/coordenador/chefe, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.
E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único....com toda certeza
Nninguém te substituirá.

domingo, 1 de março de 2009

Fernando Sabino

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

Lealdade


Quem me contou essa foi o Tássio José, então Mestre Conselheiro do Capítulo Francisco de Souza Filho, da Ordem DeMolay ...

"Em acirrada guerra um militar percebeu que o seu parceiro não havia voltado do campo de batalhas para o acampamento; Dirigiu-se, então, ao comandante e pediu permissão para ir buscá-lo. O superior disse que não poderia conceder tal autorização pois o "front" havia sido bombardeado por muito tempo, provavelmente o soldado estaria morto. Diante disso, partiu, desobedecendo ordens, de forma intempestiva, e foi procurar o amigo.


Realmente, quando chegou ao local estava tudo dizimado, mas observou distante que havia um corpo inerte e, se aproximando, reconheceu que era o seu amigo, se ultimando, mas ainda com forças para dizer suas últimas palavras.... "Eu sabia que você vinha". "

- A nossa vida é feita por escolhas. Algumas boas e outras nem tanto. Porém, o caminho da lealdade sempre nos conduzirá a seara das grandes alegrias, onde encontraremos o apoio necessário nas adversidades. 

Elegancia Presidencial (J.K.)


O vaidoso Juscelino Kubitschek jamais negligenciava a elegância. Certa vez, num vôo do Rio para o canteiro de obras de Brasília, foi despertado em meio a forte turbulência pelo aflito ajudante de ordens:- Senhor Presidente, estamos em pane e o problema é grave.JK trocou de roupa com calma, vestindo seu terno. Ajeitava o nó da gravata quando viu a cara de incredulidade do jovem capitão. O presidente sorriu:- O avião pode cair. Não fica bem o corpo do presidente ser encontrado de pijama.