domingo, 31 de maio de 2009

Parar de fumar - 10 benefícios imediatos



Aproveite a comemoração do dia 31 de maio, dia mundial de combate ao fumo, para refletir sobre os fatores que o motivam a parar de fumar. Deixe de postergar a data para livrar-se do cigarro e faça deste momento o seu marco comemorativo sem ele.

É comum o fumante ficar dividido entre os fatores que o motivam a permanecer fumando e aqueles que o incentivam a deixar o cigarro. Também frequente é acreditar que serão necessários muitos anos para recuperar-se dos danos causado pelo cigarro. O que muitos fumantes não sabem é que parar de fumar traz benefícios em qualquer idade ou condição física.

Conheça alguns benefícios a curto e longo prazo depois do último cigarro

1. Duas horas após o último cigarro a frequência cardíaca e a pressão arterial retornam ao valor de base;

2. Após 2 horas sem fumar não há mais nicotina circulante no sangue;

3. Após 72 horas sem fumar há renovação das papilas gustativas queimadas pelo cigarro e já é possível sentir melhor o sabor dos alimentos;

4. Em poucos dias sem fumar já é notável a melhora do olfato, percebe-se melhor o cheiro das coisas ao redor e o ex-tabagista agora está mais perfumado também!

5. Entre 10 e 20 dias após o último cigarro é perceptível a melhora do aspecto dos cabelos e da coloração da face;

6. Após 2 a 3 semanas sem fumar é possível perceber a melhora do fôlego e da capacidade de praticar exercícios;

7. Após 3 a 4 semanas sem fumar há melhora da tosse, do pigarro e de outros sintomas respiratórios;

8. Poucas semanas sem fumar é suficiente para notar melhora na circulação nas pernas e pés;

9. Um mês sem fumar é o tempo suficiente para hipertensos notarem melhor controle da pressão arterial e menor necessidade de uso de medicação;

10. Após um ano sem fumar o risco de enfarte do coração cai pela metade.

Perceba que todos os benefícios listados acima ocorreram no prazo de 12 meses apenas, período que é contabilizado hoje em dia sem muito sacrifício. Imagine agora os demais benefícios que você adicionará após este período.

Portanto, não deixe o dia 31 de maio passar em vão. Prepare-se para abandonar o cigarro já e usufrua dos benefícios imediatos que começarão a aparecer.

Fonte

Camille Rodrigues da Silva - Médica pneumologista, sócia da Avir Saúde Educação e Tratamento do Tabagismo (www.avirsaude.com.br), colunista do Jornal do PrevFumo (Grupo de Educação e Cessação do Tabagismo da UNIFESP) e autora do livro “Apague o Cigarro de Sua Vida”.



sábado, 30 de maio de 2009

Existe a gripe suína?


Estava pensando sobre a Gripe do porco e me lembrei da aviária. Mais ou menos no inicio de 2008 o mundo foi tomado de surpresa por uma noticia com poder de destruição parecido com uma bomba atómica. Tratava-se da gripe das aves causada por uma variedade do vírus influenza. Não se podia ligar a televisão, rádio, intenet que antes mesmo do primeiro suspiro já vinha a informação que em mais cinco minutos poderia o mundo acabar pois tudo que era pato,ganso, galinha estava transmitindo a doença e seria o fim dos tempos. Ficava pensando que a minha pequenina João Pessoa seria a primeira a gripar pois estava no meio do turbilhão devido ser rodeada por muitas matas e nestas como tem muitos pássaros estávamos fadados a morrer no próximo espirro. No meio do caminho entrou a noticia da Olimpíada da China e o foco transferiu-se para Pequim e vivemos até hoje com as graças do Bom e Poderoso Deus.



Agora apareceu esta nova gripe que tá me deixando com a orelha em pé. Antes mesmo de escutar um comentário em uma fila que este pânico havia sido criado por um determinado laboratório no intuito de vender seu estoque, eu já havia feito uma reflexão sobre os noticiários mortais. Refletia da seguinte forma... Cadê as mortes da pandemia? Onde estavam os casos ? Até uma senhora foi dada como infectada aqui no sertão paraibano, trancada em uma sala e depois observou-se que nada tinha. Os telejornais começam a fraquejar pois ninguém tá dando muito crédito a esta gripe de laboratório. No mês passado a dengue matou mais gente no Mato Grosso do Sul que a gripe suína em todo o mundo até agora. Acho que os casos no planeta não chegam a 20. Quase morri de rir quando foi noticiado com o maior estardalhaço que uma senhora de quase cem anos morreu no Canadá com suspeita do temível vírus. Ora esta vovozinha morreria de qualquer coisa! Ela tinha a saúde debilitada sem falar na idade avançada.


Pois é meus amigos, de vender eu entendo um pouquinho. Se é que o comentário que escutei procede o mercado do medo fez girar um caminhão de dinheiro. De seguro de vida a remédio . Tinha gente correndo nas farmácias pra comprar luvas, máscaras, toucas, vitamina C. Vá no balcão de qualquer farmácia e tente comprar uma caixa com 50 pares de luvas de procedimento, que antes custava em torno de R$14,00(quatorze reais) mas hoje não sai por menos de R$20,00. Teve até um portal de internet aqui da Capital que fez uma entrevista com um anunciante seu, que é do ramo de descartáveis, onde dava conta que estava recebendo ligações do mundo inteiro e informava que estava preparado para atender a todos os humanoides da superfície da terra.


Temos que tomar cuidado com qualquer tipo de resfriado mas não podemos deixar de lembrar que existem espertalhões loucos para faturar mesmo que o faturamento resida na desgraça e loucura alheia. Antes de terminar lembrei de uma frase do então Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, informando que havia se isolado uma célula cancerigina e que em um futuro bem breve teríamos a cura para este mal. Disse assim... "Em muito breve lembraremos do câncer apenas como uma constelação no universo". Até agora nada. Só sei que o homem foi lua, vai ao fundo do mar, pesquisa o que bem quer dentro do corpo humano, comunica-se de um lado para outro, cria mp1,2,3,4,7,10,100 enfim, a mente humana quando quer trabalhar para o bem é implacavelmente inteligente mas quando o dinheiro vai na contra mão.... Deus nos ajude!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A importância do aliado




Não se esqueça que o fraco de hoje pode ser o forte de amanhã.
Ninguém é tolo, e a vida ensina a todos - mesmo que isto exija tempo. Saiba tratar cada um de acordo com suas qualidades espirituais, e não se deixe enganar pelas aparências.
Consiga aliados.
A vida dá muitas voltas, e nos coloca diante de provas a cada momento de nossa existência. Por isso, se você estiver numa posição boa, procure beneficiar seus amigos.
Distribua generosamente aquilo que recebe, e desta maneira nunca lhe faltará nada - mesmo nos momentos difíceis.
Deixe a energia das bênçãos circular livremente. É surpreendente a eficácia da generosidade.






Postado por Paulo Coelho em 27 de maio de 2009 às 00:57


terça-feira, 26 de maio de 2009

E se fosse no SUS ?


Abaixo uma notícia que foi veiculada na imprensa sobre a peregrinação do nosso vice-presidente, José de Alencar. Nunca vi tamanha determinação em enfrentar um problema importante desta forma. Lendo a história dele observa-se que veio de baixo e que prosperou a custa de muito trabalho, deixando um legado para seus familiares. Entra e sai ano e tome cirurgia. Lembro que a ultima durou quase um dia inteiro(17 horas) se não me engano. Seria muito fácil eu prejulgar e dizer que esta luta se dá fora da seara do SUS e que se ali fosse já teria ido a óbito. Razão em parte mas conheço muita gente boa que mesmo tendo o recurso divino da saúde anda reclamando até de não pegar gripe. Salve Zé Alencar !


""O vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deixou o Hospital Sírio-Libanês nesta tarde. Segundo boletim divulgado pelo hospital, Alencar estava no local desde a manhã de hoje para passar por consulta médica de avaliação com o oncologista Paulo Hoff. Alencar embarca ainda hoje para Houston, nos Estados Unidos, onde passará por uma avaliação de especialistas no tratamento de câncer. O vice-presidente luta contra a doença desde 1997. ""

domingo, 24 de maio de 2009

A barca



Sei que vais partir mas, não te esqueço

Tu, que da minha vida és a razão

Estou perdido de amor, porisso padeço

Por um capricho do teu coração


Soubeste cativar meus sentimentos

Me deste o amor que eu sonhei

Terminaram para mim os sofrimentos

Desde a primeira noite em que te amei


Hoje, minha tristeza e amargura

Porque tua barca vai partir

Vais singrar outros mares de loucura

Nem tudo que seduz nos faz sorrir


Quando a luz que está brilhando for se apagando

E decidas, cançada de vagar

Lembra-te que daqui estarei esperando

Para que tu decidas regressar.
(Roberto Cantoral)

sábado, 23 de maio de 2009

A casa de Rodrix


Faleceu ontem, aos 61 anos, um dos compositores brasileiros mais formidáveis das décadas de 1970 e 1980: Zé Rodrix. Brilhou intensamente com canções marcantes e inesquecíveis de sua autoria, grande parte em parceria com Tavito, Sá e Guarabira. Paulista de nascimento, José Rodrigues era também cantor, instrumentista, escritor, publicitário e maçom. Como foi – Há compositores que têm a facilidade de construir músicas visuais, ou seja, aquelas que, ao ouvi-las, você pode enxergar fotografias tanto na melodia quanto nas letras. Por exemplo, Caymmi, Vandré, Chico, Vinicius e Renato Teixeira, entre outros, são mestres nisso. Zé Rodrix, porém, talvez tenha feito a música que todo mundo transforma em imagem quando esta lhe bate nos ouvidos: “Casa no Campo”, de pau-a-pique e sapé, com carneiros e cabras pastando, lugar onde ele queria compor muitos rocks rurais, que pudesse ficar do tamanho da paz, plantar amigos, discos e nada mais. Eu mesmo tentei dar face à bela canção de Rodrix, magistralmente cantada por Ellis Regina. Orlando Brito.

E AGORA JOSÉ?



Nesta vida temos que nos posicionar sempre de forma clara e cristalina. Como disse numa postagem anterior, em sociedade de cordeiro sobra espaço para lobo. Sempre fui assim e assim vou partir para o oriente eterno. O meu bem querer é denunciado pelo semblante do meu rosto. Quando não temos o norte das ações, sempre tem uma pessoa ao nosso lado para nos propor a direção, nem sempre a mais correta e oportuna.  Sabemos que a formula do sucesso ninguém tem ,mas a do fracasso é agradar a todo mundo.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?


Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?


Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !


Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?



*Carlos Drummund de Andrade

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Meu bem penhorado

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) descontraiu a discussão da Medida Provisória que tratava da renegociação das dívidas dos produtores rurais, em 2003, ao defender os interesses dos agricultores do semi-árido:- Lá no Nordeste não dá pro marido chamar mais a mulher de "meu bem". Se chamar, o banco penhora.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pai e Filha


Ontem de manhã estava saindo de casa para deixar o Marinho na escola e me deparei com uma cena digna de registro. Daquelas que nos oferece a possibilidade de acreditar que a felicidade ainda é possível. Que viver é bom e que o ser humano merece respeito... Já no meio do caminho avistei o Alberto, amigo recente, esposo da Suely e um batalhador com labuta igual a minha. Vinha, acredito, da padaria e com o sorriso aberto por ter nos seus braços a sua miudinha, que até parece uma xerox do seu rosto. Esther estava na segurança dos abraços do pai e ali dava a impressão aos que passavam que o mundo poderia acabar a qualquer momento que nada abalaria a confiança e a certeza que ela estava sentindo pela proteção dos braços galegos do Cesar Braga. Alberto já tem o rosto branco e largo mas naquela hora a rua não dava nem pra passar uma bicicleta. O cara tinha um sorriso do tamanho do mundo.

Escândalos e nada mais


Marcava no calendário Gregoriano 1966, mesmo ano que nasceu a atriz Fernanda Torres, o ator Alexandre Borges, a atriz Jacqueline Obradors e o ator Adam Sandler. Neste mesmo ano partiu para a eternidade o Walt Disney e o ex-presidente Venceslau Brás. Também aconteceu neste o golpe de estado que estabeleceu a ditadura na Argentina, inauguro-se de forma oficial a Unicamp e estreou o filme Ao Mestre com carinho. Os Beathes fizeram seu ultimo concerto e o presidente do Brasil, marechal Castello Branco, fechou o Congresso Nacional. Este arrodeio todo é pra marcar o ano em que nasci, no mesmo em que nasceu o meu amigo oculto Roman Abramovich, empresário russo, dono do Chelsea Football Club. De lá pra cá já vi e passei por muitas situações. Algumas boas, prazerosas e outras nem tanto mas sempre de cabeça erguida e com determinação. Morei longe e morei perto. Fiz o C.C.C.(curso completo de crise) me pós graduando com duas cirurgias de risco, inclusive com estágio em UTI e tudo. Conheci pessoas fascinantes que um dia me farão falta e outras que desejaria nunca ter nem cruzado o caminho. Entretanto, tem uma situação que vem perdurando e que precisa de uma urgente providencia do sofrido povo brasileiro... Falo da nossa classe politica, espelho da sociedade, que tanto nada faz, e que muito tudo ganha. Escândalo pra lá, sujeira pra cá e desde que nasci nada mudou. Dia desses estava assistindo a TV Senado e vi um ilustre representante do povo a dizer..." Vossa excelência é um corrupto" e o outro respondeu... "Corrupto é vossa excelência". --- Que esculhambação ! Pensando bem eu tenho minha parcela de culpa nesta avacalhação toda. Eu nem lembro em quem votei nas ultimas eleições! Portanto olho vivo na política e principalmente nos políticos. Recebi do Cláudio Júnior um e-mail que tinha a gravura acima. Pedindo uma reforma geral no Congresso sofrido Nacional. Abaixo a dinástia politica. Mande um politico trabalhar. Não o reeleja.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Profecia ?





"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."
A frase acima é de Ruy Barbosa de Oliveira, o Águia de Haia, nasceu em Salvador,Bahia,1849 e faleceu na cidade de Petropolis, Rio de Janeiro, em 1923; Foi jurista,político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor, orador e, pelo que disse, profeta.

Abra o olho

Meus amigos,

Todo cuidado é pouco pois em uma sociedade de cordeiros sobra muito espaço para os lobos. Portanto, faça valer os seus direitos. Não se deixe levar por conversa bonita, grito, murro em mesa ou frase de efeito. Preste atenção com os enganadores da boa fé. Saiba diferenciar a amizade sincera da aproximação através da lei de Gerson, tentando levar vantagem em tudo.
Abra o olho!

sábado, 16 de maio de 2009

Hosana - A dama da noite


Para os mais antigos, recordações. Para os mais jovens, conhecimento e desgosto por não serem mais antigos. A entrevista concedida ao Jornalista Josélio Gondim por HOSANA é impagável. Foi publicada em 1978. HOSANA foi a grande dama do cabaré em João Pessoa. Vale a pena conferir. Como é longa, a entrevista será enviada em 4 partes. Leiam na ordem.

A Dama do Cabaré

"Eu ajudei a criar
alguma gerações na Paraíba - diz, com certo
orgulho, Hosana Oliveira Dantas"

Seus gestos são os de uma dama. Suas respostas, as de uma pessoa a quem a vida ensinou que nem tudo o que se sabe pode ser dito. Aos 68 anos, Hosana Oliveira Dantas, ou simplesmente Hosana, é uma mulher que se diz feliz, se mostra sensível mas sobretudo é uma mulher cuja história tem partes íntimas - íntimas mesmo! - com a história de muitas das figuras que hoje ocupam lugar de destaque na política, nas artes, no jornalismo e na boemia da Paraíba.
De família importante, os Dantas, de Teixeira - o que a notabilizou, entretanto, não foi seu parentesco com o advogado João Dantas que, em 1930, assassinou o Presidente João Pessoa. O que a tornou protagonista de inúmeros episódios da vida desta cidade foi o brilho e o luxo de sua casa, um estabelimento montado na Rua Maciel Pinheiro e que, na década de 50, acabou se transformando no endereço certo para quem necessitava de algumas horas de prazer.
"Eu ajudei a criar algumas gerações na Paraíba, diz Hosana, com orgulho de quem conviveu com a nata de João Pessoa. Em sua casa, podia se encontrar, diariamente, empresários, secretários de Estado, escritores, médicos famosos e os inevitáveis estudantes universitários, que para lá se dirigiam na certeza de poder desfrutar agradáveis momentos na companhias de amigos e, principalmente, junto às "meninas" de Hosana.
Inaugurado em 1950 com a presença do cantor Nelson Gonçalves, numa noite de festa inesquecível, a Casa de Hosana, na Maciel Pinheiro, não foi, entretanto, o seu primeiro cabaré. Antes, ela já havia conseguido algum sucesso na Rua da Areia, onde com a ajuda de amigios importantes montou o seu primeiro estebelecimento. "Eu cheguei em João Pessoa no final de 1945, com 18 anos. Vinha do Rio Grande do Norte, onde morava com meu marido, Gerôncio Bernardo. Depois que a gente se separou, resolvi morar aqui e passei 8 dias hospedada no Hotel Pedro Américo. Ainda vivi alguns dias na casa de um tio, mas sai de lá porque estava me sentindo humilhada."
Foi nesta época que Hosana arranjou seu primeiro emprego. "Foi Edson Ribeiro Coutinho" - conta ela - " quem falou com Zé Caldas, dono do restaurante O Luzeiro, que ficava ali, perto dos Correios. Passei 8 anos como garçonete e, nesse período, fiz muitas amizades." Naturalmente, além dos pratos, a garçonete Hosana servia também alguns sorrisos aos seus fregueses e, surpreendeu-se quando João Raposo, um dos frequentadores, lhe chamou a um canto e perguntou: "Você não quer botar uma hospedaria?"


GRANDE AMOR - Hosana vivia pensando em ter a sua própria casa, mas ver ao amigo que não tinha dinheiro para tanto. "Não tem importância", disse Raposo, "a gente faz uma cota aqui e lhe ajuda". De fato, poucos dias depois, Hosana encontrou a casa que queria na Rua da Areia, e foi falar com o seu proprietário, Flaviano Ribeiro Coutinho. "Ele me disse que não se importava, mas recomendou que eu fosse falar com d. Celeste, a sua esposa. Eu fui e ela me alugou o prédio". era o início de uma nova vida e, não foi fácil. "Depois do meu marido, com quem me casei aos 15 anos, o meu grande amor foi João Lins, propritário do Engenho Corredor, de Pilar. Pois bem! Nós tínhamos começado um caso quando eu ainda era garçonete. Ao saber que ia montar uma hospedaria, ele acabou tudo. Nós ficamos sem nos falar, mas pouco antes dele morrer, a sua esposa mandou me chamar e eu fiz as pazes com ele, no leito de morte".

Hosana - A dama da noite ( parte 2 )




Havia muita gente importante torcendo para que o empreendimento de Hosana desse certo, mas ela sabia que tinha de oferecer-lhes um bom "serviço". Dias depois de ocupar a casa da rua da Areia, comtactou com Maria Boa, de Natal e Gaguinha, de Fortaleza, proprietárias de hospedarias semelhantes. "As duas me mandaram algumas meninas e o negócio começou a funcionar. Ivo Borges, comandante do 15 RI; Rômulo Rangel, Secretário de Segurança e Júlio Rique, que mais tarde seria desembargador, frequentavam, sempre que podiam, a minha casa".
As coisas iam tão bem para Hosana que ela resolveu inaugurar uma casa mais sofisticada. Foi quando surgiu a casa de nº 66, na Maciel Pinheiro, pertencente ao médico Atílio Rotta, a quem, anos depois acabou comprando o imóvel. Sempre com a ajuda dos amigos, ele conseguiu montar uma das melhores casas noturnas de João Pessoa. Com as suas "filhas", mudou-se para o novo local de trabalho. Era um ambiente agradável, sempre à meia luz, com um enorme piano e móveis da época. Com Reginaldo (piano), Dedé (saxofone) e Paulo (bateria), ela garantiu o melhor som da noite pessoense. Com as "meninas", vindas de Natal e Fortaleza, satisfez aos mais exigentes frequentadores. A casa, com a sua competência para administrar tudo isso, transformou-se logo na Primeira Dama do Cabaré.
Foi a fase áurea de sua vida. A casa recebia com frequencia a presença do governador Oswaldo Trigueiro que ali passava horas na companhia de auxiliares seus, como Antonio Pessoa, Aloisio Régis, Orlando Moura e Dilermando Luna. "Meu filho, as casas de antigamente não eram como as de hoje. As mulheres se vestiam elegantemente, usavam perfumes franceses, calçavam luvas pretas, bonitas e respeitavam muito os clientes. Não havia essa falta de respeito que há hoje", diz Hosana, relembrando os velhos tempos.
FREQUENTADORES - Sem correr o risco de cometer omissões imperdoáveis, é quase impossível listar os frequentadores de Hosana. João Pessoa era naquela época, uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes mas, mesmo assim, teria fácil dizer quem não ia até Hosana. De quanquer forma, nomes como Antonio D'Ávila Lins, Gabriel Bezerra, Pedro Gondim, Eduardo Ferreira, Sílvio Porto, Osmar de Aquino, José Gondim, Orlando Schuller e Virginius da Gama e Melo, além, é claro, do desembargador Júlio Rique, talvez o mais assíduo frequentador do lugar, teriam de encabeçar essa relação.
Discreta, Hosana ainda hoje se recusa a relembrar histórias evolvendo estes e outros personagens. Mas, é com certo orgulho que ela aumenta a lista: José Américo Filho, João Minervino, Estevão Gerson, Aloísio Seager, João Brasil de Mesquita, José Mário Porto, Domingos Mendonça Neto, Abelardo Jurema, José Joffily, Atílio Rotta, Luiz Carrilho, Roderick Leão, Herul Sá, Domilson Maul, Sindulfo Santiago, Ubirajara Botto, Roberto Vieira, Aníbal Nóbrega e Joás de Brito Pereira. Todos eles acabaram se transformando em grandes amigos da Primeira Dama do Cabaré.
À medida que a entrevista caminha, Hosana vai se lembrando de outros nomes. "Meu filho, você não pode deixar de colocar aí Mário Cartaxo, Clóvis Beltrão, Marcos Crispim, José Nilson, Domingos Monteiro, Napoleão Duré e seus irmãos, Manoel Paiva, Maurílio Almeida, Aristarcho Dias, João Pereira Gomes, Anselmo Gomes, José Athayde e George Mattos). Mas a relação não pára. Antes de responder a próxima pergunta, ela pede licença e acrescenta com um pedido de desculpas: "Olhe, eu não posso esquecer gente como Bento da Gama, Elcir Dias, Luciano Wanderley, Carlos Alverga, Hélio Amorim, José Ideotônio, Celso Novais, Maurício Gama, Virgínio Freire, Clóvis Novais, Djalma Gusmão, Hermano Falcone, Jeová Mesquita, Celso Paiva, José Carlos Teixeira, Aprígio Fernandes, Moacir Medeios, Sindulfo Guedes e Heivaldo Botelho Luna".
Entre os jornalistas que, ao final de cada edição, corriam ávidos aos prazeres da casa de Hosana, estão Djacy Andrade, Severino Ramos, Hélio Zenaide, Gonzaga Rodrigues, Bosco Gaspar, Josélio Gondim, Juarez da Gama Batista, João Manoel de Carvalho e Paulo Soares, que sempre acompanhava o pessoal, embora fosse estudante de medicina.

Hosana - A dama da noite ( parte 3 )


Na extensa e interminável lista de Hosana, ainda faltam três nomes: César Cartaxo, Petrônio Figueiredo e Jacinto Medeiros." Ah, esses aí, são os meus três filhos. César e Petrônio morreram e eu senti como se fossem meus verdadeiros filhos. Hoje, só me resta "Jacinto", completa Hosana, enquanto enxuga as lágrimas que a sensibilidade lhe derrama no rosto. Sobre Petrônio, ela conta quando a filha dele morreu, ainda criança, ele se isolou num dos quartos de sua casa e ali passou uma semana, sem querer falar com ninguém.
Mesmo que os anos tenham passado, transformando a tudo e a todos, Hosana não permite muitas revelações. A custo, por exemplo, ela conta que certo dia foi chamada por dona Alice Almeida, esposa do governador José Américo. "Eu fui até lá e ela com seu jeito simpático, me pediu para ter cuidado com os meninos dela". No caso, os meninos eram José Américo Filho, já falecido e Reynaldo Melo de Almeida, ex-comandante do 1º Exército. Episódio quase igual aconteceu com Osmar de Aquino. A esposa do parlamentar guarabirense, preocupada com a sua saúde, pediu a Hosana que cuidasse para que ele não bebesse muito, quando fosse à sua casa. "Eu tinha realmente cuidado. Um dia, ele passou da conta e eu pedi que ele parasse de beber. Não adiantou muita coisa, mas eu cumpri o meu dever", diz ela.
Com Jacinto Medeiros, aconteceu coisa parecida. Seu pai, dr. João Medeiros, foi até à casa de Hosana perguntar-lhe se ele estava lá. Para protegê-lo, Hosana negou, mas Dr. João já sabia: um garçon, mal avisado, imformara que Jacinto estava "lá em cima", num dos quartos. Idêntido cuidado, teve a sra. Bernadete Minervino, de família bastante conhecida, que foi pessoalmente buscar seu filho, Ronaldo, ao saber que ele estava lá.
Sempre com muito cuidado, Hosana, se arrisca a algum comentário: "Entre todos os que eu conheci e frequentavam minha casa, havia sempre um clima de harmonia. Sílvio Porto e dr. Meira de Menezes, por exemplo, não eram tão amarrados quanto se dizia. Sílvio era um meninão. Brincando, ele jogava perfume francês nos amigos para comprometê-los, quando chegassem em casa. Agora, de todos, Nelson Negreiros, era o que menos gostava de pagar as despesas".
Briga, mesmo, quase nunca acontecia na casa de Hosana. Ela recorda que uma vez Domingos Mendonça, que na época era o prefeito de João Pessoa, quis atirar num rapaz. Antes, porém de qualquer problema maior, os amigos trataram de acalmar os ânimos. Outro dia, foi com Ivo Bichara. Ele chegou, acompanhado de "play-boys", e começou a beber. Circulava na cidade a notícia de uma confusão que o grupo havia promovido no Clube Cabo Branco, reconhecido até hoje como o mais elitizado da Paraíba. Depois de algumas doses, Ivo e seus amigos começaram a se desentender com outros frequeses e, antes que houvesse qualquer confusão, Hosana aproximou-se e disse: "Olhe, não faça confusão aqui, não. Minha casa não é o Cabo Branco".
A VELHA SENHORA - Pelo jeito como encara as coisas e por seu conservadorismo, Hosana é hoje uma velha senhora. Mas a sua emoção é quase a mesma. Ele relembra que ganhou muito dinheiro e chega a chorar quando recorda as dificuldades de algumas de suas "meninas". "Naquela época, elas não tinham como evitar filhos. Trabalhavam todos os dias e, com frequência, engravidavam. Quando nasciam os bebês, elas entregavam a uma senhora, que morava em Jaguaribe, para criá-los. Semanalmente, elas iam lá, pagar as despesas e ver os seus filhos".

Hosana - A dama da noite ( parte 4 )


Na verdade, Hosana sempre foi preocupada com isso. Sem filhos - os dois que teve com o seu marido morreram - ela considerava essas crianças como netos. Um dia, ela foi até a casa do governador José Américo de Almeida, para levar-lhe exatamente este problema. Fez-se anunciar e ficou esperando no portão. O empregado saiu, meio sem jeito e teve até dificuldades para dizer ao ministro que Hosana queria falar com ele. "Doutor, tem uma pessoa ai, mas..." Imaginando qu se tratava de algum inimigo político, José Américo indagou irritado: "Afinal, que é que está aí?" "É Hosana!", respondeu timidamente o serviçal. "Então, mande ela entrar logo. Faz tanto tempo que eu não vejo Hosana", disse o governador.
Na conversa, Hosana relatou-lhe o drama das mães solteiras e pediu-lhe uma ajuda para resolver essa questão. Há quem diga que, sensibilizado, o ministro José Américo decidiu, naquela hora, criar no Bom Pastor, uma penitenciária feminina, uma espécie de creche para os filhos das "meninas" de Hosana e de outras "madames" que controlavam a noite pessoense.
Tudo isso, hoje, são memórias que Hosana carrega consigo, amarguradamente. Aos 68 anos, morando na mesma Maciel Pinheiro, ela sofre com a morte de tantas e tantas "meninas" que vê passar, mas que nem mais conhece. Ela sabe que foi uma das exeções à regra e desconfia que o destino pode ser muito ingrato para quem entra neste ramo de atividade. "Havia uma gaúcha, na minha época, que foi a mulher mais bonita que eu conheci. Todos queriam estar com ela. Hoje, apesar dela ter passado tanto tempo em minha casa, nem eu sei onde ela está.
De seu "filho" dileto Jacinto Medeiros, Hosana guarda uma lembrança que muito lhe gratifica pela maneira humanitária como ele sempre agiu. "Quando minha mãe estava se ultimando com um câncer no estômago, foi Jacinto quem tomou a frente de tudo, inclusive conseguindo diminuir as despesas com honorários de seus colegas médicos". Para Hosana, Jacinto Medeiros, é dos seus "filhos" o mais querido, justamente por atitudes como a do episódio da morte de sua mãe.
Hosana não se arrependeu da vida que levou, de glórias e sacrifícios e afirma que se voltasse a ser jovem, não teria dúvida em seguir a mesma caminhada e fazer tudo de novo. "Só que agora seria bem mais difícil, reconhece, pois o negócio do cabaré acabou-se com o surgimento da UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Guerra ao celibato



A igreja católica precisa rever esse negócio do celibato obrigatório aos padres. Seria uma maneira de acabar com esse amontoado de denúncias apontando padres envolvidos em pedofilia e noutros casos sexuais que provocam manchetes e desacreditam a igreja. Agora mesmo aparece um padre em Santarém, lá nos cafundós da Paraíba, patrocinando orgia sexual. O bicho, buchudo e safado, se filma e filma um casal de amigos fornicando na cama da casa santa e, não satisfeito, botou tudo num blog que leva seu nome,como se estivesse fazendo a coisa mais sacerdotal do mundo.
E outros casos se repetem, ficam acumulados, todos eles mostrando os padres enrabando criancinhas, dando o furico, lambendo xoxotas, botando chifres em maridos devotos, desonrando filhas de Maria, descabaçando freiras e aumentando a prole, que, segundo aquele primo de Jonhson Abrantes, é sempre grande, grossa e dura.
E não pensem que isso começou agora, com o advento dos hormónios da galinha de granja. Desde os tempos de antigamente que a gente vê padres fazendo coisas além da batina e da missa. Na minha Princesa, por exemplo, Frei Cirilo ficou famoso pelo monte de cabaços que arrancou e pelos incontáveis casos amorosos que manteve com mulheres casadas. No mesmo convento, Frei Terésio se notabilizou pelas furicadas. Recebia meninos no convento e dava a bunda em troca de ingressos para o Cine Santa Maria, que administrava. Sem contar com as pedofilias de João Mandu, um leigo com jeito de santo que adorava um galetinho em formação.
Por aqui, também nem se fala. Segundo Wellington Aguiar, um padre velho matou e esquartejou uma mulher que lhe negou priquito. Isso aconteceu no século XVII, lá pelas bandas do Convento de Santo Antonio. Mais recentemente, um outro padre, muito famoso pela oratória, comeu tanta mulher que terminou levando um tiro de marido ciumento, terminando seus dias coxo de uma perna.
Teve um caso em Sousa onde um padre foi acusado de comer uma costureira e o delegado, querendo detalhes, perguntou se o dito havia tirado a batina. A moça, cândida, respondeu: "Precisou não, doutor. Ele levantou e segurou com os dentes".

(Tião Lucena)


Porco resfriado


domingo, 10 de maio de 2009

Retratos de uma época (parte 1)




Numa explosão de luzes multicoloridas e da música estridente das velhas radiolas de fichas, começava a noite naquele ambiente alegre, romântico e pecaminoso. Uma fauna das mais variadas espécies de aves noturnas, povoava o reinado de orgia onde as mulheres imperavam pelo esplendor de suas roupas esvoaçantes e o perfume embriagador, num oferecimento terno no brilho dos seus olhos conquistadores, a arrebanhar os mancebos ávidos por uma noite de amor. De ponta à ponta da rua, os cabarés se multiplicavam em festa, a fervilhar, como um formigueiro humano, num entrar e sair constante, num burburinho uníssono lembrando um mercado persa, onde a carne humana temperada com álcool e música, era a mercadoria preferida. Era assim a Maciel Pinheiro dos velhos tempos, escola onde a juventude pessoense prestava exame vestibular para ingressar na faculdade do sexo, doutorando-se em amante refinado. Uma das que comandava essa máquina de amor era uma mulher que, pela sua personalidade marcante, tornou-se símbolo das noites de perdição e da prostituição: Hosana, a primeira dama do cabaré, reitora daquela universidade, responsável pela formação sexual de grande parte dos executivos de hoje.
Desde o bas-fond mais degradante, até o cabaré mais luxuoso da cidade estavam localizados na rua Maciel Pinheiro que, por eles, era tomada de toda a sua extenção. Frequentadores haviam para todas as casas noturnas. Os que bebiam a "branquinha" com laranja,em Maria de Janúncio ou em Salôia e os que traçavam do whisky Cavalo Branco à melhor champagne francesa no New York, ou em Hosana, consideradas as casas mais categorizadase frequentadas pela "fina-flor" dos notívagos pessoenses. No geral, todos tomavam cerveja com a mesma sofreguidão com que deitavam na cama de uma daquelas mulheres. Chegando-se na Maciel Pinheiro para uma noitada, poderia se começar pela pensão de Dina, instalada na primeira casa da rua, onde Marlene, o homossexual mais famoso do cabaré em todos os tempos, pontificava e dava o maior show de "viadagem" que se pudesse imaginar. Seguindo-se em frente chegava-se a casa de Normélia, ou na pensão de Estrela, onde a atração principal era uma radiola de ficha com os sucessos musicais da época. Quase em frente estava localizado o "Night and Day", comandada pela famosa Alaide, mulher valente e brigona. "Macho que não andar direito no meu estabelecimento leva tapa na cara", costumava dizer para Pedrinho, o seu fiel escudeiro, lembrado pelas brigas constantes com Marlene, pela posse dos homens.

Retratos de uma época ( parte 2 )


No outro lado da rua, Berta era quem ditava moda na sua casa, reunindo a nata da intelectualidade pessoense para ouvir Pablo Neruda, Vinícius de Morais ou Manoel Bandeira. Era a prostituta intelectual e, na sua pensão, até livro foi lançado. Subindo mais um pouco, encontrava-se a "Royal" e depois a "New York", duas das mais luxuosas casas, só perdendo em frequência para a casa de Hosana que era o coroamento desse périplo noturno que poderia ser feito entre às 10 horas, quando a festa começava, até às 2 horas da manhã, quando o guarda apitava e dava por encerrada a função. Quem restava na rua, procurava os bares de Zé Eustáquio ou de Carioca (misto de "araque" e barman), terminando no bar Tabajara, onde os pratos preferidos eram churrasco a carioca e coxão de porco. Todas as "madames" se orgulhavam das músicas apresentadas. Umas pelos conjuntos ao vivo, outras, pelas radiolas de fichas e eletrolas, onde Nelson Gonçalves era o cantor preferido. Na casa de Hosana, um trio formado por Reginaldo (piano), Dedé (saxofone) e Paulo (bateria), foi sucesso muito tempo. Depois Dedé se transferiu para o "Night and Day", ficando Régis em Hosana até morrer. O piano se confundia com Reginaldo e, depois de morto o artista, diziam que muitas vezes, o piano na calada da noite, tocava sozinho. Quem também brilhou com sua clarineta nos palcos do "Night" foi o então sargento Belmont, hoje coronel de Polícia, ex-vereador e ex-Secretário de Segurança do Estado. Comparecer à noite na Maciel Pinheiro era um atestado de masculinidade. Era o único canal competente para a rapaziada atender uma necessidade fisiológica natural. Por isso, ali compareciam ricos e pobres, comerciários e filhos de papai, aprendizes de mecânicos e universitários, funcionários públicos, políticos e potentados homens de negócios, cada um procurando o ambiente que se coadunasse mais com a sua categoria. A Maciel Pinheiro foi palco de muitos amores e muitas paixões, assim como, também, serviu de base para muita exploração, protagonizada, sempre, pelas "madames", proprietárias dos lupanares. Muitas delas, tanto roubavam nos preços aos fregueses como tiravam das inquilinas, através de expediente desonesto, os mais diversos. Hosana, era uma exceção, pois, apesar do luxo do seu estabelecimento, os preços, se eram altos, porém se tinha conhecimento deles com antecedência, assim como as suas pensionistas eram tratadas como seres humanos. Por isso mesmo era considerada como a matriarca da zona, chamando de filhas as suas "meninas" e os seus frequentadores "pupilos". Também haviam os fregueses que exploravam as mulheres e usufruíam de todo o calor que elas lhe proporcionavam. Eram os "gingolôs", ou os "heróis" da Hora dos Miseráveis, grande maioria constituída por estudantes que viviam de mesadas. Bebiam "caninha" até o apito do guarda, enquanto as amantes faziam salão e, a partir daquela hora, eles eram os "reis da noite". Naquele ritmo de festa, a noite ia passando, assim como passou a juventude daquele tempo e, igualmente, como da antiga Maciel Pinheiro, ficou só a história a retratar uma época romântica e, até certo ponto, inocente. Onde se exercia o comércio de carne humana, hoje se pratica o comércio de peças de automóveis; onde se ouvia gritos e sussurros, hoje se escuta o bater do martelo desamassando carros velhos. Da velha Maciel Pinheiro, ficou apenas a lembrança de um tempo em que exaltava: Hosana às mulheres nas alturas e paz na terra aos homens sedentos de amor.


Créditos ao Sr. Josélio Gondim

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sábia filosofia




Eu,Miltão,Cuca estavamos na Limpmaster e o Clerton saiu com esta pérola de extrema sabedoria; Quer conhecer uma mulher...NAMORE ; Quer conhecer sua namorada...NOIVE ; Quer conhecer sua noiva...CASE ; Quer conhecer sua esposa...SEPARE.

domingo, 3 de maio de 2009

A viagem


A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui um grande colaborador para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
(Fonte: www.jgimenez.fot.br / Autor desconhecido)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Versos de qualidade


Alguns versos soltos de Pinto do Monteiro
Eu comparo esta vida

à curva da letra S:

tem uma ponta que sobe

tem outra ponta que desce

e a volta que dá no meio

nem todo mundo conhece
Esta palavra saudade

conheço desde criança

saudade de amor ausente

não é saudade (é lembrança)

saudade só é saudade

quando morre a esperança
Aonde eu chego, não vi

Mal que não desapareça

Raposa que não se esconda

Bravo que não me obedeça

Letrado que não me escute

Cantor que não endoideça
Cantar com quem canta pouco

é viajar numa pista

com um carro faltando freios

o chofer faltando a vista

e um doido gritando dentro

atola o pé motorista
Minha corda não se estica

não se tora nem se enverga

da terra pro firmamento

meu pensamento se alberga

em um lugar tão distante

que lente nenhuma enxerga
Eu vou fazer uma casa

na Serra da Carnaíba

a frente pra Pernambuco

as costas pra Paraíba

só pra não ver duas coisas:

Nem Sumé, nem João Furiba
Há vários dias que ando,

Com o satanás na corcunda:

Pois, hoje, almocei na casa

Duma negra tão imunda,

Que a prensa de espremer queijo

Era as bochechas da bunda!

Agora lascou


Pare o mundo que eu quero descer... Tá tudo de cabeça pra baixo! Ligo a televisão e vem a noticia que o filho matou o pai. Vou na Internet e tome gripe do porco, do frango , do jumento, do coentro. Sei não!


Na rua o assunto é o roubo de celular. Menino fumando maconha e crack. Festas e mais festas, atraindo a juventude que só pensa no aqui e agora,  e tome a Hepatite tipo "c" avançando na "ficada" da moçada. São beijos em todo mundo, em uma noite só, e depois a Hepatite ainda é lucro, tendo em vista que a AIDS tá no silencio da beleza, só esperando a hora certa para se instalar. Nem camisinha esses malucos querem usar


O escândalo de hoje será substituído pelo de amanhã...


E tome passagem de avião pra amante de Deputado, mas se um cardiopata precisar de uma vai morrer antes de viajar. Juiz chamando juiz de ladrão e esses caras são quem julgam os destinos do zé povinho, igual a mim. lascado!


Estou perdendo a esperança, pois diante da crise econômica, o avanço da quebra das montadoras, e o desemprego mundial, por medida de economia, a luz do fim do túnel será apagada por alguns meses.