domingo, 30 de agosto de 2009

Brasileiros e brasileiras

- Uma vez Moisés abriu e atravessou o Mar Vermlho
- Ontem, Sarney abriu e atravessou o Ma de Lama





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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cássio enxerga longe...


O texto abaixo é do jovem Fabiano Gomes que é titular de uma coluna no site PB Agora.


Parando um pouquinho para analisar o cenário político que está se formando para 2010, as movimentações nos bastidores, aproximações, e até o disse e me disse, pude perceber quanto o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) enxerga longe. Apesar da crítica de muitos dos seus aliados, o tucano sabe da necessidade da aliança com o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), para derrotar o seu principal adversário (o governador José Maranhão) e ainda garantir o seu futuro político (chegar ao Senado Federal).Pois bem, o que Cássio já viu e muitos dos seus aliados não (até por uma avaliação pouco aprofundada do processo) é que se ele não se aliar a Ricardo só restará ao socialista retoma a aliança com o atual governador e sair como candidato a senador (deve ser por isso que Ricardo ainda não rompeu oficialmente com o PMDB de José Maranhão). O prefeito da Capital certamente não arriscará deixar o certo pelo duvidoso e abandonar o seu mandato para disputar um cargo que ele sabe muito bem que sem uma das duas forças políticas do estado (Cássio e Maranhão) não terá oportunidade de conquistar.A verdade é que Cássio precisa de Ricardo e Ricardo precisa de Cássio para concretização dos seus projetos para 2010. Vejamos porque: o tucano teria mais dificuldades em conquistar a vaga no Senado tendo como adversários dois candidatos fortíssimos, que seriam o prefeito da capital e o de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, apoiados por José Maranhão que tem a máquina do Estado em suas mãos.Já Ricardo, que vem conseguindo projetar seu nome e crescer como uma terceira força política (principalmente na Região Metropolitana), ainda não tem tanta penetração no interior do Estado para vencer Maranhão. O socialista precisa de alguém com força, aliados e votos no interior da Paraíba para derrotar o peemedebista e ser o novo governador do Estado. Como tem o mesmo objetivo de Maranhão (disputar o posto de governador), o melhor para Ricardo é a aliança com Cássio, que deseja apenas ser senador.O que vejo é que Cássio enxerga longe e vê o que muitos dos seus aliados não conseguem enxergar. Para mim essa aliança já está consolidada, pois Cássio e Ricardo precisam se unir para a concretização dos seus projetos individuais. Ficando ao lado de Maranhão, Ricardo teria que se contentar em disputar o cargo de senador, adiando para 2014 a possibilidade de disputar o governo do Estado. Isso sem contar que quatro anos é tempo suficiente para surgimento de novas lideranças e fortalecimento de nomes (como o de Veneziano) que não são tão fortes atualmente.




Já pra dentro Totó!!!

Manda quem pode...

sábado, 22 de agosto de 2009

BECO SEM SAÍDA - DRAUZIO VARELLA


Transcrevo abaixo um artigo do Dr. Drauzio Varella, publicado no Jornal Folha de São Paulo, com o qual me identifiquei. Em boa hora o portal do Tony Show disponibiliza aos mais atentos para que possamos fazer uma reflexão sobre os desmandos dos nossos gestores.




"Nos quase dez anos desta coluna, leitor, nunca escrevi sobre política. Adotei essa conduta por reconhecer que há profissionais mais preparados para fazê-lo e por considerar que médicos envolvidos em educação na área de saúde pública devem ficar distantes das paixões partidárias.

No entanto, os últimos acontecimentos de Brasília foram tão desconcertantes e chocaram a nação de tal forma, que ignorá-los seria omissão. No trato da administração pública, chegamos a níveis de desfaçatez e de imoralidade assumida incompatíveis com os princípios éticos mais elementares.
Para os que ganham a vida com o suor do próprio rosto, é revoltante tomar consciência de que parte dos impostos recolhidos ao comprar um quilo de feijão é esbanjada, malversada ou simplesmente desapropriada pela corja de aproveitadores instalada há décadas na cúpula da hierarquia do poder.
Mas chocante, ainda, é a certeza de que os crimes cometidos por eles e seus asseclas ficarão impunes, por mais graves que sejam. Do brasileiro iletrado ao mais culto, todos nós temos consciência de que o rigor de nossas leis pune apenas os mais fracos. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico parar na cadeia, diz o povo, com toda razão.
Uma noite, na antiga Casa de Detenção de São Paulo, ao fazer a distribuição de um gibi educativo sobre Aids, perguntei, à porta de um xadrez trancado, quantos estavam ali. Um rapaz de gorrinho de lã, curvado junto à pequena abertura da porta, respondeu que eram 17. Diante de minha surpresa por caberem tantos em espaço tão exíguo, começou a reclamar das condições em que viviam. Às tantas, apontou para a TV casualmente ligada no horário político, no fundo da cela, no qual discursava um candidato:-Olha aí, senhor, dizem que esse homem levou 450 milhões de dólares. Se somar o que todos nós roubamos a vida inteira, os 7.000 presos da cadeia, não chega a 10% disso.Essa realidade, que privilegia a impostura e perdoa antecipadamente os deslizes cometidos pelos que deveriam dar exemplo de patriotismo e de respeito às instituições, serve de pretexto para comportamentos predatórios (se eles se locupletam, por que não eu?), gera descrédito na democracia e, muito mais grave, a impressão distorcida de que todo político é mentiroso e ladrão.Considerar que a classe inteira é formada por pessoas desonestas tem duas consequências trágicas: votar nos que "roubam, mas fazem" e afastar da política cidadãos que poderiam contribuir para o bem-estar da sociedade.De que adianta documentar os crimes se os criminosos ficarão impunes e retornarão nas próximas eleições ungidos pela soberania do voto popular?Como renovar a classe política num país em que quase dois terços da população não têm acesso à informação escrita, em que empresários financiam campanhas de indivíduos inescrupulosos, comprometidos apenas com os interesses de quem lhes deu dinheiro, e no qual as mulheres e os homens de bem se negam a disputar cargos eletivos, porque não querem ser confundidos com gente que não presta?É evidente que os políticos brasileiros não são os únicos responsáveis pelo estado a que as coisas chegaram.
Antes de tudo, porque muitos são honestos e bem-intencionados; depois, porque o clientelismo que os cerca é uma praga que nos aflige desde os tempos coloniais. Os que se aproximam dos políticos para pedir empregos públicos, nomeações para cargos estratégicos, favores em negócios com o governo ou para oferecer-lhes suborno, por acaso são mais dignos? Esse é o beco sem saída em que nos encontramos: os partidos aceitam a candidatura de indivíduos desclassificados, os empresários financiam-lhes a campanha (muitas vezes com os assim chamados recursos não declaráveis), o eleitor vota neles porque "não faz diferença, já que todos são ladrões" ou porque podem conceder-lhe alguma vantagem pessoal, a Justiça não consegue nem sequer afastar do serviço público os que são flagrados com as mãos no cofre e, para completar a equação, as pessoas de bem querem distância da política.
A esperança está na prática da democracia. Se a Justiça não pune os que se apropriam dos bens públicos, a liberdade de imprensa é a arma que nos resta, a única que ainda os assusta."


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Até a carne se trai


Senador Eduardo Suplicy foi ver os últimos momentos da amiga Marina Silva como colega de bancada.Como foi – Nos últimos meses, os jornalistas que cobrimos o dia-a-dia do Congresso presenciamos cenas de muita intensidade. Mas ontem, um desses momentos foi sobremaneira marcante, pelo menos a para mim. Refiro-me a esse aí, que envolve a acreana Marina Silva e o paulista Eduardo Suplicy, ambos do PT. Ele – que acompanhara os primeiros momentos dela ingressando no partido há trinta anos – agora estava presenciando seus últimos instantes como aliada da sigla. Ao vê-la despedindo-se e a falar de seu futuro durante a entrevista coletiva, ficou em silêncio e emocionado à distância, da porta da sala. Suplicy foi o único parlamentar que foi vê-la em momento tão carregado de significado. Orlando Brito.
Fonte:www.claudiohumberto.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sua excelência, o cliente.


No aeroporto, o pessoal estava na sala de espera aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o Co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala, tateando pelo caminho.A atendente da companhia o encaminha até o avião e assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor Co-piloto da companhia.



Alguns minutos depois, chega outro funcionário também uniformizado,de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças.



A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o Co-piloto, fazem a melhor dupla da companhia.



Todos os passageiros embarcam no avião preocupados com os pilotos.




O comandante avisa que o avião vai levantar vôo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade.. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar vôo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam a ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo.



Começa uma gritaria histérica no avião.



Nesse exato momento o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente.




O piloto vira para o Co-piloto e diz:- Se algum dia o pessoal não gritar, a gente tá lascado !!!!!!





Moral da história: OUVIR OS CLIENTES É FUNDAMENTAL

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Senado


Vi as gentilezas trocadas entre o Ilmº Sr. Dr. Senador Renan Calheiros e o Ilmº Sr. Dr. Senador Tasso Jereissati que tentarei, de forma mais delicada,reproduzir aqui no blog.....



- Disse um ao outro: VOSSA EXCELÊNCIA É UM MAFIOSO

- Disse outro ao um: VOSSA EXCELÊNCIA É QUE É MAFIOSO

- Devolveu um ao outro: VOSSA EXCELÊNCIA SENADOR É UM CANGACEIRO

- um retribuiu ao outro: NÃO APONTE, VOSSA EXCELÊNCIA, ESTE DEDO SUJO PRA MIM

-Gentilmente, outro disse ao um: VOSSA EXCELÊNCIA É QUE TEM O DEDO SUJO



Tenho uma leve impressão de haver um espírito suíno no Congresso. Com todo respeito ao porco, é claro! Pra quem quer visitar um local de respeito, sugiro que vá até ao SENADINHO que é um barzinho das antigas, parece até uma bodega, que fica por tras do centro turístico de Tambaú. Lá tem cachaça de cabeça, ovo cozido amarelo, gatos se esfregando nos clientes, bolo bate-entope, guizado,cabeça de galo, cerveja e alguns bebados na calçada mas garanto que eles são mais respeitáveis que muita gente de colarinho, branco.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Collor

DEU NO BLOG DO TIÃO

Simon diz que teve medo dos "zóios" abuticados de Collor




- Um dia depois de enfrentar os ataques da dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) no plenário , o senador Pedro Simon (PMDB-RS) confessou nesta terça-feira que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da República, que durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando diretamente em sua direção, com o semblante muito crispado. Simon disse que em vários momentos lhe veio à memória a cena da tragédia que abalou Brasília na década de 1960, quando o pai de Collor, o então senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna.


Segundo os registros da época, o senador alagoano disparou três tiros contra seu inimigo político, o senador Silvestre Péricles, a 5 metros de distância. Errou todos, mas atingiu sem querer Kairala, suplente que estava em seu último dia de mandato. Apesar do flagrante, a imunidade de Arnon de Mello o livrou de qualquer punição.



- É incrível! Me veio a imagem do pai dele, que atirou e matou o senador Kairala. Foi assustador, saía fogo dos olhos do senador Fernando Collor ali logo embaixo de mim. E eu não falei nada demais dele, quando vi ele entrou correndo, completamente transtornado ! - lembrou Simon.


O senador gaúcho deverá ir à tribuna explicar que não tem nada com a empresa de microcrédito Pôr do Sol, que Renan Calheiros insinuou que ele teria algum negócio escuso.


- É uma empresa muito bacana de microcrédito. Vou mostrar que não tem nada a ver comigo - disse Simon.


Ele adiantou também que não adianta a cúpula do PMDB pressionar para ele deixar o partido.


- Eu sou o verdadeiro PMDB! Eu não vou renunciar. Eles que peçam minha cassação e assumam isso publicamente - disse.