quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Do jeito que a vida quer...



Por mais que tenhamos fórmulas mágicas, projetos, planos e uma disciplina militar, o fato é que sempre estamos a deriva aguardando o próximo capítulo que o destino nos enviará para exercermos nosso papel nesta existência. As vezes observamos algumas pessoas sorridentes e achamos que a nossa rotina é uma verdadeira procela pois acreditamos que aquele sorriso procede de eternas conquistas, feliz e sem dificuldade alguma. Porém, em Alagoas tem um ditado que diz; "cada qual no seu canto chorando o seu pranto"

Ontem, notícias davam conta que mais uma cirurgia seria feita no super homem José de Alencar,Vice-Presidente da República, que vem sofrendo com um câncer agressivo que lhe rouba a vida mas não o toma a dignidade e a aparente alegria. Só ele sabe o que anda passando. Acho até que daria todo o gigantesco património que tem em troca de uma vida humilde, lá em Coxixola, acordando cedo para ir à lavoura com mãos calejadas mas na plenitude da sua saúde.

Encontrei no YouTube uma música do mago dos versos feiticeiros, Dom Benito de Paula. Expressa que um camarada sorridente leva a vida do jeito que a vida levar. Vale a pena conferir.

O fundamental é ter equilíbrio pois sabemos que estamos num moinho de expiação e progresso, onde a ação deletéria do tempo tudo modifica.

Excelente fim de ano.

Mário



 





domingo, 19 de dezembro de 2010

Carlos Colla - "50 anos de Música".....

Carlos Colla é um compositor brasileiro que nasceu pra fazer os cantores famosos ganharam ainda mais fama e dinheiro, muito dinheiro. As principais musicas de Roberto Carlos, Xitãozinho e Xororó, Alcione, Daniel, etc... pertencem ao cérebro inteligente deste gênio. Ainda no blog poderá clicar no link que te direcionará para a página dele. Por enquanto veja o vídeo do seu show "50 anos de Música".....



sábado, 18 de dezembro de 2010

Dui - Mistura de tia com mãe





Zé Ramalho criou o Avohai que é a mistura de avô com pai. E eu tenho uma penca de Tãe, que é tia com mãe. Dentre tantas destaco Marilete e Dui. Pessoas de alma perfuma que me levaram a formação do meu caráter e personalidade. Do que resta em mim de bom elas me ensinaram, as ruindades aprendi sozinho.

Hoje é um dia extremamente especial pra mim; Por ordem cronológica registro o aniversário de Dui e, completando minha imensa alegria,  é o dia internacional do nascimento de Gabriela, minha filha linda e carinhosa, a quem destino meus melhores esforços no sentido de dias melhores.

Abaixo, veja um texto do blogueiro Vavá da Luz que expressa toda sua amizade pela Dr.ª Marizete Gomes da Silva 

Mário Gomes Filho 



FELIZ ANIVERSÁRIO MARIZETE (DUI), NESTA DATA QUERIDA !

 



Quando você comemora mais um aniversário, embora estejamos distantes, sinto alguma emoção ao lembrar dos tempos passados.
Quero te dar os parabéns, desejando toda felicidade do mundo e dizer que gostaria que estivéssemos juntos para comemorar. Infelizmente não teremos esta oportunidade, mas mesmo à distância estou desejando coisas muito legais para você. Quero que tenha toda a felicidade que o mundo possa lhe proporcionar.
Todos os momentos que vivemos nesta data voltam à mente com nostalgia, mas como o destino nos levou ao afastamento, só me resta a oportunidade de poder lhe desejar tudo de bom, que você merece, além de relembrar com saudades a ventura vivida no passado.
Que a lembrança deste seu aniversário sirva para manter estreitos os laços desta nossa amizade. Sabemos que ela nos proporcionou coisas muito lindas e momentos muito gostosos. Tenho saudades de você e espero vê-la em breve para aquele abraço bem apertado.
Com o coração emocionado, estou sentindo de corpo e alma uma saudade imensa de você, minha inesquecível amiga.
Que Deus te abençôe


Vavadaluz
http://www.blogdovavadaluz.com/?p=410#comment-61 
 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pensando em voce

 
 
 
Dedico este tempo ao amanhecer, para desejar a ti uma semana repleta de bençãos do Altíssimo.
 
Não fosse nossa vida atribulada e cheia de compromissos, certamente iríamos nos ver mais.
 
Caminharmos pelas ruas e trocarmos nossas impressões sobre as notícias da semana.
 
Não fosse o trabalho que consome horas e as muitas vezes paciência e saúde, nós teríamos condições de falar do tempo.
 
Mas como estamos todos envolvidos em nossas atividades e eu senti uma vontade de lhe falar, utilizo este meio que nos tempos atuais, substitue(ou tenta substituir) o olho no olho, a conversa no banco da praça e a visita em nossa casa.
 
Mesmo assim, dedico este tempo para voce, para que os bons fluídos e a intenção de que esteja bem, invada seu coração.
 
Seja feliz.
 
Uma semana repleta de sucessos e fracassos. Aproveite os dois pois eles são os nossos professores.
 
Em qualquer destas situações, conte comigo.
 
Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.No sucesso, verificamos a quantidade e na desgraça a qualidade.
 
 
Um amigo chamado Mário
 
 
Para quem quiser perder um tempinho, meu telefone é 83 9991-1777

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amigos velhos ou velhos amigos ?


Só observo que o tempo passou quando encontro meus velhos amigos.


Estava realizando um trabalho em um cliente da empresa e lá encontrei o Luiz Mauro. Amigão que morou em Jaguaribe, de uma família da melhor qualidade e o seu pai tinha um Maverick verde bebedor. Mais a diante fui ao banco e encontrei o Yuri, outro conhecido de Jaguaribe. Os velhinhos estão capengando, muitas rugas e com buxo saliente. Eu tenho tudo isso mas não percebo. Pareço um menino.

Será?

domingo, 28 de novembro de 2010

Paraíba : A porta do sol

João Pessoa é o ponto extremo oriental das américas. Aqui recebemos o sol antes que qualquer outro local, desde a Argentina até o Canada. Venha aproveitar deste meu sublime torrão.

sábado, 13 de novembro de 2010

Composições absurdas



Duas composições, das quais um dia postei os vídeos ( Foi Deus quem fez você e Mulher nova, bonita e carinhosa ) me trazem uma preocupação com a juventude brasileira. Observe a qualidade das letras, ritmo, melodia,etc... Falam em amor, sedução e retratam uma história. Hoje, as músicas são feitas para levar os jovens aos shows, tendo em vista ser este tipo de evento a única forma da ganho das bandas, devido a pirataria que não mais permite lucro com o CD. Este movimento do new forró, ou forró de plástico, que graças a Deus parece ter dias contados, não se preocupa com a dimensão que pode alcançar o que produz.

Dizem:
  • "Beber, cair e levantar"
  • "Dinheiro na mão, calcinha no chão"   
  • "Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!"

Os produtores destas  pérolas do absurdo vão de encontro a busca de uma juventude melhorada para o futuro do nosso País. Não pensam nas campanhas contra a pedofilia, contra as drogas e álcool. Do que adianta o Governo Federal gastar meu rico dinheiro do imposto com campanhas educativas se em apenas duas horas de show se apregoa que o jovem tem que  beber até cair, que se alguém pagar a mulher vai se despir ? Os caras só pensam em ganhar dinheiro e a sociedade é que se dane !

Que saudade  das musicas de qualidade !

Abaixo veja o que pensa o Ariano Suassuna sobre este tema: 


‘Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró  Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a  facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

Foi Deus quem fez voce

Mulher nova, bonita e carinhosa....

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de Finados






O finado é um ser humano muito sozinho. Passa o ano inteiro trancado naquela cova escura, sem ar, sem ninguém a quem recorrer para diminuir a sua solidão, quando muito tem a companhia de outros defuntos igualmente solitários, e somente uma vez a cada 365 dias recebe a visita de parentes e amigos. É no dia de finados, um dia como esse de hoje, que os vivos se lembram dos mortos, vão ao cemitério, acendem velas, botam flores, choram alguns minutos, depois ficam ali, impacientes, doidos para acabar a visita e voltarem ao aconchego dos bares, para curar o que chamam de mágoas num copo de cerveja. Aí o defunto retorna à sua solidão, ao seu quarto escuro, à sua cova estreita e quente, aos vermes que lhe comem as entranhas, ao descanso incômodo e eterno do além. 


Até parece que os vivos jamais morrerão. Pelo comportamento deles, julgam-se eternos. Tolos. Amanhã, todo dia, a cada instante, um sai da fila dos vivos para permitir um acréscimo na longa fila dos mortos. E então o que chegou ao hotel dos defuntos vai ver o que é bom pra tosse, vai beber do mesmo remédio, experimentar a mesma solidão, o mesmo quarto estreito, a mesma cova escura e quente.


Deve ser por isso que os defuntos de posses optam pela cremação. Sentem o torar do fogo, mas em poucos minutos viram cinzas e vão enfeitar vales, rios, mares e açudes, transformando-se em pó sem o inconveniente de virarem comida de lombrigas, de ratos, de bichos que habitam o submundo da terra. Esse tal de crematório deveria ser comprado pelo SUS e disponibilizado a todo mundo. Acabaria a superlotação dos cemitérios, possibilitaria ao defunto um jeito mais cômodo de enfrentar o pós morte e dava um fim à essa feira de flores e velas que enchem o saco de quem chega aos cemitérios, no dia de finados, para visitar algum familiar defunto. Só haveria uma ruindade nisso tudo: nós não comeríamos mais aqueles jambos lindos que os moços do distrito mecânico colhem no cemitério e nos vendem à cada manhã de safra.


Nesse dia de finados, claro que constato o quanto anda desfalcado o meu time de vivos. Aqui já não mora mais o velho Miguel Lucena, o pai mais paizão que existiu na terra; também se foi dona Emília, minha mãe que não esqueço e que muita falta me faz; não tenho mais os manos Carlinhos e Galego, o primeiro levado pelas mãos assassinas de um criminoso barato e fujão, o segundo, que partiu muito cedo porque era bom demais para viver entre nós, o cunhado Sebasto morto em acidente, além de amigos, incontáveis amigos, cujos nomes não declino para que algum, esquecido na relação dos citados, não fique com mágoa lá na cova estreita do seu cemitério. A todos, tributo a minha saudade que não morre, a minha lembrança sempre viva e o meu até logo, pois sei, com todas as letras, que qualquer dia desses vou ser vizinho deles na solidão dos que morrem.



*Texto do jornalista e blogueiro Tião Lucena / www.http://www.blogdotiaolucena.com.br/ 

sábado, 30 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por que não vivemos para sempre?





Ao envelhecer, as células começam a nos trair. Desvendando os segredos do envelhecimento, cientistas podem tornar a vida mais longa e saudável
 

Se voce pudesse planejar como sua vida terminará – suas últimas semanas, dias, horas e minutos –, o que escolheria? Iria, por exemplo, ficar em boa forma até o último momento, para então ir rapidamente? Muitas pessoas dizem que escolheriam essa opção, mas vejo um detalhe importante. Se você se sente bem em um momento, a última coisa que deseja é cair morto na sequência. E para sua família e seus amigos, que sofreriam a perda, sua morte seria um golpe cruel. Mas lidar com uma doença terminal longa e arrastada também não é muito bom, assim como o pesadelo de perder um ente querido na escuridão da demência.

Preferimos evitar pensar sobre o fim da vida. Mesmo assim, é saudável fazer essas perguntas, ao menos de vez em quando, e defi nir corretamente os objetivos da política e pesquisa médicas. Também é importante perguntar até onde a ciência pode ajudar os esforços para enganar a morte.

Costuma-se dizer que nossos ancestrais lidavam melhor com a morte, ao menos porque a viam com muito mais frequência. Há 100 anos, a expectativa de vida no Ocidente era 25 anos mais curta que hoje, resultado de muitas crianças e jovens adultos morrerem prematuramente por várias causas. Um quarto das crianças morria de infecções antes do quinto aniversário; mulheres jovens sucumbiam às complicações do parto; e mesmo um jovem jardineiro, ferindo a mão em um espinho, poderia ser vítima de envenenamento.

Durante o último século, o saneamento e a medicina reduziram as taxas de mortalidade nos primeiros anos da vida tão drasticamente que a maior parte das pessoas está morrendo muito mais tarde, e a população como um todo é mais velha que antes. A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Nos países mais ricos, cresce cinco horas ou mais por dia e, em muitos países em desenvolvimento que estão se livrando do atraso, aumenta ainda mais. A principal causa de morte hoje é o processo de envelhecimento e os vários desastres que ele provoca: o câncer, que leva as células a proliferar fora de controle, ou a doença de Alzheimer, no polo oposto, pela morte prematura dos neurônios.

Até a década de 90, demógrafos previam com confiança que a tendência histórica de aumento da expectativa de vida logo cessaria. Muitos pesquisadores acreditavam que o envelhecimento era prefixado – um processo programado em nossa biologia que resultava em um momento predeterminado para morrer.

* Link:  http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/por_que_nao_vivemos_para_sempre_.html

domingo, 17 de outubro de 2010

Terezinha de Jesus

Esta musica ainda canto para minha pequena e o meu mais velho escutou durante longos e belos anos da sua primeira infancia. Vez por outra nos juntamos, todos, e entoamos nossas boas lembranças....


terça-feira, 5 de outubro de 2010

EU QUERO O MEU SERTÃO DE VOLTA



Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão eassistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssimaqualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

 

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta 'beber, cair e levantar', ou 'dinheiro na mão e calcinha no chão' ? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando'vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra
 todo lado' ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois debeber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhase enteadas?

 Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no Estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro einteresses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

 E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de 'forró eletrônico'! Na verdade, Elba Ramalho
e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso egrande arquivo
gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

 Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo! Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo!

Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!

Ainda bem que podemos contar com Flávio José, apontado por Dominguinhos como seu herdeiro; o patriarca Antônio Barros com suas Cecéu e Maíra; Santanna Cantador, natural de Juazeiro de Padre Cícero e com um timbre muito semelhante ao de Gonzaga; e outros astros do forró de pé de serra, para os quais a vulgaridade do duplo sentido pornográfico das 'bandas' eletrônicas (como a Calcinha Preta) não é somente uma questão de decência, mas de sobrevivência, impedindo que o forró de pé de serra seja sepultado no sertão pelo comercialismo urbano das bandas de Emanoel Gurgel.


Por Anselmo Alves
j.anselmoalves@hotmail.com
 

domingo, 3 de outubro de 2010

APROVEITA, ELEITOR, QUE HOJE É O ÚLTIMO DIA!




Quero avisar ao eleitor que hoje é o seu último dia de felicidade. Amanhã tudo voltará a ser como antes no quartel de Seu Abrantes, as contas na bodega, o cobrador na porta, a mulher pedindo dinheiro, o filho aperreando por um tênis, a filha enrodilhada no cangote do malandrão que chega em sua casa, come seu pirão e almoça a menina, e, para entupigaitar mais ainda a coisa, o deprestígio total, a falta dos abraços, das tapinhas nas costas, dos acenos, dos afagos e dos beijinhos nas crianças catarrentas.


Aproveite, pois, o dia de hoje, se delicie até o fim, se o seu candidato ganhar, entre na festa e encha a cara, se quiser, dê uma dedada no fundo do seu candidato que ele não vai protestar. Hoje pode tudo, inclusive a dedada, pois para o ofendido nada é mais importante do que o voto na urna.


Não se espante, tampouco estranhe, se o seu idolo de barro cruzar com você amanhã e lhe negar um aceno. É que você, eleitor, não valerá uma ruela nesta segunda-feira. Será papel amassado, remédio vencido, leite azedo, comida estragada.


O seu candidato, se derrotado, vai curar com a família as mágoas e tristezas num desses balneários chiques do sul, gastando as sobras da campanha. Mas se ganhar, irá do mesmo jeito, gastar por conta da viúva.


Na festa da posse, bem, como sempre acontece e o amigo estranha de bêsta, os salões coloridos do Palácio serão abertos para seleto público, escolhido a dedo entre aqueles que financiaram a campanha e os que, pela bajulação desmedida, integrarão a equipe de Governo. Sim, o seu valor será tão pequeno, tão inócuo e tão inodoro que você sequer ficará na arquibancada, colocada ali nos beirais da praça para receber os adesistas de última hora, os oportunistas que só chegaram depois da vitória, os babões, os cornudos, os ladrões profissionais.


Não chore, nem lamente, porém, porque dentro de dois anos teremos eleições de novo e aí o amigo voltará a ser procurado, abraçado,paparicado, o catarro dos seus meninos serão lambidos de novo e o considerado voltará a navegar no céu azul varonil por exatos seis meses, que é o período da campanha eleitoral.


E todos ao voto. E viva a Democracia


NOTA: Este texto é do jornalista Tião Lucena. 
http://www.blogdotiaolucena.com.br/ 


sábado, 2 de outubro de 2010

Sinto Vergonha de Mim





Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.


Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.


Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.


Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.


Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)


LEIA,PENSE E VOTE.


*  http://www.blogdovavadaluz.com/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Só um milagre...

Estava pensando sobre a nossa condição pequena diante de algumas dificuldades que vez por outra batem a nossa porta. É a saúde que deixa a desejar, problemas de relacionamento pessoal -  profissional ou familiar- aquele acerto financeiro que é insuficiente, o carro que sempre fica no "prego", enfim, uma serie de situações que nos tiram do prumo mas aos olhos de um observador na arquibancada são apenas circunstâncias de uma transição rápida, bastando ter fé e se entregar a Deus. E o que fazer quando o impossível bater na nossa porta ?

Click e assista ao vídeo..... Esta menina chama-se Jamyle e morava em uma comunidade muito pobre no Rio de Janeiro. Ela não acreditou na força do impossível e se inscreveu no programa de Raul Gil. Ainda muito pequena iniciou uma carreira de cantora e hoje é uma linda mulher que acima de tudo, desde menina, teve muita fé em Deus...




domingo, 19 de setembro de 2010

Se o Cícero soubesse...



Sempre observava a presença forte deste cidadão nas reuniões onde nos encontrávamos, e, pela sua postura comecei a admirar suas atitudes. Ele era um daqueles que levava a bandeira da Ordem por onde quer que fosse, independente da sua obediência. No desfile do Sete de Setembro de 2009 não se perfilou conosco mas levou o seu filho, recebem iniciado na Ordem DeMolay, para representá-lo , junto aos seus irmãos. 

Dias depois, recebi com profunda tristeza, mas respeitando as determinações do Grande Arquiteto do Universo, que o barqueiro, assim como fala o mano Sérgio Luiz, lá das bandas do Mato Grosso do Sul,  estava levando o Cícero  para mais próximo do nosso Criador. Comecei a analisar a foto, ai em cima, o que faria ele se soubesse que seus dias nesta existência estivesse por terminar ? Quais atitudes tomaria ? Quais deixaria de fazer ? 

Ficou pra mim a lição de que estamos sempre por um fio e que a lamina que une aos dois planos, material e espiritual, é muito rasa. Ganhei também a convicção que estou correto quando não me permito o erro por omissão. 

Ontem, mais uma vez, fui deixar Cassiano em casa, filho mais novo do Cícero. Era madrugada e vinha junto com Marinho da reinstalação do Capítulo União e Beneficência, de Campina Grande. Percebi um garoto com firmeza nas ações e equilibrado. Fiquei deveras alegre pois de uma certa forma o pai dele foi avisado sobre a chegada do barqueiro e tratou de deixar uma família equilibrada. Isso o Cícero soube !  Deve ter tomado ciência também, já do outro lado da história, que tem uma gama de Irmãos, assim como o Mestre Fonseca, da Segredos da Pirâmide,que zela pelos seus herdeiros. 

Na foto, poderá observar, no fim do corredor, a pessoa da qual falamos, pouco antes do seu passamento para o Oriente Eterno, e em um dos dias mais feliz da sua vida, conforme havia dito, que foi a iniciação do seu filho na Ordem DeMolay.
Se ele soubesse.................. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Candidato honesto

Não temos o que reclamar do Tiririca. Veja muita gente dizendo que é uma vergonha um palhaço ser candidato a Deputado Federal por São Paulo. Contudo, qual desmoralização tem as ações do Tiririca que ainda não vimos entre parlamentares? Ele, inclusive, tá sendo muito honesto, já diz que vai para não fazer nada e que nada sabe, ao contrário de vários outros que prometem até terreno na lua mas depois de eleitos esquecem do zé povinho.......


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amanhecer no Nordeste




Quando o dia amanhece no Nordeste

A paisagem lembra um cartão postal

O aroma do perfume floral

Nos transporta para um campo celeste

Nessa hora a natureza veste

A beleza de toda a relva em flor

Quão perfeita é a obra do Senhor

Quando apaga a estrela vespertina

NO FLORIDO DA MATA NORDESTINA

VEJO O TOQUE DA MÃO DO CRIADOR.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ELEITORES IGUAL BOIADA






"NÃO PERMITAMOS QUE MILHARES DE ELEITORES SEJAM TRATADOS COMO BOIADA À VENDA."



  • “Vereadores e lideranças comunitárias faturam alto negociando os votos que eles dizem ter” (Jornal o Norte-S. Política - Pg. 03, João Pessoa, 22/08/2010).

  • "Eleitores vendidos como boiada” (Jornal o Norte- S. Política - pg. 03. João Pessoa, 22/08/2010).


"Fazer dos eleitores mercadoria, digo sem medo de errar, é o cúmulo do absurdo, uma tragédia ético-moral, que fere os princípios cristãos e democráticos; uma afronta gravíssima a Deus, já que todo ser humano é sua imagem e semelhança, e à dignidade da pessoa humana.


Tratar os eleitores pobres, excluídos, marginalizados, sofridos, analfabetos ou semi-analfabetos dessa forma, é um ato ignominioso, cruel, desumano. Diria que é a pior forma de escravidão. Quem assim o faz, não tem sentimento humano e nem tão pouco, compromisso com uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde todos possam viver com dignidade. E essa dita sociedade será fruto de verdadeiras plataformas políticas, propostas e executadas por lideranças políticas imbuídas dos mais altos valores éticos, humanos e evangélicos. Esses são os verdadeiros homens e mulheres de espírito público.


Que nós, pastores do povo- padres, religiosos, pastores evangélicos, cristãos comprometidos com a fé-e demais irmãos de diferentes credos, defendamos com garra e determinação, o povo de Deus, para que não seja tratado como boiada, ou objeto comercial: venda de voto. Se assim não o fizermos, iremos responder diante de Deus, por pecado grave de omissão.


Ao FOCCO, fórum de combate à corrupção, haja, através de suas instituições membros, como Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, Policia Federal e outros órgãos, com rigor contra aqueles que inflige a lei de combate à corrupção: Lei 9.840/99. O mesmo apelo é dirigido ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.


O FOCCO, indubitavelmente, vem fazendo um grande trabalho de combate à corrupção, como também orientando os eleitores para que votem com responsabilidade, escolhendo seriamente seus futuros representantes. A essa nobre instituição, na pessoa do seu coordenador Rainério Rodrigues Leite, nossos parabéns!


Que a Sociedade, através dos seus segmentos representativos, faça valer seu papel fiscalizador, para que o exercício da cidadania seja exercido com liberdade, transparência, honestidade e, acima de tudo, com muita democracia.


A Imprensa da Paraíba é merecedora de aplausos por todos os paraibanos, pois vem cumprindo seu papel democrático denunciando veementemente os abusos eleitorais, que ora vêm acontecendo em nosso estado, como também, orientando os eleitores na escolha dos seus candidatos.


Nossos radialistas, jornalistas, colunistas, donos sites e de blogs vêm dando uma grande contribuição na formação cidadã consciente dos nossos eleitores. A todos que fazem a imprensa paraibana, nossa gratidão, nossos parabéns! "

NT. Texto do Padre Djacy Brasileiro, membro colaborador do FOCCO, representando a Paróquia de Santa Cruz-Pb, no alto sertão.


Em 25 de agosto do ano de 2010.

Fone: 8104-8286/ 9911-3141

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Exemplo de vendedor

Este camarada vende até carne de porco em hospital. Observe que ele diz que o túmulo pode ser o seu... Fique a vontade para aproveitar esta promoção.... Campanha vendendo túmulo com dançarinas e tudo....


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tiririca, o Cacareco do século 21




Não tenham a menor dúvida: o palhaço Tiririca vai ser o fenômeno eleitoral deste ano no Brasil. Parece brincadeira, mas é sério.  Sempre que começa o horário eleitoral na televisão, eu me posto atentamente frente à tevê para observar os dois ou três primeiros programas.

Não há nada mais engraçado de se ver. É incrível como as pessoas deixam a imaginação correr solta, se tornam criativas e brincam com aquilo que deveria ser muito sério.
Depois do terceiro programa, quando os personagens começam a se repetir, levo a sério e desligo a televisão com o estômago embrulhando.
Leio hoje entrevista do Tiririca na Folha, onde ele confessa que não sabe mesmo o que um deputado faz, mas que tem se aconselhado muito com a mãe. E confirma o seu slogan, no qual realmente ele acredita: “Com Tiririca, pior do que tá não fica!”
Até gostaria de acreditar. Só que com ou sem Tiririca, eu acredito que pode piorar. O que parece uma brincadeira agora, é um sério comprometimento de futuro.


A eleição por si só de Tiririca poderia ser encarada com bom humor, como um voto de protesto, como foi o caso do Cacareco. Só que ele será um puxador de votos no partido e trará consigo, para ficar num exemplo, o deputado Waldemar da Costa Neto, aquele do mensalão que renunciou para não ser cassado. Isso é sério.



Mas como acreditar na seriedade da política, quando se ouve a declaração de Michel Temer, candidato a vice na chapa da Dilma, afirmando, sem ficar vermelho de vergonha, que “Não há essa coisa de partilha de cargos. O que o Pmdb vai fazer é colaborar. O partido repudia essa coisa de fisiologismo.”

Pelo amor de Deus! O Pmdb repudiar o fisiologismo???


Cacareco – Na inauguração do zoológico de São Paulo, em 1958, a grande atração era o rinoceronte Cacareco, emprestado pelo zoo do Rio de Janeiro.

A época coincidia com as eleições municipais da Capital paulista.

O governador do Estado era Adhemar de Barros, conhecido pelo slogan rouba mas faz. Os 450 candidatos a vereador tinham nível baixíssimo. Como o Cacareco estava na crista da onda, o jornalista Itaboraí Martins lançou a candidatura do rinoceronte à vereador.

Lançou e pegou. Na época, a votação se fazia por cédula impressa. Logo, começaram a circular cédulas do Cacareco.
Na apuração, não deu outra: Cacareco foi o mais votado, com cerca de 100 mil votos. O segundo candidato chegou aos 95 mil. O rinoceronte ficou tão famoso que no carnaval de 1960 foi marchinha de muito sucesso "Cacareco é o maior", com esta letra:



Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco, Cacareco é o maior
Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco de ninguém tem dó
Eu encontrei o Cacareco
Tomando chope com salsicha e rabanada
Mas lá no bloco da vitória ele gritava
Aqui, Gerarda, aqui, Gerarda.


Se Você quiser ouvi-la, clique no linque abaixo:
http://www.kboing.com.br/carnaval/1-47685/

Fonte: http://blogdomariomarinho.blogspot.com/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Revolta - Adelino Moreira




Hoje tão longe dos teus lábios sedutores

Sem o carinho dos teus beijos, meu amor

Não tenho horas de sossêgo em minha vida

Sou mais um barco que não tem navegador

Vivo perdido no passado dos teus beijos

Sinto o fantasma dos teus lábios junto aos meus

Beijo outras bocas pra fugir da tua boca

E sinto o gosto do sabor dos beijos teus

O desespero me tirou a consciência

E no delírio que me envolve esta paixão

Eu vou tramando no meu cérebro-nervoso

Uma maneira de magoar teu coração

É meu consolo acreditar que estás sofrendo

Em tua vida de prazeres e de louca

Beijando bocas, como eu, mas com saudades

Dos beijos que eu roubei da tua boca.

Adelino Moreira:

Nascido em Porto, Portugal, com um ano de idade veio para o Brasil, indo morar em Campo Grande, subúrbio do Rio. Aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa Seleções Portuguesas, na Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra. Sendo assim, conseguiu atuar em seu programa como cantor. Convidado por Braguinha, gravou seis discos na Continental nessa época. Em 1945, começou a tocar violão. Três anos depois voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Retornando ao Brasil, no início dos anos 50 intensificou sua atividade de compositor. Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero "Fica Comigo Esta Noite", os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi "Última Seresta" (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – dos quais destacam-se o clássico "A Volta do Boêmio" (que vendeu a astronômica cifra de um milhão de cópias), "Meu Dilema", "Escultura", "Meu Vício É Você", "Doidivana", "Deusa do Asfalto", "Êxtase", "Flor do Meu Bairro", entre outras. A partir de 1959, a cantora Núbia Lafayette foi lançada como um Nelson Gonçalves de saias, cantando basicamente o repertório de Adelino, que a projetou com os sambas-canções "Devolvi" e "Solidão". Muitos outros cantores também gravaram as canções de Adelino, como Ângela Maria, que faria muito sucesso com os chá-chá-chás "Beijo Roubado" e "Garota Solitária" e os sambas-canção "Cinderela" e "Meu Ex-Amor". Em 64, Adelino rompeu com Nelson por algum tempo (quando lançou um clone vocal do cantor, Carlos Nobre), voltando às boas somente em 75. Em 67, atuou como disc-jockey na Rádio Mauá (RJ). Em 70, abriu uma churrascaria em Campo Grande, onde levou vários cantores famosos. Sua música mais famosa e mais regravada é "Negue" (com Enzo de Almeida Passos), que depois de ser gravada por Carlos Augusto, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto encontrou novamente o sucesso, graças a uma interpretação definitiva por Maria Bethânia no LP "Álibi" (1978). A música também foi regravada em 1986 numa versão punk pelo grupo Camisa de Vênus e em 1991 por Ney Matogrosso e Raphael Rabello. Em 1980, Ângela Ro Ro fez uma releitura de "Fica Comigo Esta Noite" — música que foi faixa-título do CD de Simone em 2000 — e em 1998 as irmãs Alzira e Tetê Espíndola reviram "Garota Solitária".


sábado, 21 de agosto de 2010

"Estou apenas observando..." Frei Betto






"Estou apenas observando..."

  Frei Betto


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'


Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais....

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"





* Frei Betto

sábado, 14 de agosto de 2010

"Tenha sucesso: Método QPFC"






O texto abaixo não é meu mas achei interessante e resolvi postar aqui.... Espero que goste !




- Desenvolvi esta metodologia e faço uso deste método em treinamentos e palestras para demonstrar que através do uso desta metodologia é possível alcançar o sucesso na vida profissional e também na vida pessoal, o método QPFC consiste em quatro fases que são:



Q – Eu quero:


  • Em primeiro momento você precisa querer alcançar algo e nesta primeira fase é necessário estabelecer quais são estes objetivos para você e para sua vida, estabeleça os objetivos independentes do tamanho, seja fazer uma pós-graduação, seja comprar uma casa ou viajar para o exterior, não importa qual seja o seu objetivo, mas nessa fase é necessário estabelecer esses objetivos.
P – Eu posso:


  • Sim você pode! Nesse método é necessário criar as condições para que você consiga alcançar ou superar os seus objetivos, ou seja, pé no chão, na realidade e comece em primeiro lugar acreditando que é possível alcançar seus objetivos, depois identifique quais são as oportunidades que você não está aproveitando que poderiam estar ajudando na busca do seu objetivo, verifique se você possui todo o conhecimento necessário para subir mais esse degrau, se não tem todo o conhecimento necessário, busque este conhecimento. Uma ferramenta importante nessa fase é o planejamento, planeje tudo, todos os passos de cada etapa, coloque tudo o que você precisa fazer para alcançar todos os seus objetivos detalhadamente.
F – Eu faço:


  • Com os objetivos definidos e com todo o planejamento feito, agora é hora de colocar em prática, e é nessa fase que toda a ação faz a diferença. Tenha muita atenção e não descanse, logo após as primeiras ações é necessário analisar a maneira com que tudo está sendo feito, para que seja possível avaliar se o ritmo, direção e resultados obtidos estão alinhados para sucesso dentro do tempo previsto. Uma dica imprescindível nessa fase é tenha foco nos objetivos, adicione também a determinação e superação de desafios no seu dia-a-dia, pois é na prática que as ações podem ser sentidas, por isso é fundamental ter persistência.
C – Eu consegui:


  • É natural que algumas pessoas esperem que o sucesso venha fácil, ou que seja alcançado com poucas ações, mas é somente nessa última fase, a que mais tempo demora em aparecer, onde tudo se transforma, e nos mostra que o sucesso é resultado de muitas coisas, mas principalmente e fundamentalmente dessas primeiras três fases que são QPF (Quero, Posso e Faço).

    Autor: Giovanni Gobi

domingo, 8 de agosto de 2010

Lupicínio Rodrigues



Lupicínio Rodrigues foi um genio da nossa rica música popular. Suas canções estão eternizadas na cabeça dos amantes da qualidade. Ele conseguia falar do próprio fracasso com com versos belíssimos, vide "Nervos de aço" que reporta ter encontrado sua noiva de braços dado com outro homem. Contudo, é impressionante observar um homem simples expressar suas emoções de forma tão genial.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A negra máscara de Zé Kéti



José Flores de Jesus, aliás, Zé Kéti, um dos sambistas mais celebrados do Brasil, não teve um fim de vida confortável. Em sua vasta obra musical estão preciosidades como “Acender as Velas”, “Máscara Negra”, “Diz Que Fui Por Aí”, “A Voz do Morro” e “Opinião”, samba que deu nome ao memorável show do Teatro Opinião em 1964. Morreu de falência múltipla dos órgãos, em 1999, aos 78 anos.

Como foi – Pois é... Autor de sucessos inesquecíveis viu diminuir as chances de trabalhar nas noites cariocas. Estive com Zé Kéti em 1991. Fui fotografá-lo para o livro “Senhoras e Senhores”, parte de uma bolsa que ganhei da Fundação VItae. Foi Em 1991, quando ele decidiu mudar-se para São Paulo. Morava de favor no quartinho de um minúsculo apartamento da Rua Augusta, cedido por uma amiga que batalhava até a madrugada. Durante o dia, estendia na cama o paletó xadrez para desamarrotá-lo enquanto lustrava os sapatos. Por volta da meia noite saía para os botequins da Boca do Lixo, onde cantava para os boêmios as músicas que compôs, em troca da sobrevivência.

Orlando Brito.



Máscara Negra
Composição: Zé Keti-Pereira Mattos



Quanto riso oh quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão

Arlequim está chorando

Pelo amor da colombina

No meio da multidão



Foi bom te ver outra vez

Está fazendo um ano

Foi no carnaval que passou

Eu sou aquele pierrô

Que te abraçou e te beijou meu amor

Na mesma máscara negra

Que esconde o teu rosto

Eu quero matar a saudade

Vou beijar-te agora

Não me leve a mal

Hoje é carnaval


quinta-feira, 22 de julho de 2010

O indio, Mário Juruna



 

O cacique Mário Juruna, primeiro índio a eleger-se deputado federal no Brasil. Foi pelo PDT, do Rio de Janeiro. Ao seu lado, Doralice, uma de suas esposas. Ela fez questão de uma pose antes de ir para a posse da Câmara. O líder dos xavantes, falecido em 2002, completaria nessa semana 68 anos.
Como foiDácio Malta fazia parte da briosa equipe de repórteres da Veja, em Brasília. Eu era um dos fotógrafos da revista. Fomos destacados para fazer matérias com vários parlamentares eleitos para o mandato de 1983 a 1987. Um deles era o capitão Mário Juruna, meu velho conhecido desde os tempos em que e trabalhava no Globo. Cobri sua via-sacra pelos gabinetes importantes da capital munido de um gravador no qual registrava a voz das autoridades que prometiam solução para a questão de terras indígenas. Mas nesse dia aí, o da posse na Câmara, sua questão era outra. Dácio e eu fomos ao apartamento no Hotel Torre para fotografá-lo antes de assumir o mandato. Juruna tinha apreendido muitos hábitos dos brancos. Mas não sabia dar o nó na gravata. Evidentemente, resolvemos facilmente a questão. Orlando Brito.

Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Politico no período de eleição

Gostaria de ver político andando ao meio da multidão, bebendo água na casa de pobre, abraçando mendigo, tomando cafezinho no ponto de cem réis, chamando evangélicos e católicos de meu irmão, sentando em tamborete de birosca, recebendo todo tipo de ser humano em seu gabinete fora do período eleitoral. Quando passa o tempo de caça ao voto, o povo vira leproso  e quando aperta a mão em seguido toma um banho de álcool. CARO ELEITOR, ABRA O OLHO COM APROVEITADORES DE SEMPRE! O Brasil só vai melhorar quando promessa de campanha não cumprida se transformar em crime eleitoral.

domingo, 4 de julho de 2010

O País da bola





Se um desavisado estrangeiro, não antenado com as notícias esportivas do mundo, chegasse nesses dias ao nosso País, julgaria que estávamos celebrando importante data cívica, o descobrimento, a independência, a proclamação da república ou coisa assim. O País todo ornamentado de bandeiras nacionais, o povo vestido com as cores nacionais, enfim, aos olhos do turista estrangeiro, deveria tratar-se da comemoração de um megaevento nacional, uma excepcional celebração cívica. 

Como bom brasileiro que pretendo ser, não sou contra o futebol. Mas não consigo compreender que um esporte, por mais "nacional" que seja, se transforme em extraordinária celebração cívica. Que uma partida de futebol numa Copa mundial seja alçada ao nível de um culto à Pátria, que a ela se dê o sentido de civismo e uma decisão esportiva seja algo que interesse ao futuro da Nação e tenha graves consequências para o progresso nacional. Acho que há algo de exagero em tudo isso. "É o Brasil inteiro acompanhando a narração dos locutores" - dizia entusiasmado um deles. Até a devoção a Santo Antônio, o santo mais popular do Brasil, desta vez no domingo 13 de junho, foi invocada para proteger o desempenho de nossos jogadores na partida de abertura da participação brasileira desta Copa do Mundo na África do Sul. 

Acho que há um entusiasmo fora das medidas. Quando nosso país precisa trabalhar muito para vencer o subdesenvolvimento, a nossa juventude tem que estudar muito mais para se preparar para um futuro melhor, penso que nossas energias não deveriam aplicar-se tanto ao futebol e à torcida pelas vitórias esportivas...
O futebol no Brasil de hoje é o verdadeiro ópio do povo. Esquecem-se grandes problemas nacionais, esquecem-se assuntos graves de interesse nacional e pensa-se só em futebol. Há exagero, sim. 


Que o Senhor, nosso Deus, tenha compaixão deste país da bola. Ou para estar mais atualizado com esta Copa africana, diga-se é o País da jabulani... Que Ele abençoe nossos craques, representantes de nossos futebol em terras africanas, mas sobretudo a nós, os torcedores. Faça com que o País da bola seja campeão da ética na política, campeão dos valores cristãos para nossa juventude, tão esportiva e menos preocupada com a seriedade da vida.


» Dom Edvaldo Amaral é arcebispo emérito de Maceió 
Jornal do Comercio, 04/julho-2010