sábado, 30 de outubro de 2010

Apesar de Voce

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por que não vivemos para sempre?





Ao envelhecer, as células começam a nos trair. Desvendando os segredos do envelhecimento, cientistas podem tornar a vida mais longa e saudável
 

Se voce pudesse planejar como sua vida terminará – suas últimas semanas, dias, horas e minutos –, o que escolheria? Iria, por exemplo, ficar em boa forma até o último momento, para então ir rapidamente? Muitas pessoas dizem que escolheriam essa opção, mas vejo um detalhe importante. Se você se sente bem em um momento, a última coisa que deseja é cair morto na sequência. E para sua família e seus amigos, que sofreriam a perda, sua morte seria um golpe cruel. Mas lidar com uma doença terminal longa e arrastada também não é muito bom, assim como o pesadelo de perder um ente querido na escuridão da demência.

Preferimos evitar pensar sobre o fim da vida. Mesmo assim, é saudável fazer essas perguntas, ao menos de vez em quando, e defi nir corretamente os objetivos da política e pesquisa médicas. Também é importante perguntar até onde a ciência pode ajudar os esforços para enganar a morte.

Costuma-se dizer que nossos ancestrais lidavam melhor com a morte, ao menos porque a viam com muito mais frequência. Há 100 anos, a expectativa de vida no Ocidente era 25 anos mais curta que hoje, resultado de muitas crianças e jovens adultos morrerem prematuramente por várias causas. Um quarto das crianças morria de infecções antes do quinto aniversário; mulheres jovens sucumbiam às complicações do parto; e mesmo um jovem jardineiro, ferindo a mão em um espinho, poderia ser vítima de envenenamento.

Durante o último século, o saneamento e a medicina reduziram as taxas de mortalidade nos primeiros anos da vida tão drasticamente que a maior parte das pessoas está morrendo muito mais tarde, e a população como um todo é mais velha que antes. A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Nos países mais ricos, cresce cinco horas ou mais por dia e, em muitos países em desenvolvimento que estão se livrando do atraso, aumenta ainda mais. A principal causa de morte hoje é o processo de envelhecimento e os vários desastres que ele provoca: o câncer, que leva as células a proliferar fora de controle, ou a doença de Alzheimer, no polo oposto, pela morte prematura dos neurônios.

Até a década de 90, demógrafos previam com confiança que a tendência histórica de aumento da expectativa de vida logo cessaria. Muitos pesquisadores acreditavam que o envelhecimento era prefixado – um processo programado em nossa biologia que resultava em um momento predeterminado para morrer.

* Link:  http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/por_que_nao_vivemos_para_sempre_.html

domingo, 17 de outubro de 2010

Terezinha de Jesus

Esta musica ainda canto para minha pequena e o meu mais velho escutou durante longos e belos anos da sua primeira infancia. Vez por outra nos juntamos, todos, e entoamos nossas boas lembranças....


terça-feira, 5 de outubro de 2010

EU QUERO O MEU SERTÃO DE VOLTA



Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão eassistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssimaqualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

 

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta 'beber, cair e levantar', ou 'dinheiro na mão e calcinha no chão' ? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando'vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra
 todo lado' ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois debeber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhase enteadas?

 Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no Estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro einteresses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

 E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de 'forró eletrônico'! Na verdade, Elba Ramalho
e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso egrande arquivo
gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

 Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo! Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo!

Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!

Ainda bem que podemos contar com Flávio José, apontado por Dominguinhos como seu herdeiro; o patriarca Antônio Barros com suas Cecéu e Maíra; Santanna Cantador, natural de Juazeiro de Padre Cícero e com um timbre muito semelhante ao de Gonzaga; e outros astros do forró de pé de serra, para os quais a vulgaridade do duplo sentido pornográfico das 'bandas' eletrônicas (como a Calcinha Preta) não é somente uma questão de decência, mas de sobrevivência, impedindo que o forró de pé de serra seja sepultado no sertão pelo comercialismo urbano das bandas de Emanoel Gurgel.


Por Anselmo Alves
j.anselmoalves@hotmail.com
 

domingo, 3 de outubro de 2010

APROVEITA, ELEITOR, QUE HOJE É O ÚLTIMO DIA!




Quero avisar ao eleitor que hoje é o seu último dia de felicidade. Amanhã tudo voltará a ser como antes no quartel de Seu Abrantes, as contas na bodega, o cobrador na porta, a mulher pedindo dinheiro, o filho aperreando por um tênis, a filha enrodilhada no cangote do malandrão que chega em sua casa, come seu pirão e almoça a menina, e, para entupigaitar mais ainda a coisa, o deprestígio total, a falta dos abraços, das tapinhas nas costas, dos acenos, dos afagos e dos beijinhos nas crianças catarrentas.


Aproveite, pois, o dia de hoje, se delicie até o fim, se o seu candidato ganhar, entre na festa e encha a cara, se quiser, dê uma dedada no fundo do seu candidato que ele não vai protestar. Hoje pode tudo, inclusive a dedada, pois para o ofendido nada é mais importante do que o voto na urna.


Não se espante, tampouco estranhe, se o seu idolo de barro cruzar com você amanhã e lhe negar um aceno. É que você, eleitor, não valerá uma ruela nesta segunda-feira. Será papel amassado, remédio vencido, leite azedo, comida estragada.


O seu candidato, se derrotado, vai curar com a família as mágoas e tristezas num desses balneários chiques do sul, gastando as sobras da campanha. Mas se ganhar, irá do mesmo jeito, gastar por conta da viúva.


Na festa da posse, bem, como sempre acontece e o amigo estranha de bêsta, os salões coloridos do Palácio serão abertos para seleto público, escolhido a dedo entre aqueles que financiaram a campanha e os que, pela bajulação desmedida, integrarão a equipe de Governo. Sim, o seu valor será tão pequeno, tão inócuo e tão inodoro que você sequer ficará na arquibancada, colocada ali nos beirais da praça para receber os adesistas de última hora, os oportunistas que só chegaram depois da vitória, os babões, os cornudos, os ladrões profissionais.


Não chore, nem lamente, porém, porque dentro de dois anos teremos eleições de novo e aí o amigo voltará a ser procurado, abraçado,paparicado, o catarro dos seus meninos serão lambidos de novo e o considerado voltará a navegar no céu azul varonil por exatos seis meses, que é o período da campanha eleitoral.


E todos ao voto. E viva a Democracia


NOTA: Este texto é do jornalista Tião Lucena. 
http://www.blogdotiaolucena.com.br/ 


sábado, 2 de outubro de 2010

Sinto Vergonha de Mim





Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.


Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.


Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.


Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.


Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)


LEIA,PENSE E VOTE.


*  http://www.blogdovavadaluz.com/