segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ANICETO PEREIRA DE ARAÚJO

Sábado, às 21:30, faleceu o Maçom Aniceto Pereira de Araújo, obreiro da diretoria da ARLS Constância e Lealdade, onde ocupava a função de Chanceler. Iniciou na Maçonaria em 09/10/1958. Grande incentivador da Ordem DeMolay, onde era ativo no Conselho Consultivo do Capítulo Francisco de Sousa Filho,  liderou o retorno dos Maçons ao desfile  cívico-militar da independência, em 13 de agosto de 2009 foi homenageado com a maior condecoração do Grande Oriente do Brasil, Comenda da Ordem do Mérito D.Pedro I , em novembro último foi elevado ao Grau 33, mais alto degrau da Maçonaria. Homem de bem e de qualidades múltiplas. Deixa saudades.* 17/04/1924  - 24/12/2011  + 

Foto: Ocupando sua função de Chanceler


                                    Foto: Junto com os DeMolay´s no aniversário do Capítulo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como faz pra dizer tchau ?




Esses dias estava num local que não devia existir. Lugar onde se deixa filho por desprezo, por falta de cuidado,de carinho, de saúde, atenção...  Lá é bem arejado, tem comida bacana, brinquedos, mesinhas para fazer lanche, salão grande pra correr e brincar, mas é desprovido de carinho de mãe e pai. 

Quando cheguei  ja estavam as Filhas de Jó, uma juventude compromissada fazendo a festa. Fui me integrando bem devagar para não chamar a atenção e intimidar os miudinhos, tendo em vista que o penetra era eu.


Crianças são todas iguais, só mudam o nome e endereço, gostam de atenção e amor. Todas choramingam a noite com medo do bicho papão, fazem uma bagunça danada pra dormir, morrem de fome, mas só comem duas colheradas, gritam de cede, mas não tomam nenhum gole. Xixi, tem febre.... essas coisas. Mas, nem todas tem os mesmos direitos. Ter carinho,medo da bruxa, fraldinha trocada, febre cuidada, enfim, coisas simples as vezes são artigos de luxo.

Lamentavelmente e só por necessidade existem lar de criança abandonada. É um lugar frio, onde o grito ecoa, onde se cresce sem referencia de família. Orfanato é um lugar onde o filho chora e a mãe não escuta.

Naquele dia, quando da despedida, Talita me fez uma pergunta, de forma muito simples e direta, e assim como eu, estava de saída....... Ainda hoje não sei como responder.... 

COMO FAZ PRA DIZER TCHAU ?

Ao visitar uma dessas casas que acolhe criança abandonada, você também não saberá se despedir...









segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MOBILIZAÇÃO PELA RETOMADA DAS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO



Mobilização pela Retomada das Obras da Transposição do Rio São Francisco e Inclusão do Rio Piancó. Convocação ém feita pelo Padre Djacy

Em alguns lotes, as obras da transposição pararam. Por quê? Falta de dinheiro? A transposição deixou de ser prioridade? E agora, o que fazer? E o rio piancó, não será incluído nesse projeto de transposição? Por que tanto silêncio? O rio piancó, vai ou não vai receber águas do velho “Chico”?

Como reação à paralisação dessas obras e ao silêncio sepulcral sobre a inclusão do rio piancó no projeto de transposição, será realizada uma grande mobilização popular visando chamar a atenção do governo federal para essas duas situações.

Chegou a hora do povo cobrar,exigir  do governo federal agilidade na execução desse projeto tão salutar para a região do semi-árido nordestino,de modo bem particular,para nossa Paraíba.

O povo sofrido do vale do piancó quer que o rio piancó seja incluído, de qualquer forma, nesse projeto de transposição.
Nessa mobilização popular, o povo do vale do piancó vai gritar, clamar, para que o sonho de receber águas do rio São Francisco,através do rio piancó, torne-se uma realidade concreta e existencial.

DATA: 13 DE DEZEMBRO (Terça-feira)

LOCAL: À BEIRA DO RIO PIANCÓ, EM BOAVENTURA-PB

HORA: 9:00h DA MANHÃ

Fone (83) 8779-2218

Pedra Branca-Pb, 05 de novembro de 2011

Padre Djacy Brasileiro, no vale do piancó.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Simples assim



Existem pessoas que não tem absolutamente nada, mas porque ocupam um determinado cargo em alguma grande,media ou pequena empresa,ou mesmo numa mísera prefeitura, acha-se no direito de ser superior aos demais. Na verdade, são pequenos e só conseguem sentir–se grande humilhando, pisando, tripudiando o seu semelhante, isso esta sendo plantado em muitas empresas e o que colhem são pessoas amargas, doentes e determinadas a vencer a qualquer preço, na verdade se tornam pessoas infelizes e incapazes de realizações simples.
Observem as fotos acima, o homem mais poderoso do mundo aproveitando momentos que muitos repudiariam, zombariam ou simplesmente achariam de péssimo gosto agir dessa forma um homem como ele.
Ele é um ser humano como qualquer outro, tem anseios, necessidades, amor , tristezas, desilusões, aborrecimentos e tudo o que qualquer mortal possa sentir, mais ele sabe usufruir de momentos raros que jamais voltarão .


“Não é riqueza ou o dinheiro que nos faz feliz e sim a interpretação da vida”



Copiado do blog do amigo Vavá da Luz : http://www.blogdovavadaluz.com/

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

TRANSPOSIÇÃO: FUI E VI. QUASE CHOREI

 
 
 
 
 
Na sexta feira passada, sob um sol causticante e muita poeira, passei um bom tempo visitando as obras da transposição do rio São Francisco no município de São José de Piranhas, região de Cajazeiras. Nessa área, fica o eixo norte, por onde as águas do rio São Francisco irão passar, beneficiando todo sertão paraibano.

Como cidadão, fui fiscalizar essa obra. Fiquei triste, decepcionado, e quase chorei ,quando vi o lote sete sem nenhum operário,sem máquina, sem nada. Parecia mais um deserto. Sem nada, sem ninguém. Uma revolta apoderou-se de mim.

Meu Deus, pensei, por que essa obra parece não ser mais prioridade? Por que este lote está parado? Qual o motivo? Há alguma explicação para isso?
 
Engraçado, agora só se fala em copa, tudo gira em torno da copa 2014, enquanto isso, uma obra que vai beneficiar 12 milhões de nordestinos vai caindo, aos poucos, no esquecimento.

Levei sol e poeira,mas valeu apena,fiz meu papel de cidadão que só quer o bem do povo querido da Paraíba.

Minha conclusão: Parece que mais uma vez, tudo não passará de um sonho, somente um sonho!

Pedra Branca-Pb, 15 de novembro de 2011.

Padre Djacy Brasileiro.

Siga-me pelo o twitter: @padredjacy

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chico Xavier




Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha …na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa;
a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!

Chico Xavier

sábado, 12 de novembro de 2011

Como sair do Serasa

Quem tiver devendo e não souber como pagar as contas, é só pegar uma toalhinha na igreja, esfregar na porta do banco que no outro dia a inadimplencia acaba. Vi no programa do Ratinho e fui localizar no YouTube. Já encomendei uma toalha GG.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ronaldo Cunha Lima - Entrevista em prosa e verso

Ronaldo Cunha Lima quebra o silêncio e abre coração: “A vida nos exige o fingimento”


Ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Campina Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal....Ronaldo José da Cunha Lima, 75, já passou por todos esses cargos públicos, ao longo de 43 anos de carreira política.

Afastado da atividade pública por problemas de saúde, o guarabirense Ronaldo Cunha Lima tem orgulho de não ser “ex” numa atividade: poeta. Com vários livros lançados e sempre um no prelo, pois sua produção mental continua fervilhando o dia todo, Ronaldo de fato aceitou de bom grado essa nossa proposta inusitada de entrevista.

As respostas começaram a ser produzidas na semana passada, num momento especial à essa altura da vida do poeta: finalmente, após um longo suplício jurídico, seu filho e herdeiro político Cássio Cunha Lima teve a diplomação e posse determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi uma notícia que animou o velho espírito de um político que, na maior parte de sua vida, sempre se tornou na Paraíba referência de bom humor, irreverência, raciocínio rápido e alto astral.

Mas vamos à entrevista no padrão que Ronaldo Cunha Lima mais se compraz. Espero que o leitor também tenha prazer nesse nosso inusitado “Ping Pong”.
 
 
 
 
 

 
 
Pergunta: Blog de Marcos Alfredo

O vate faz que vê o invisível,

Diz que toca, quando quer, o abstrato

Tem o éter alugado em comodato,

Superlota de idéia o incabível.

Põe entrada no inadmissível,

Diz que alma apaixonada furta cor,

E que vê, sempre, o Anjo do Senhor

Como a burra de Balaão, Profeta.

Lhe pergunto:Assim como o poeta

É todo homem público, fingidor?



Resposta: Ronaldo Cunha Lima


A vida nos exige o fingimento,

Fazendo-nos atores, todo instante.

O palco é passageiro, e tão constante,

Como é constante o perpassar do vento!

A depender do drama e do momento,

O palhaço, o profeta, o pensador,

O poeta, o político que for,

Numa jura jurada só metade,

Dependendo da dor d’uma verdade,

De quando em vez se vão de “fingidor”!




Pergunta: Blog de Marcos Alfredo 



O poder da auto-crítica só tem mérito

Se promove o perfil do "suplicante"

Toda conjectura nos garante

Recorrer ao futuro do pretérito.

cada homem constrói o seu inquérito

Da forma que julgar a preferida.

Ao passado onde foi nossa guarida

O presente guarnece com escolta.

Se no tempo, possível fosse a volta

O que reformaria em sua vida?



Resposta: Ronaldo Cunha Lima



A minha vida, escrita em livro aberto,

Com poucos erros e plurais acertos,

Embora me esmerasse nos consertos,

Eu a vivi de coração aberto.

Pedi perdão nos erros e, decerto,

Apesar dos percalços e das dores,

Aos meus acertos não pedi louvores.

Mas se o tempo voltasse a minha estrada,

Eu seria bem mais pra quem tem nada

Seria bem mais fértil nos favores!




Pergunta: Blog de Marcos Alfredo 


"As dores do mundo", de momento

Citadas na canção fazem pensar

Que a paixão as permitem suplantar,

Mas levanto este questionamento:

Dentre as tantas, a do arrependimento

Da doença, que dos olhos rouba a cor,

Do exílio, que causa dissabor

Da mais temível "fera", solidão

Da injustiça, que fere a razão,Qual delas constitui a maior dor?



Resposta: Ronaldo Cunha Lima



As dores que marcaram minha vida,

Machucando de morte os dias meus,

Em preces puras entreguei a Deus,

Numa graça por Ele concedida.

E depois dessa graça recebida,

A minha vida a Deus tendo entregado,

Liberto estou das dores do passado!

Há uma dor, porém, que me entristece,

Uma dor que resiste à minha prece:

A dor maior de amar sem ser amado!



Veiculado no PB Agora com Blog do Marcos Alfredo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nunca desista

 E assim disse o Marques Luz...



 QUEM TEM ESPERANÇA, 

VIVE DIFERENTE.  


CORAÇÃO SELVAGEM

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A vida e a velhice

Este soneto é do excelente blogueiro, poeta, anfitrião, o interminável Vavá da Luz. Homem antenado e de vanguarda. Tem seu principado instalado na Senzala, mas é coroado pelas amizades que arrasta com sua simplicidade. É certo que estas linhas só sejam observadas com profunidadade do conhecimento de causa, pelos nossos filhos e netos, daqui décadas, pois a pouco idade ainda não permite a reflexão necessária, mas fica o registro.




Ah! Meu filho, a ti pouco te importa
O branco dos cabelos que hoje trago
O fel, que na boca eu hoje amargo.
Da velhice viva e mocidade morta



Ah! Se soubesses filho, o que se sente.
Ao caminhar na rua cambaleante
Olhar vazio, trôpego, ofegante.
Sozinho, e sozinho tão somente


É que hoje te vejo, e no olhar o brilho.
Da mocidade que no mesmo trilho
Caminha lenta como o tempo meu


Lembras oh! Filho que no teu caminho
Quando vires um velho, bem velhinho.
Só ficou velho porque não morreu

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Antes que o vento passe





Antes que o vento passe,
Vate que é vate levanta
Ao vento um poema, canta.
Só assim, vive, renasce.


Mesmo que o destino trace,
Futuro que não encanta,
O poeta não se espanta,
Pois tudo que morre, nasce.


Sou bardo, sou trovador
Meu canto é de esplendor
Que se eleva ao firmamento.


E, enquanto vivo eu for,
Tecerei loas ao amor,
Antes que passe o vento.






(*)Guilherme Travassos Sarinho. Maçom,Médico e Poeta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tempo de calar



" Tempo de calar "


Tal qual faroleiro que ama sua profissão,
Me associei ao silêncio, em pegajosa solidão.
Em ação deletéria vejo a vida
Passando, ensinando a navegar,
Dentro desta grande procela,
O tempo é de calar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E SE FOSSE COM SEU PAI ? ABSURDO !

 

RECEBÍ DO ALVARO ESTE DESABAFO DA IRIS. VALE A PENA CONFERIR COMO É TRATADO O SER HUMANO NA PARAÍBA E NO BRASIL. ACABOU O RESPEITO. ESTAMOS ENTREGUES AO NADA! DEUS NOS AJUDE

"Bem, no desespero da situação vivida e na impotência diante desta, só nos resta o escândalo.
 
 
Ontem, ao ver meu pai passar mal com dor de cabeça intensa, perda do campo visual e sem conseguir articular as palavras, no desespero, liguei para o SAMU, pedi para falar com um médico e assim o fizeram. Após falar os sintomas que papai apresentara ela me disse “vá para o(Hospital) Edson Ramalho, que é o mais próximo”, pensei em dizer que não seria a melhor escolha, pois o mesmo não tem recursos mas, disse que sim. Ela acrescentou;“vá agora”. E que não deixasse para depois, pois ele precisava ser avaliado por um médico.
 
 
Fomos de táxi para o Hospital Gen. Edson Ramalho, após acolhimento com classificação de risco, disseram para irmos para o Hospital de Trauma – que é o único que tem recursos em casos de problemas neurológicos -, e assim fizemos.
 
 
Ao chegarmos lá, as “recepcionistas” enfermeiras após “acolhimento” _Gente, absurdo! Nos recepcionaram, ainda ao descermos do táxi, elas fizeram sinal para o táxi esperar, sem nem mesmo terem falado conosco! Quando expomos a situação, disseram que não poderiam atender papai lá, porque o tomógrafo estava quebrado e porque os únicos neuros que tinham, estavam em cirurgia e que deveríamos ir para o Hospital São Vicente de Paula, pois lá haveria um neuro de plantão que poderia atender papai. E, somente após isso, se, o médico do São Vicente encaminhasse papai para o Trauma, por escrito, com toda a anamnese é que então o Trauma atenderia.

Mesmo contrariada, não poderíamos deixar que papai não fosse atendido rapidamente então, fomos ao São Vicente. Chegando lá, fomos muito bem atendidos e acolhidos, porém não havia neuro lá – pois só têm de segunda à sexta e pela manhã -. Vendo a situação na qual papai se encontrava, o médico Clínico Geral que atendeu papai, o examinou e contatou que realmente o quadro de papai precisava de uma Tomografia Computadorizada de urgência e a avaliação de um neuro. Então, o médico disse que voltássemos ao Trauma. Nós lhe falamos que lá no Trauma, só atenderiam papai se, ele tivesse um encaminhamento por escrito. Muito humano, o médico assim fez, escreveu toda a anamnese e o que papai precisava.

Voltamos para o Trauma (de táxi), chegando lá, as mesmas recepcionistas-enfermeiras, levaram o papel com a solicitação do médico para dentro do hospital e retornaram dizendo que mesmo assim não poderiam atender, com a mesma ladainha... “Não tem neuro para atender ele e o Tomógrafo está quebrado”. – Oras, se, não dava para atender de maneira alguma, dissessem antes!

E, agora? Voltamos para casa, tornei à ligar para o SAMU, e expus a situação a eles._ O que disseram?... Novo absurdo!

Disseram: “É seu pai! Diga que vai chamar a imprensa, tem a delegacia do idoso. Tem que ir pro Trauma mesmo. Faça alguma coisa!” Poxa, eu? Como? Que CAOS é esse?

Então, ligamos para nossos amigos, pois já não sabíamos mais o que fazer e não tínhamos mais dinheiro. Fomos com eles para o Hospital 13 de Maio, como última tentativa de conseguir atendimento, e lá nos disseram que o único (novamente) hospital que tinha recursos para atendê-lo era o Hospital de Urgência Emergênciae Trauma Senador Humberto Lucena, na BR.

Voltamos para o Trauma - pela 3ª vez-, e só conseguimos atendimento após escândalo na porta do Hospital. E, pasmem! O Tomógrafo não estava quebrado e o médico não estava ocupado! Que absurdo! E, tem mais... Após a Tomografia, o médico disse que seria bom que papai ficasse internado, para acompanhamento pois, o quadro dele poderia piorar e que ele precisava ficar no soro. A enfermeira que nos recepcionou estava lá e disse: “mas, doutor onde vou colocar ele? Na verde não pode mais ficar maca no corredor!” E nos mandou voltar para casa!

Gente! P@#* que pariu todo mundo!!!
 
 
Voltamos para casa da mesma forma que saímos, papai com forte dor de cabeça, estressado, com dislalia, perdendo a sensibilidade no braço direito, e ainda sem muito enxergar. Nós, filhos revoltados e mais pobres do que já somos.

P@#* que Pariu!!! Que Paraíba é essa???

Depois de toda a peregrinação... Papai paralisou completamente. O SAMU levou ele para o Trauma, muito rapidamente transferiram ele para o Hospital Monte Sinai. Neste, fizeram a conduta toda errada. Deram remédio para baixar a pressão dele, que é 12X8, dipirona que também baixa a pressão, ASS, soro glicosado (para quem é diabético), e ranitidina. Nenhum exame, nenhum controle laboratorial. Papai sem conseguir engolir, sem se alimentar, sem beber água... Foi uma experiência desesperadora, deplorável.




Ontem, depois que minha irmã foi na rádio e na TV, o médico de lá do Monte Sinai, trouxe outro médico, disse que ele iria reavaliar toda a conduta e que passaria a cuidar de papai à partir daquela hora. Apareceu fisioterapeuta (que me disseram antes que não tinham para o SUS, só lá em cima - que é particular), mudaram todos os remédios, colocaram uma sonda para ele ser alimentado, puseram um Ringer que é um soro com nutrientes para ele se reestabilizar, fizeram os exames de sangue que haviam se negado de realizar, o exame de urina, fizeram nebulização e, disseram que vão fazer uma Tomografia e uma Ressonância. Somente agora, depois das horas cruciais para que ele melhorasse e revertesse o quadro... Agora, estão tratando ele para o que ele tem.

Eu havia falado com o médico Dr. Francisco e ele me disse; “existe um protocolo nacional e está sendo seguido”. _Oras, se estivesse, não precisaria ser mudado!"
 
 






Iris Ponce Leon

Filhos:
Alvaro: capitao_thor@hotmail.com
Iris : irispleon@gmail.com


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Casa Arrumada

Recebi esta mensagem do amigo Rivelino (@RivelinoPoggi ) Ele achou este texto, do Carlos Drummond,a cópia fiel do seu lar, mas tambem retratou o meu. O que verdadeiramente importa é o calor humano, harmonia e a paz. O resto é bijouteria. 




Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.


Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. 

Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, pros vizinhos…E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.


Arrume a sua casa todos os dias…Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…E reconhecer nela o seu lugar.




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dagoberto e a arte de viver em paz


"Mário, meu irmão, bom dia! Tem uns côcos la na granja, passe lá para pegar!". - Foi desta forma que recebi com muita alegria o último convite do Dagoberto para ir visitá-lo no seu principado de reflexão. Combinei com o Marinho e fomos em busca dos frutos, que na realidade era só uma desculpa para rever um amigo/irmão, que havia uns quinze dias que não avistava.

No portão, fomos recebidos pela "loura" que nos sorriu latindo. Adentramos e como sempre é uma alegria trocar ideia com quem, de forma costumeira, tem uma palavra de sabedoria, de incentivo, enfim, uma toque de generosidade e paz.

Olhamos os quatro cantos, observamos as fruteiras, tentei fazer um vídeo com o celular, mas as imagens não ficaram boas, e, fechamos com chave de ouro ao ouvi-lo tocar violão.

Realmente foi mais um aprendizado me ver ao lado do Dagoberto, que dentre muitas outras situações me ensinou que "cada um tem que fazer a sua parte" e que de "cada ação nossa será ofertado a resposta no futuro, seja esta boa ou não".

Fica a certeza da alegria de Dona Iara, dos filhos e netos, ao parabenizar o patriarca da família, a quem também aprendi, através da observação das atitudes e exemplos, a admirar. Com meus pensamentos voltados ao nosso Bom Deus, me incluo na multidão, agradecendo por mais um ano de vida de quem caminha com a tranquilidade dos passos largos que a vida ensinou.

 
Parabéns meu Irmão. Tenha muita saúde em uma vida longa.

Saúde, Força e União.

Muito obrigado por tudo.


 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando o perdão não tem importância



Luiz Luna*


O tempo não perdoa quem não toma as atitudes corretas no momento adequado. Logo nos primeiros anos de estudo se aprende a lei da ação e reação. Quando as mágoas se acumulam, as consequências são imprevisíveis. Portanto, adverte o ditado popular que é preciso pensar (e bastante) antes de se falar/agir. Quando se adquire consciência do erro, a ação mais acertada é pedir perdão e dispensar o cuidado necessário para que não se caía em nova tentação.

Nossa educação peca quando nos inibe de expressar de forma adequada nossos sentimentos. Somos disciplinados a esconder nossa verdadeira vontade. O medo se apodera de tal forma de nosso espírito que, muitas das vezes, deixamos de vivenciar bons momentos e, com o tempo, perde-se o conceito do que realmente é a felicidade. Complicamos o que é simples. Desconfiamos peremptoriamente daquilo que nos parece bom. Julgamos por fragmentos, quando somente a análise de todo o contexto, durante um lapso temporal razoável, é que poderia abalizar nossas opiniões.

No entanto, não devemos nos culpar de nossas falhas de comportamento, tampouco sobrecarregar nosso semelhante com tamanha insensatez. Jamil Albuquerque, autor do livro “Como Lidar com Pessoas” alerta para a complexidade do tema e, principalmente, para sermos razoáveis em nossas atitudes. Ponderar se faz necessário. Sermos amorosos, com o próximo e com nós mesmos, abre a janela da alma. Conservar um sorriso, mesmo nos momentos difíceis, ajuda na dura, mas saudável, tarefa de bem viver. Desenvolver uma mente de mestre exige sacrifícios. Aqui e acolá nos deparamos com a regressão. Então, mais uma vez, desconfiamos de que não estamos seguindo o caminho correto.

O certo e o errado possui conotações diferentes para cada ser. Os aspectos culturais possuem influência pujante. Precisamos nos libertar das amarras da ignorância, aniquilar os limites do preconceito. Desconfiar sistematicamente dos conceitos que nos apresentam como imutáveis. A história tem nos ensinado que vivenciamos tempos de mudança. A inovação acontece na velocidade da luz. A informação, instantânea, e o tempo, abrupto, confundem a mente, tolhem as atitudes, inibem o pensamento e acariciam o medo. Muitas vezes clamamos perdão quando a história que pesa em nossas “costas” já se perdeu no tempo, fragmentou-se no esquecimento. O outro ser há muito deslumbra novos horizontes, descobriu que a vida é maior do que os traumas que às vezes o passado insiste em ressuscitar. No entanto, a mente sábia, sintonizada com o positivismo e o desejo de continuar feliz, não se deixa enganar, tampouco confundir.

Então, prossegue, aprende, desaprende e se encanta com o ciclo da vida. É possível amarmos quantas vezes acharmos que podemos. A mente alcança o infinito... O coração possui ramificações que nossa mente desconhece. O maior perdão que podemos visualizar é aquele concedido pelo Criador em oração, meditação, fé ou outra forma de devoção. Aí também não pode haver o grilhão do medo e do preconceito que impedem que a criatura possa revelar seu regozijo para com as maravilhas de sua criação.


Quando nos perdoamos - às vezes faz tão bem ficarmos sozinhos diante do espelho, mas nada supera o bem-estar de uma boa companhia -, havendo a devida conexão espiritual entre Deus (ou outra forma de crença) e nosso espírito, descobre-se que a vida é uma sucessão de idas e voltas. Peca-se para aprender. Tudo tem seu preço! Liberta-se perdoando. Consagra-se recebendo perdão. Nesse caso, perde totalmente a importância o perdão vindo da alma egoísta, fechada em sua própria existência e sem consciência que nascemos para distribuir amor, notadamente, amor fraternal. Precisamos, efetivamente, reaprender a perdoar(nos)...


* Jornalista. Bacharel em Direito. Especialista em Gestão Pessoas.
Veja esta e outras no  http://luizluna.zip.net/

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pelo Direito - Coletivo - De Ir e Vir








O texto abaixo é da Sílvia,reside em João Pessoa, estudante de Comunicação Social e que mantém um blog na Internet, que ao final, no rodapé, constará os contatos.
Trata-se mais uma vez de um grito de alerta sobre a postura daquele que detém o perfil de @LeiSecaJP no twitter. Venho e já faz algum tempo, inclusive foi bloqueado pelo mesmo, solicitando que não divulgue as investidas da policia, através das blitzen,no seu perfil. Sei que ele não produz as informações, mas repassa com a velocidade de quem deseja agradar a quem o alimentou da noticia, ganhando assim a possibilidade de ter mais seguidores. Quem se utiliza do perfil @LeiSecaJp tem prestado serviço interessante fazendo comunicações sobre o trânsito,buracos nas vias, ausência de tampas de esgotos, acidente, etc,contudo, deixa muito a desejar, e se vale da constitucional liberdade de expressão, para ficar retwittando aos quatro cantos sobre blitzen formadas para fazer verificações nos veículos e seus condudores. Ora, reclamamos tanto sobre a crescente violência, roubo de veículos,acidentes,assaltos,sequestros e quando temos o Estado, pago com o dinheiro do nosso imposto, fazendo a sua parte, através dos seus agentes, um infrator qualquer pode observar um determinado perfil na Internet,no twitter, e evitar passar em determinado local, pois ali, existe um comando policial. 
O proprietário do perfil @LeiSecaJp precisa ir ao velório de quem teve a vida interrompida por um condutor embriagado, para observar o tamanho da dor da família pela ausência irreparável. Deus o livre de sentir na família a falta de um ente, causada por um infrator que poderia ter sido detido em uma blitz.



 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 




 LeiSecaJP 



 LeiSecaJP 

Fica, então, o desejo do bom senso e que possamos unicamente seguir informando com a qualidade dos que desejam uma sociedade melhor e protegida.
Mário
" Tô numa festa, tomei todas. Antes de ir pra casa, dou uma entrada na internet através do meu smartphone e vejo pelo twitter onde tem blitz.  Pego a via paralela, cochilo e causo um acidente. A culpa é de quem? Bom, essa é uma questão ampla, mas vamos pelo básico. Sou irresponsável de tomar todas e mais algumas e ainda assim pegar no volante. O Estado é irresponsável de não ter uma legislação que iniba a minha atitude. E quem tá avisando onde estão as blitzen é irresponsável de me mostrar o caminho mais fácil de escapar da já frágil legislação vigente.

Reprodução/Twitter
É muito interessante ter um perfil no twitter que te ajude a evitar trânsito lento, congestionamentos e que te informe quais são os postos de gasolina que estão mais em conta. Mas se não fosse esse mesmo perfil, eu teria voltado pra casa pelo caminho mais óbvio e teria sido parada numa blitz. Simples assim. É irresponsabilidade errar e jogar a culpa no erro alheio, afinal uma coisa não anula a outra. Um erro não justifica o outro.

Que a lei precisa ser revista e modificada, é óbvio. Na verdade eu sequer entendo um país onde em via alguma você pode ultrapassar os 100km/h ter automóveis que chegam a 200km/h. O Brasil é frágil nesse sentido, mas ajudar essa fragilidade é insanidade. Quero ver o que o dono do perfil @leisecajp acharia se algum cidadão que tivesse escapado de uma blitz graças a ele causasse um acidente com o irmão ou a namorada dele. E se a pessoa morresse? Ainda assim ele defenderia essa atitude? Quer brigar com a legislação, amigo? Brigue, mas brigue de outro jeito, e não ajudando aos irresponsáveis da cidade a fugir da lei. Faça campanhas, bote a boca no trombone e cobre dos políticos as mudanças que você almeja.

Direito de ir e vir? Ótimo! Todos temos, mas eu tenho o direito de voltar pra casa sóbria e em paz sem me preocupar tanto com o cachaceirinho que pode estar no meu caminho graças ao esperto que avisou pra ele onde tem a porra de uma blitz"
* Silvia Peralta