sábado, 23 de abril de 2011

FADAS MADRINHAS NÃO EXISTEM

Vive-se um momento em que todo mundo parece satisfeito com o governo Dilma. As pesquisas iniciais assim indicam, tanto quanto, mais do que os números, sopra no ar uma espécie de tranqüila expectativa. Só que nada como o tempo para passar e reverter sentimentos. Cada categoria, cada classe, cada agrupamento social, político e econômico manifestam na aprovação do governo a esperança de melhoria de suas condições e a realização de seus anseios. Por isso fazem fé na presidente da República, aguardando que sua administração venha a satisfazer-lhes desejos e necessidades.

Aqui as coisas podem enrolar, primeiro por conta dessa ilusão de que tudo depende de um único fator ou de uma só pessoa. Não existem fórmulas mágicas, como também não existem mágicos. Nem fadas madrinhas.

Logo as elites financeiras darão demonstrações de que aguardavam mais, já que a prometida desoneração das folhas de pagamento das empresas continua na gaveta, além de crescerem as suposições a respeito da maior taxação dos ganhos de capital e do aumento já praticado do Imposto de Operações Financeiras. O Custo Brasil permanece o mesmo. Se vicejar a má vontade registrada no governo a respeito do excessivo lucro nos bancos, muito do apoio do andar de cima começará a arrefecer. Em especial se a Receita Federal começar a movimentar-se em ritmo mais veloz, como já lhe foi determinado.

Passando ao oposto, o povão que Fernando Henrique repudiou espera iniciativas tão rápidas quanto profundas. O ínfimo reajuste do salário mínimo conseguiu ser ofuscado pela ilusão do aumento dos índices de emprego, mas as estatísticas não chegam à massa de miseráveis nem entram no barraco de cada um. É natural que esperem mais, tanto no dia-a-dia quanto nas políticas públicas, pois os transportes coletivos continuam um horror, o atendimento no SUS, lamentável, e, por falta de sorte, as escolas viraram campo de extermínio. O andar de baixo é egoísta, exigente e mal-agradecido. Caso não receba novas benesses, adotará no mínimo aquela postura de dar de ombros, ante-sala dos resmungos, amuos e protestos.


Entre os dois extremos, a classe média, agora cortejada por um tucano anacrônico e isolado, mas com raro potencial de reação a tudo o que se passa à sua volta. Ou não se passa. Sucessivos aumentos no custo de vida atingem o cidadão comum na moleira, tanto os que já integravam esse patamar quanto os recém-chegados, egressos do milagre-Lula. Votaram, em maioria, em Dilma Rousseff, contrariando as previsões e as esperanças do sociólogo. Não será por conta da bola-fora de FHC que poderão demonstrar frustração diante do atual governo, mas pela falta do cumprimento de promessas que não foram prometidas, ainda que imaginadas. Diminuição da carga de impostos, crédito pessoal mais fácil, juros menos abusivos, salários descongelados – tudo conduz a classe média a anseios irreais e ao vácuo capaz de ser preenchido pela desilusão.

Em suma, deve cuidar-se dona Dilma. O céu parece de brigadeiro, mas as nuvens de tempestade poderão estar em gestação no horizonte, caso nenhuma dessas três categorias básicas venha a ter seu ego inflado. E com a necessidade de não esquecer de que exageros para um dos ângulos do triângulo desagradará os outros.

NT: Não sou o autor deste texto mas gostaria de ser. É de autoria do jornalista Carlos Chagas, que escreve artigos para o site do Cláudio Humberto






















domingo, 17 de abril de 2011

Ne me quitte pas

Como disse o meu amigo particular Alceu Valença; "A solidão é fera, solidão devora. É amiga das horas, prima-irmã do tempo e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração". Contudo, várias formas de expressar a solidão foram criadas e em todos os lugares. Alguns se isolam nas motanhas, outros no âmago do pensamento e muitos cantam. Entretanto, ninguem cantou tão bem a solidão, ou o temor dela, quanto a enigmática Maysa Matarazzo. Dê uma clicada e veja o desespero de alguem que pede para não ser deixada só (Ne me quitte pas). Segue com muita alegria para o inoxidável Robério Arnaud (@roberioarnaud ) , amigo e irmão, homem livre e de bons costumes que agradeço a Deus por sua saúde, correção e honestidade. Sim, um outro predicado deste magnata é ser,tambem, irmão de Wagner Arnaud ( @WagnerArnaud ).

sábado, 9 de abril de 2011

Congresso Nacional da Ordem DeMolay



Meus amigos e irmãos, o proximo congresso Nacional da Ordem DeMolay será em João Pessoa. Para saber mais sobre o evento, sobre a Ordem DeMolay, que é uma escola de lideres no mundo inteiro, acessem;

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Tragédia no Rio de Janeiro tambem vai ser esquecida



Esta catástrofe ocorrida no Rio de Janeiro, onde um jovem lunático ceifou a vida e sonhos de tantos me levou a uma profunda reflexão que vem após uma historinha que vou contar abaixo;

  • "Conta a lenda que um homem estava na margem de um rio e que do nada foi jogado , de cima de uma barreira, um menino dentro da água. Ao ver que a criança estava se afogando, foi lá, nadou e salvou o menino. Mal saiu do rio e de pronto um outro menor foi jogado e lá se vai o obreiro salvar mais um. Exausto e super cansado viu que mais duas outras, agora meninas, foram empurrada do penhasco para o afogamento certo. Passando por cima da cota humana, se foi o homem resgatá-las. Exausto questionou ... Que adianta eu ir tirar tantas crianças do rio se sempre tem alguém as empurrando para a morte? - É melhor eu ir tratar de impedir quem as estão jogando de rio a dentro!" Pensou acertadamente o homem! 
Com esta breve história quero levar a seguinte reflexão: De que adianta a policia prender tantos meninos drogados, infratores da infância perdida. Cemitérios se abarrotando de covas rasas, onde estes mesmos menores são enterrados por divida junto a traficantes, se não estamos atacando o mal maior?

O mal maior da nossa sociedade é a falta de educação de qualidade, a falta de conscientização de que temos todos os mesmos direitos. A ausência do Estado nos bairros mais pobres, a ineficácia da saúde pública e a corrupção por parte dos políticos e das grandes empresas, buscando o monopólio das verbas do erário.

Ali e alhures vemos alguns abnegados, solitários é fato, tentando mostrar aos menos favorecidos de que eles são importantes e que tem direitos, vide o Instituto Felipe Kumamoto, através do Dr. Ítalo. Contudo, temos que nos unir e não apenas olharmos para o nosso próprio umbigo. Temos que ferir de morter a lei do Gerson, de se querer levar vantagem em tudo. Ninguém é feliz sozinho!

Se assim não for, estaremos fadados a lamentações em tragédias iguais esta de realengo. Entretanto, vai haver uma comoção nacional na missa do sétimo dia, no aniversário do primeiro ano e depois apenas os familiares mais chegados se lembraram do fato, tendo em vista que uma outra desgraça vai abafar este.

De que adianta engaiolar meninos, não digo que não seja necessário, se eles, quando apreeendidos, apenas aprendem mais ações delituosas?  Vai faltar mão de obra no Brasil muito em breve, pois o país tá envelhecendo e os jovens estão morrendo ainda muito cedo.

A educação de qualidade e em tempo integral é a nossa única saída. Dinheiro existe, basta apenas vontade politica e uma boa dose de cobrança por parte da sociedade.

Vou fazer uma breve pergunta: O amigo lembra em quem votou na última eleição?

Este é o meu pensamento!