sábado, 30 de julho de 2011

As mãos de Mansur









Hoje tive a oportunidade de ser testemunha da bela cerimonia de abertura do 18º Congresso Nacional da Ordem DeMolay, do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, aqui em João Pessoa. Muito me agradou a forma que todos se portaram e especialmente do quanto de carinho, respeito e admiração são destinados ao Tio Mansur. Ele foi o Maçom que não declinou esforço para trazer, expandir e fortalecer a Ordem das sete virtudes no Brasil. Infelizmente a nossa cultura não me faz lembrar de muitos casos em que idade e experiência são destacadas com excelência. Contudo, no caso de Alberto Mansur é diferente. Ele é especial. Os DeMolays, e todos que o conhecem, tem uma verdadeira gratidão por tudo que fez e continua fazendo pela nossa juventude.

Chega discreto e comprimentando a todos, silenciosamente vai tomando conta das situações, invadindo a emoção dos presentes e através do silencio necessário, estaciona sua inteligencia, passando forte energia.

Tem paciência de um verdadeiro predestinado.

Trabalhou, se esforçou bastante, mas hoje é reverenciado por onde que quer siga e sua presença é fundamental para que sua imagem reflita no espírito dos seus seguidores. Faz questão de atender uma fila interminável que solicita fotos e autógrafos. 

As mãos deste guerreiro do bem nunca param.

Tio Mansur, meu Irmão, que Deus te abençoe, proteja e guarde.


Muito obrigado

Carroça vazia



Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
- Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!
Perguntei a ele:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
- Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!

domingo, 3 de julho de 2011

Petrúcio Amorim - O poeta do Forró

Pouca gente sabe mas, o Petrúcio Amorim é o compositor dos maiores sucessos da cultura nordestina, notadamente músicas de forró. Ele ja foi cantado por Luiz Gonzaga,  Flávio José, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro, Elba Ramalho e outros tantos. Sua capacidade em compor, com qualidade, é impressionanante e o tema é sempre as raízes nordestinas. Apesar de jovem, é um talento de longa estrada.