sexta-feira, 23 de março de 2012

TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO



Custo das obras do São Francisco sobem 71% 



Fora do prazo e com trechos paralisados, o projeto da transposição das águas do rio São Francisco vai sair mais caro do que o previsto. Sob Dilma Rousseff, os custos da obra ficaram 71% mais salgados.
Deve-se a informação à repórter Marta Salomon. Ela conta que, quando Dilma tomou posse, o empreendimento estava orçado em R$ 4,8 bilhões. Hoje, trabalha-se com a cifra de R$ 8,2 bilhões. Um salto de R$ 3,4 bilhões.
Os preços foram ao elevador sob a alegação de que foi necessário renegociar os contratos com as construtoras. Por quê? Escoravam-se em projetos básicos, mal planejados. Iniciadas as obras, revelaram-se precários.
O governo vê-se compelido agora a fazer novas licitações. Ou paga mais ou as empreiteiras fecham os canteiros da obra. Se o antecessor de Dilma fosse um tucano, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) decerto gritaria: “Herança maldita!”
No papel de gerente da transposição, Bezerra está, porém, condenado ao silêncio perpétuo. Ocupa o ministério por indicação de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB federal.
Gerencia uma obra iniciada sob Lula, em 2007. Nessa época, comandava a Integração Nacional Ciro Gomes, do mesmo PSB. Considenrado-se a rivalidade de Ciro com seu padrinho Eduardo, Bezerra até poderia ficar tentado a atirar para trás.
O diabo é que os projetos mal feitos não passaram apenas pela mesa de Ciro. Aprovou-os também Dilma Rousseff, à época chefe da Casa Civil e mandachuva do comitê gestor das obras do PAC. Assim, não resta a Bezerra senão espetar a nova conta no bolso do contribuinte em silêncio.


Matéria de Josias de Souza -  http://josiasdesouza.blogosfera

segunda-feira, 19 de março de 2012

A COPA DO MUNDO (2014) NÃO SERÁ NOSSA!



Para bem funcionar, um país precisa de regras. Se carece de leis e de quem zele por elas, vale a anarquia.  O Brasil  possui mais leis que população. Em princípio, nenhuma delas  pode contrariar a  lei maior – a Constituição. Só em princípio. Na  prática, e na Copa, a teoria é  outra. 

Diante do megaevento da  bola, tudo se enrola. A legislação corre  o risco de ser escanteada e,  se acontecer, empresas associadas à Fifa ficarão  isentas de pagar impostos. 

A lei da responsabilidade fiscal, que limita o endividamento, será flexibilizada para facilitar as obras destinadas  à  Copa e às Olimpíadas. Como enfatiza o professor Carlos Vainer, especialista em planejamento urbano, um município poderá se endividar para construir um estádio. Não para efetuar obras de saneamento... 

A  Fifa é um cassino.  Num cassino, muitos jogam, poucos ganham. Quem  jamais perde é o dono do  cassino. Assim funciona a Fifa, que se  interessa mais por lucro que por esporte. Por isso desembarcou no  Brasil com a sua tropa de choque para obrigar  o governo a esquecer  leis e costumes. 

A Fifa quer proibir, durante a Copa, a comercialização de qualquer produto num raio de 2 km em torno dos estádios. Excetos mercadorias vendidas pelas empresas associadas a  ela. Fica entendido: comércio local, portas fechadas. Camelôs e  ambulantes, polícia  neles! 

Abram alas á Fifa! Cerca de 170 mil pessoas serão removidas de  suas moradias para que se construam os  estádios. E quem garante que serão devidamente indenizadas? 

A  Fifa quer o povão longe da Copa. Ele que se  contente em acompanhá-la  pela TV. Entrar nos estádios será privilégio da  elite, dos  estrangeiros e dos que tiverem cacife para comprar ingressos em  mãos  de cambistas. Aliás, boa parte dos ingressos será vendida antecipadamente   na Europa. 

A Fifa quer impedir o direito à meia-entrada. Estudantes e  idosos, fora! E nada de entrar nos estádios com as  empadas da vovó ou a  merenda dietética recomendada por seu médico. Até água será proibido.  

Todos serão revistados na entrada. Só uma  empresa de fast food  poderá vender seus produtos nos estádios.  E a proibição de bebidas alcoólicas  nos estádios, que vigora hoje no  Brasil, será quebrada em prol da marca de uma  cerveja made in  usa. 

Comenta o prestigioso jornal Le Monde Diplomatique: “A recepção de um megaevento esportivo como esse  autoriza  também megaviolação de direitos, megaendividamento público e  megairregularidades.” 

A Fifa quer, simplesmente, suspender,  durante a  Copa, a vigência do Estatuto do Torcedor, do Estatuto do  Idoso e do Código de  Defesa do Consumidor. Todas essas propostas  ilegais estão contidas no Projeto  de lei  2.330/2011, que se  encontra no Congresso. Caso não  seja aprovado, o Planalto poderá  efetivá-las via medidas provisórias.

Se você fizer uma  camiseta com os dizeres “Copa 2014”, cuidado. A Fifa  já solicitou ao  Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro  de mais  de mil itens, entre os quais o numeral “2014”.  

(Não) durmam   com um barulho deste: a Fifa quer instituir tribunais de exceção  durante a  Copa. Sanções relacionadas à venda de produtos, uso de  ingressos e  publicidade. No projeto de lei acima citado, o artigo 37  permite criar  juizados especiais, varas, turmas e câmaras  especializadas para causas  vinculadas aos eventos. Uma Justiça  paralela!

Na África do Sul, foram  criados 56 Tribunais  Especiais da Copa. O furto de uma máquina fotográfica  mereceu 15 anos  de prisão! E mais: se houver danos ou prejuízo à Fifa, a culpa  e o  ônus são da União. Ou seja, o Estado brasileiro passa a ser o fiador da   FIFA em seus negócios particulares.

É hora de as torcidas  organizadas e  os movimentos sociais porem a bola no chão e chutar em  gol. Pressionar o  Congresso e impedir a aprovação da lei que deixa a  legislação brasileira no  banco de reservas. Caso contrário, o torcedor  brasileiro vai ter que se  resignar a torcer pela  TV. 




* Texto do Frei Beto *

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vasco da Gama


A Semana Santa de antigamente





Nos meus tempos de menino/adolescente que já  se vão longe, o  período da Quaresma era vivido com mais religiosidade e  com bem mais roupa. Explico melhor: da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa, diariamente, havia cultos religiosos na Igreja do Rosário, em Jaguaribe, com participação maciça da comunidade.  As imagens dos santos  eram cobertas de roxo. Os paramentos dos sacerdotes igualmente eram roxos e até os coroinhas  usavam uma tarja roxa para sinalizar, com o rigor que o período exigia, o  luto a  que todos estávamos submetidos. O povo ficava mais triste e fazia sacrifícios, como por exemplo, deixar de  ir à praia e até adiar festas de aniversário.

O domingo de Ramos  era, para mim, o rito mais bonito. De manhã, na missa das sete,  rezada por Frei Jorge, com  a igreja superlotada, os assistentes empunhavam  galhos de cróton, folhas de palmeira, palmas de  coqueiro ou ramos de oliveiras e saíam pelas ruas afora, dando uma volta inteira no quarteirão que circunda a Igreja.

Na quarta-feira de trevas, não tinha aula e minha mãe dizia que era proibido até tomar banho. Na quinta-feira  santa o Bispo, na Catedral e os padres, nas paróquias, lavavam os pés de alguns fiéis, numa cerimônia que se iniciou há mais de dois mil anos – como todos sabem. Na sexta-feira da Paixão, nada na cidade funcionava, a não ser os templos  católicos. O comércio não abria e os restaurantes (eram  poucos por sinal) cerravam suas portas, tanto quanto os postos de gasolina. Os cinemas exibiam a “Paixão de Cristo”,  em sessões contínuas, sempre arrancando lágrimas dos assistentes – mas ninguém morria do coração. O jejum (salvo o almoço de bacalhau) e a abstinência eram   rigorosamente obedecidos e até as rádios só tocavam músicas clássicas ou cânticos religiosos. A procissão do Senhor Morto era a maior da cidade e arrastava multidões, chovesse ou fizesse sol, todos querendo chegar mais perto do andor pra tocar nas chagas de Cristo.

O sábado era realmente o sábado de aleluia, quando acontecia a tão aguardada malhação do Judas, à época e ainda hoje,  um dos eventos de maior participação popular de Jaguaribe. Na vila dos motoristas,   os moradores das poucas casas existentes começavam a preparar o Judas ainda na quinta-feira,  tudo de forma organizada e com uma pitada de segredo – o nome do Judas escolhido só seria divulgado na última hora, geralmente um político derrotado nas eleições, um vulto nacional execrado pela sociedade ou mesmo um meliante que tivesse cometido um crime hediondo (coisa difícil de suceder, naquele tempo)

O boneco era confeccionado de pano, de corpo inteiro. O cuidado maior se concentrava no rosto do Judas,  que devia ter traços bem delineados para ajudar na identificação   da personalidade escolhida para a malhação.

Centenas de pessoas  se concentravam na praça onde, pendurado numa vara de mais de 4 metros de altura, o corpo de Judas balançava, devidamente protegido por uma guarda de homens determinados a evitar que alguém começasse a malhação antes do horário estabelecido. O espetáculo  ocupava praticamente toda a tarde, tempo suficiente para que o boneco – já no chão - ficasse inteiramente desfigurado de levar pontapés e do agarra-agarra dos meninos em busca dos bombons que eram colocados na cabeça do Judas.  
E o lugar se transformava  numa festa, em que não faltavam os vendedores de rolete,  de algodão japonês, de cavaco chinês, de amendoim e até de lustrosos e saborosos pães-doces que a gente consumia com caldo de cana tirado na hora.

Pra fechar as comemorações, assistia-se à missa do domingo de Páscoa e as famílias se reuniam para o aguardado almoço, em que não podia faltar o velho vinho  de mesa Imperial, do qual até eu – menino enxerido -  tomava um pouquinho, com que se encerrava aquela semana de outros tempos.


*Escrito por Carlos Pereira

Como era o Carnaval de Jaguaribe




Nos anos 40 e 50 do século passado, o Carnaval de Jaguaribe era o segundo melhor da cidade. Só perdia em animação para o Carnaval do Centro onde, na Praça 1817 e rua Visconde de Pelotas, acontecia o desfile dos blocos, troças e tribos indígenas e na Duque de Caxias reinava imponente o corso, feito por automóveis, camionetes e caminhões que rodavam cheios de gente fantasiada, num ir-e-vir que começava no sábado e só acabava na terça-feira à noite. Certa vez, consegui “amorcegar” uma carroceria de caminhão e me esbaldei em jogar lança-perfume nas meninas que se postavam nas calçadas da Avenida.


Depois das dez da noite, os foliões mais abastados iam para os bailes do Astréa ou Cabo Branco, enquanto a classe média se contentava com as matinês da AABB, dos Boêmios Brasileiros ou do Veteranos de Jaguaribe. Ainda acontecia um Carnaval no Rogers, mas deste eu tenho pouco conhecimento até porque Tambiá/Rogers ficava do outro lado da cidade e – como já disse e repetí – Jaguaribe era o meu mundo.


Lembro que todos aguardavam ansiosos, a tarde-noite de terça-feira, pois na Avenida Conceição, parece-me que por iniciativa de seu Manuel Pires (pai de Creusa Pires), todos os grandes clubes desfilavam obrigatoriamente.


Mas, antes de falar sobre esse desfile da Conceição, é preciso dar mais asas à imaginação e relembrar o não menos famoso “bloco dos homens vestidos de mulher” – hoje chamados de Virgens de Tambaú, Peruas do Valentina ou bloco urso-gay. Eram jovens de Jaguaribe que, na segunda-feira de manhã, faziam ponto na Vasco da Gama, ali no trecho entre a rua da Concórdia e a Minas Gerais, onde hoje há um posto de gasolina da Esso. Com um belo estandarte em que aparecia um homem de vasto bigode, vestido de mulher, os rapazes jaguaribenses botavam saia, muito justas, cabelos compridos às vezes com longas tranças e, o principal, armavam com duas quengas de côco, generosos e exuberantes sutiãs, blusas decotadas e meias que iam até às coxas, pintavam o rosto destacando um batom forte sobre os lábios – e estavam pronto(a)s para o desfile que percorria todo o quadrilátero principal do bairro: Vasco da Gama, Coelho Lisboa, rua João da Mata, rua das Trincheiras, rua da Palmeira, Aderbal Piragibe e aí voltando à Vasco da Gama onde havia a dispersão – centenas de pessoas, a maioria parentes do artistas, esperando o bloco dividindo a recepção entre aplausos e apupos.


O desfile da avenida Conceição começava às 4 da tarde com os chamados blocos menores. E a festa ia até às 10 da noite, a multidão se comprimindo para ver, de perto, as grandes atrações – os Piratas de Jaguaribe, a escola de samba Noel Rosa, a tribo indígena Africanos da Torre e, para fechar a festa, como o espetáculo maior - o mais aguardado e sobretudo o mais aplaudido, o famoso “Esquadrilha V”, que brilhava com o seu criativo carro alegórico, pioneiro do carnaval de João Pessoa - um avião com cabine, fuselagem, asas e tudo o mais, além dos pilotos trajados a caráter.


Quando o Esquadrilha V terminava de desfilar, a gente sabia que estava na hora de voltar pra casa. E que, naquele momento, tinha acabado mais um carnaval.

- Escrito por Carlos Pereira. 

terça-feira, 13 de março de 2012

SINTOMAS REVELADORES




1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro, semente de linhaça e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura + suplementos...

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, Yakult e similares..

6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.
7.. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, E e ferro.
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite
11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO, DEPRESSÃO, VONTADE DE MORRER


O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho, dinheiro!!!
ONDE OBTER: Se eu soubesse não tinha todos esses sintomas....


Este texto me foi enviado por Clodoaldo, lá de Garanhuns a terra do frio. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

CAMPANHA PARA DOAÇÃO DE SANGUE







Meus queridos amigos, a Ordem Demolay na Paraíba está realizando segunda, 19 de Março de 2012, uma Campanha Estadual de Doação de Sangue, em cada cidade onde estão presentes nossos membros, terão postos de coleta. Essa campanha vem para homenagear o Dia Nacional da Ordem Demolay, e para divulgar para a sociedade paraibana os trabalhos filantropicos que nossa ordem realiza não somente aqui na PB mas em todo o Brasil e em vários países do mundo.


Convoco voces, demolays, a familia maçonica, amigos e familiares a nos ajudarem nessa campanha. Conhecemos um pouco da dificuldade que é para quem precisa conseguir uma bolsa de sangue, por isso VAMOS JUNTOS doar VIDA!!



Quem não estiver em alguma das cidades onde vao ter as coletas, em qualquer lugar do Brasil, doe na cidade em que estiver, tire fotos e depois nos envia! O que vale é o Ato de doar, não importa onde vai ser nem muito menos o sotaque.




Convidem seus AMIGOS E FAMILIARES!!




CONTAMOS COM VOCES!!!


* Mensagem enviada por Ronaldo Albuquerque Filho







Nelson Piquet - A foto na história




Nelson Piquet ganhou três dos 13 campeonatos de Fórmula-Um que disputou. Em 1981, 1983 e 1987. Subiu ao pódio 60 vezes, largou na primeira fila em 24 Grand Prix, venceu 23 e ao longo de sua carreira somou 482 pontos, nos 46 mil quilômetros que percorreu. Nessa foto, o tri-campeão mundial posa confiante na vitória antes da primeira prova da temporada de 1988. O autódromo é o de Jacarepaguá, no Rio, que atualmente tem o seu nome. 
Como foi – José Luiz Moreno e Nelson Piquet eram cariocas e tiveram de trocar o Rio por Brasília. O primeiro, acompanhando a mãe funcionária. O segundo, o pai deputado federal. Ficaram amigos na sala do colégio. Na época do ginásio, Moreno foi trabalhar com jornalismo. Nelson, com automobilismo. Piquet foi campeão de kart logo nas primeiras competições. Depois, ingressou na Fórmula Super-Vê e seguiu sendo campeão. Moreno foi ser fotógrafo d’O Globo, jornal em que eu também trabalhava.
Nos fins-de-semana me arrastava para acompanhá-lo ao autódromo de Brasília, do Rio de Janeiro, Goiânia, Paraná, São Paulo, Brasil a afora. Foi assim que fotografei as primeiras vitórias de Nelsinho. Piquet foi para a Inglaterra, ganhou as pistas do mundo e conquistou três vezes o título mundial de Fórmula-Um. Transformou-se num dos maiores pilotos do automobilismo, para alegria de milhões de admiradores e de Moreno, o fã número um.
Em 3 de abril 1988, mais de uma década depois da primeira vez que fotografei Nelsinho campeão, eu estava no autódromo de Jacarepaguá para cobrir a abertura da temporada daquele ano. Agora correndo pela Lotus-Honda, Piquet tentava repetir o título do ano anterior, chegando à frente de todos. Nos boxes, antes da largada, quando posava diante do grupo de fotógrafos, o campeão perguntou pelo velho amigo José Luiz.
 Moreno preferiu ficar em Brasília e assistir a performance do colega de escola pela tevê. Tinha receio de o coração na suportar tanta emoção. E foi muita emoção. Ao fim da prova, Nelson Piquet subiu ao pódio. Ficou em terceiro lugar, ao lado de Alain Prost e Gerhard Berger. Os dois outros brasileiros, Maurício Gugelmin e Ayrton Senna não chegaram ao fim. Mas Senna foi campeão da F-1 naquele ano.


Texto e foto de Orlando Brito - www.orlandobrito.com.br

Collor - A foto na história




Fernando Collor de Mello chega ao topo do parlatório do Palácio do Planalto no dia de sua posse. Era o primeiro contato com o povo após ser eleito chefe-da-nação. 15 de março de 1990
Como foi – A Veja destacou-me para cobrir a campanha de Fernando Collor. De junho a dezembro daquele ano, cobri os principais lances de sua corrida para a Presidência. Conseguimos um lugar praticamente cativo no jatinho de Collor para que eu pudesse registrar de perto a evolução de sua campanha. Foi no Challenger que viajamos o país inteiro. Na primeira viagem que fiz, ele tinha somente um por cento da preferência do eleitorado, segundo as pesquisas dos institutos estatísticos da época. Impressionante sua interação com o público, onde quer que fosse. Foi eleito. No dia de sua posse, consegui um lugar na janela do Palácio. Isto me possibilitou fazer essa foto aí: Fernando Collor em seu primeiro contato com a multidão vestindo a faixa presidencial.




Texto e foto de Orlando Brito  - www.orlandobrito.com.br 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pai, começa o começo






Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes,  dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.  

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis…..


Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:  “Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o  começo.




Nota: Esta mensagem roda o mundo, através da internet, mas não a conhecia. Recebi hoje do Irmão Gomes e resolvi postar.

domingo, 4 de março de 2012

CUIDADO COM SEU VOTO

Este vídeo me leva a refletir sobre a questão do voto e seus compromissos. É fato que a movimentação de descontentamento popular tem feito mudanças expressivas na Lei eleitoral, mas ainda é pouco. Na campanha o candidato se apresenta como um salvador da pátria, aquele que tem o segredo para resolver todas as dificuldades do povo, mas ao se eleger tira a máscara e apresenta a verdadeira face. É sempre assim.

Antes, chama o opositor de desonesto, despreparado e fraco. Depois, ja com o diploma na mão, faz exatamente ao contrário do que falou. Troca o discurso e começa a usar o "cheque em branco" que recebeu da forma que melhor achar. Acredito que tenhamos que acrescentar na Lei que promessa de campanha não cumprida possa gerar  processo de cassação. Poucos ousariam mentir tanto para alcançar o poder.

Percebo que não existe candidato com projeto de governo que seja cumprido na sua integralidade, contudo, nunca deixa de lado o projeto de poder, de arrasar com o adversário, de tomar conta do erário e de perpetuar a família no peito gordo da política. Se bem verificarmos, quase a totalidade dos politicos se tornam profissionais neste ofício, esquecendo a que se destinou nos estudos e suas vocações no mercado de trabalho.

Vamos ficar atentos com candidato bonzinho, candidato que tudo promete e compra voto com dentadura e paga conta de água e luz. No dia da eleição ao apertar o botão verde do "confirma", nós podemos estar decretando a falência civil e moral da nossa família.

Abaixo tem um vídeo do Lula, que antes de ser eleito detonava e não aceitava a distribuição de cesta básica e dinheiro para famílias de baixa renda. Ao se eleger fez exatamente o inverso. A imagem é do Lula, mas poderia ser de qualquer outro político, pois todos fazem da mesma maneira. Nenhum respeita o povo e honra o que promete.