terça-feira, 26 de junho de 2012

DIÓGENES: "PROCURO UM HOMEM HONESTO"




O velho (e sábio) Diógenes, na Grécia Antiga, estava certo. De lanterna a azeite em punho, andava pelas ruas de Atenas, em plena luz do dia, à procura dos homens virtuosos. 

De lá para cá, passados quase 3,5 mil anos, a realidade parece ser a mesma… Onde estão a honradez, a decência, o espírito público, a ética? Em que recôndito se escondem os homens de bem, que, tímidos, se acovardam diante de pessoas astutas, audaciosas, instigantes? 

Ao espaçarmos o olhar por nossa época, nossas instituições, nossos homens públicos, que retrato descreveríamos? O que contamos aos nossos filhos e alunos, diante de mais um escândalo que pipoca na mídia? Há quem diga que os escândalos alimentam a sanha de curiosidade popular,e são mera cortina de fumaça para encobrir o que realmente importa.

Seria concentrar-se nas formigas que estão rastejando no chão, enquanto passa, ao lado, uma manada de elefantes. Pergunto-me: onde estão os “lanterneiros” e, por extensão, os homens honrados? Quando eles se pronunciarão? A “casa pública” está ruindo, as instituições – muitas seculares – estão doentes e seus “intérpretes” parecem figurar constantemente “à margem da lei e da ordem”, confiantes na impunidade.

Sabemos bem dos “defeitos humanos” e ansiamos por encontrar, ao lado deles, minorando-os, as virtudes tão bem descritas por Aristóteles em seu tempo, que não são inatas, mas se adquirem com o tempo e com a prática constante. 

Estamos em ano de eleições, façamos como Diógenes, peguemos nossa lanterna e saiamos à procura do homem honesto, ou, menos corrupto. Votemos com consciência. Chega de barganhar o voto!


Fonte: http://delicada08-colchaderetalho.blogspot.com.br/


REFORMA AEROPORTO: VAI SOBRAR DINHEIRO




Procuradora Militar: Obras do Exército são exemplo


A procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, visitou ontem as obras militares no Aeroporto de Guarulhos e, ao final de uma vistoria de três horas, disse que elas  “são motivo de orgulho, não só para o Exército mas para todo o Brasil”.

Ela ficou especialmente impressionada como fato de a equipe do “Destacamento Guarulhos” não apenas ter concluído a maior parte das obras antes do prazo, mas tê-las realizado com menos recursos do que os previstos em orçamento – cerca de 35% a menos, o que representou uma economia para os cofres públicos de R$ 150 milhões.

“Está havendo devolução de dinheiro público, isso é uma coisa formidável”, disse a procuradora, em entrevista exclusiva ao DG. “É a primeira vez que eu vejo isso.” 

Segundo ela,  o papel do Ministério Público Militar não é apenas apontar e punir eventuais erros de militares, “mas também aplaudir o que está certo”. 

“Vim até aqui para verificar in loco as obras e dar um testemunho, para que este exemplo se espalhe”, disse.

Informou que fará um relatório a respeito do que viu e o encaminhará ao comandante do Exército, general Enzo Peri. 

As obras em questão são duas: a reforma da pista principal de 3.700 m por 45 m de largura, que já foi concluída entregue em dezembro (antes do prazo); e a terraplenagem e preparação do pátio de aeronaves do futuro Terminal Três do Aeroporto, numa área de 300 mil m2. 

A obra do pátio deverá ficar pronta até o início do próximo ano, com seis meses de antecedência, segundo o coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, comandante da equipe militar (hoje, 80 pessoas) que coordena a operação, em conjunto com empreiteiras civis.

As duas obras estavam orçadas, inicialmente, em R$ 430 milhões; ao final, deverão custar cerca de R$ 280 milhões.

A procuradora foi recebida no Aeroporto, nesta quinta, 22, pelo general de brigada Wagner Oliveira Gonçalves, diretor de Obras de Cooperação do Departamento de Engenharia do Exército, e pelo tenente-coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, comandante da equipe de soldados e oficiais que toca as obras militares em Guarulhos. 

Ela é procuradora há 17 anos e está concluindo (em abril) seu segundo mandato como chefe do Ministério Público Militar. Antes, foi promotora de justiça do Rio de Janeiro, seu estado de origem.



Fonte: http://www.diariodeguarulhos.com.br

segunda-feira, 25 de junho de 2012

TRANSAMAZÔNICA - KM ZERO


Reinaldo Muribeca, um homem de vanguarda, buscando qualidade de vida vai nos mostrando parte da nossa história. Poucos sabem que a Transamazônica inicia em Cabedelo.






Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devido às suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4 223 km de comprimento, ligando Cabedelo, na Paraíba à Lábrea, no Amazonas, cortando sete estados brasileiros; ParaíbaCearáPiauíMaranhãoTocantins,Pará e Amazonas. Nasce na cidade de Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. É classificada como rodovia transversal. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.


HISTÓRIA


Planejada para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 30 de agosto de 1972. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração. Depois o projeto foi modificado para 4 977 km até Benjamin Constant, porém a construção foi interrompida em Lábrea totalizando 4 223 km.

Os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Alguma informação era obtida apenas nas visitas ocasionais a algumas cidades próximas. O transporte geralmente era feito por pequenos aviões, que usavam pistas precárias.

Por não ser pavimentada, o trânsito na Rodovia Transamazônica é impraticável nas épocas de chuva na região (entre outubro e março). O desmatamento em áreas próximas à rodovia é um sério problema criado por sua construção. É o sonho de muitos jipeiros, pois sua precariedade instiga aos mais aventureiros sua travessia em veículos off-road.


CARACTERÍSTICAS


A BR-230 ou Transamazônica é uma rodovia transversal e considerada a terceira mais longa rodovia do Brasil com 4 223 km de extensão, ligando cidade portuária de Cabedelo na Paraíba ao município de Lábrea, no Amazonas cortando algumas das principais cidades do estado do Pará: Marabá,Altamira e Itaituba. Na Paraíba representa o principal eixo de circulação de pessoas e mercadorias entre seus municípios, tendo como referencial o porto de Cabedelo e as cidades de João Pessoa e Campina Grande, os maiores pólos econômicos do estado. Percorre o solo paraibano por 521 km, com boa condição de tráfego até a divisa com o estado do Ceará.

O segmento de 147,6 quilômetros de extensão entre Cabedelo - onde se encontra o seu marco 0 - e Campina Grande, passando pela Grande João Pessoa que congrega os municípios de Bayeux, Santa Rita e Várzea Nova, dentre outros, foi duplicado no governo FHC, facilitando o escoamento dos produtos agrícolas e industriais, agilizando o comércio e incentivando o turismo.


Fonte: http://pt.wikipedia.org
Foto:  Reinaldo Muribeca

sábado, 23 de junho de 2012

SERTÃO CASTIGADO PELA SECA E PREFEITURAS COMEMORANDO


O texto abaixo reproduz o momento de uma das maiores estiagem do Estado de Alagoas. Lembrei do grito solitário do Padre Djacy Brasileiro ( @Padredjacy ), que clama no deserto pela consciência dos nossos governantes. Na Paraíba, em Alagoas, e alhures mudam apenas as personagens o teatro é sempre o mesmo. Até quando meu Deus? 




O ano de 2012 já entrou para a história como um dos anos de maior estiagem no sertão nordestino. Especialistas dizem que secas tão sevaras ocorrem a cada 30 anos, em média. A última teria ocorrido entre 1983 e 1984.

A falta de chuva é a culpada pelas mazelas do homem sertanejo. Por causa dela não é possível o plantio e nem a pesca nos parcos rios. Transformando o povo lutador do interior nordestino num sofredor, passando pelas piores auguras: a fome e a sede.

Historicamente o sertanejo enfrenta períodos de escassez de água e, justamente por isso, não raras vezes o poder público consegue vencer eleições baseando sua plataforma em promessas de combate à seca, como é o caso do “canal do sertão” – obra que já se arrasta por longos 20 anos.

Entretanto, enquanto o povo sertanejo sente sede e fome em decorrência de mais uma severa seca, prefeitos de muitos dos municípios atingidos pela estiagem se dedicam a festas, inaugurações e contratações supérfluas diante das necessidades primárias de seus administrados.

Ao passo que o povo precisa de abastecimento de água por carros pipa, de ração para os animais, de cestas básicas e água mineral, as prefeituras municipais de Delmiro Gouveia, Piranhas, Belo Monte, Monteirópolis,Ouro Branco, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, Feira Grande, entre outras, acharam razoável investir (ou seria gastar?) em festas de emancipação, inaugurações, ou “arraiás” juninos.

Pois é, caros leitores. Enquanto a política romana, nos áureos tempos de seus “Cíceros”, já se baseava no “pão e circo”, as municipalidades alagoanas encostam-se em programas nacionais de “bolsa miséria”, enquanto ilude o povo com o melhor forró que o dinheiro público pode pagar.

Copiei o texto acima na página da Candice Almeida. Alagoana, Advogada, tem twitter (@CanAlmeida ) e pelo visto não se vende e não se rende. Veja estas e outras: http://canalmeida.wordpress.com/



terça-feira, 19 de junho de 2012

A FÁBRICA DE DINHEIRO



Conforme o IBPT - Istítuto Brasileiro de Planejamento Tributário, Além dos impostos, listados abaixo, você paga de 15 a 27,5% do seu salário a título de imposto de renda, paga o seu plano de saúde, colégio dos filhos, IPVA, IPTU, INSS, FGTS,  etc... e não tem direito a saúde, educação e segurança públicas com qualidade

Isso está aí há muitos anos e ninguém faz nada para mudar!!!

Até quando vamos aceitar essa roubalheira? Até quando vamos trabalhar para sustentar essa corja de corruptos? Até quando vamos deixar os corruptores impunes?

Enquanto o povo não se mobilizar para uma revolução interna, através dos meios legais, postos à sua disposição "ELES" continuarão nos fazendo de escravos ou de otários. Pois para "ELES" é isso que somos.



PRODUTO                            % Tributos/Preço final


Passagens aéreas 
8,65%
Transporte Aéreo de Cargas
8,65%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros
16,65%
Transporte Rod. Interestadual Cargas
21,65%
Transp. Urbano Passag. - Metropolitano 
22,98%

CONTA DE ÁGUA 

29,83%


MEDICAMENTOS 
36%
Motocicleta de até 125 cc
44,40%
CONTA DE LUZ 
45,81%
CONTA DE TELEFONE 
47,87%
Motocicleta acima de 125 cc
49,78%
Gasolina 
57,03%
Cigarro 
81,68%

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
 
Carne bovina
18,63%
Frango
17,91%
Peixe 
18,02%
Sal 
29,48%
Trigo 
34,47%
Arroz 
18,00%
Óleo de soja 
37,18%
Farinha
34,47%
Feijão 
18,00%
Açúcar 
40,40%
Leite 
33,63%
Café 
36,52%
Macarrão 
35,20%
Margarina 
37,18%
Margarina 
37,18%
Molho de tomate 
36,66%
Ervilha 
35,86%
Milho Verde 
37,37%
Biscoito 
38,50%
Chocolate 
32,00%
Achocolatado 
37,84%
Ovos
21,79%
Frutas
22,98%
Álcool 
43,28%
Detergente 
40,50%
Saponáceo 
40,50%
Sabão em barra 
40,50%
Sabão em pó 
42,27%
Desinfetante 
37,84%
Água sanitária 
37,84%
Esponja de aço
44,35%

PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
 
Sabonete 
42%
Xampu 
52,35%
Condicionador 
47,01%
Desodorante 
47,25%
Aparelho de barbear 
41,98%
Papel Higiênico 
40,50%
Pasta de Dente 
42,00%

MATERIAL ESCOLAR 
 
Caneta 
48,69%
Lápis 
36,19%
Borracha 
44,39%
Estojo 
41,53%
Pastas plásticas 
41,17%
Agenda 
44,39%
Papel sulfite 
38,97%
Livros 
13,18%
Papel
38,97%
Agenda 
44,39%
Mochilas 
40,82%
Régua 
45,85%
Pincel
36,90%
Tinta plástica 
37,42%

BEBIDAS 
 
Refresco em pó 
38,32%
Suco 
37,84%
Água 
45,11%
Cerveja
56,00%
Cachaça 
83,07%
Refrigerante
47,00%
CD 
47,25%
DVD
51,59%
Brinquedos
41,98%


Sapatos 
37,37%
Roupas 
37,84%
Aparelho de som 
38,00%
Computador 
38,00%
Fogão 
39,50%
Telefone Celular
41,00%
Ventilador 
43,16%
Liquidificador 
43,64%
Batedeira
43,64%
Ferro de Passar 
44,35%
Refrigerador 
47,06%
Vídeo-cassete
52,06%
Microondas 
56,99%








segunda-feira, 18 de junho de 2012

Relógio Solar - João Pessoa e seus 400 anos


Fiquei surpreso ao saber que temos um monumento erguido em alusão aos 400 anos da cidade de João Pessoa, completados em 1985. Trata-se de um relógio solar, erguido na praça Napoleão Laureano, no Varadouro, na frente da estação de trem. Me informei, ainda, que o projeto vencedor, através de concurso da Prefeitura Municipal, que era dirigida por Oswaldo Trigueiro do Vale, foi do Arquiteto/Professor Hélio Costa Lima. A praça é tombada, mas encontra-se em péssimo estado de conservação e que nas proximidades funciona uma feira de compra e venda de carros usados. Contudo, segundo informou a Rosangela, Arquiteta da Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa, já existe direcionamento no sentido de restauração daquele logradouro. 












terça-feira, 12 de junho de 2012

A ilha

Acredito que o Orlando Britto registrou esta cena nas pedras, próximo a Praça de Iemanjá, na Praia do Cabo Branco. 

Qualquer – aliás, toda – imagem representa algo, comunica uma idéia, tem alguma coisa a dizer


Dia desses, enquanto meu avião não decolava e ainda estava autorizado o uso de notebooks antes do vôo, resolvi fazer um giro pela Internet, preencher o atraso no aeroporto com algo produtivo. Acabei parando numa página da WWW que recordava um trecho da obra do poeta inglês John Donne, do século dezesseis. Sua poesia inspirou o escritor Ernest Hemingway, quando escreveu o livro “Por Quem os Sinos Dobram”: – Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é uma parte do continente, parte do todo…

Três ou quatro horas depois, eu estava caminhando na orla de João Pessoa observando a beleza do Atlântico e com a citação que lera pouco antes fixa em minha memória. Foi quando me deparei com essa cena aí, o gordinho solitário isolado e absorto na pequena piscina cercada de pedras que a maré baixa construiu. Enquanto fazia a foto, sorria satisfeito com a coincidência do que estava vendo com os escritos da literatura.

Sexta-feira, 3. setembro 2010

Fonte: www.orlandobritto.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Heron Cid - Quatro anos e 23 dias depois

Jovem, sempre impondo a voz como quem já sabe onde vai chegar. Centrado, profissional graduado, comentarista politico e conciliador, acredito...  Esta é parte da biografia de Eron Cid. Não o conheço, mas gostaria de fazer um questionamento ao estimado leitor, sobre a postagem do aludido radialista, então blogueiro, mesmo que seja quatro anos e vinte e três dias depois....   Ele estava certo? 





Cássio: fraqueza e resistência




É impressionante ver um político como Cássio Cunha Lima, jovem, no segundo mandato do maior posto da hierarquia estadual, dono de imensurável empatia popular, agora acuado, sem poder de fogo e perdendo as últimas forças que lhe restam.

Dizer isso não é exagero ou provocação, mas é chegar a uma conclusão nua e crua. O xadrez político-eleitoral de 2008 deixa a situação muito clara.

O governador ver se esvair por suas mãos partidos que integram seu governo, mesmo com cargos na administração estadual, e indo de encontro ao projeto (2008/2010) audacioso do socialista Ricardo Coutinho (PSB).

Acossado por ações na Justiça Eleitoral e respirando no balão de oxigênio de duas liminares do TSE, Cássio pouco ou nada pode fazer. Por uma razão muito simples: fragilizado como está, o governador fica sem condições de colocar a "faca no buxo" dos aliados e dizer: ou fica com meu candidato em João Pessoa ou entregue os cargos no Governo.

Além disso, Cunha Lima sabe que precisa chegar em 2010 com o mínimo de arestas partidárias possível para pleitear o mandato de senador da República. Então, é melhor engolir muitos sapos agora do que impor condições e perder 'todo mundo' definitivamente.

Essa lógica é compreendida por muitos tucanos do bico grosso. Integrante da cúpula do PSDB na Paraiba outro dia me confessava: "a gente não concorda com essa liberação de Cássio, mas por outro lado entendemos as circunstâncias que ele convive".

Os partidos que hoje fazem jogo duplo (dizem apoiar o Governo do Estado, mas votam com Ricardo Coutinho em João Pessoa), só estão fazendo isso agora porque sabem a situação delicada que o governador passa.

Por que não agiram assim em 2004, quando Cássio estava no início do Governo Estadual e com o controle absoluto da situação, ainda que começando a amargar profundo desgaste, fruto da briga com o Correio da Paraíba?

Tudo bem que todas essas legendas (PDT, PTB e PPS) tenham todo o direito de votar em quem quiser para prefeito. O melhor é se tivessem a coragem de jogar limpo e romper de uma vez com o tucanato rumo aos braços de Ricardo Coutinho e da provável candidatura do "mago" ao Governo do Estado, em 2010. Seria mais coerente e afastaria a imagem de oportunismo e dubiedade.

A promessa

Como dizia no começo deste comentário, Cássio Rodrigues da Cunha Lima tinha tudo para ser o melhor governador da história deste Estado. Currículo vitorioso, administração festejada em Campina Grande, herdeiro da força política do pai, Cássio vendeu o discurso da renovação, mas não conseguiu (pode até ter tentado) romper com as velhas práticas que cercam a política paraibana.

É bem verdade que fez o Estado avançar em alguns pontos. Tem conseguido dialogar com todas as categorias do funcionalismo estadual e oferecer ganhos positivos, o que não ocorreu no Governo de seu antecessor.

Exemplo ilustrativo foi a greve das Polícias recentemente. Sentou com todos, ouviu as categorias e deu as propostas que o Estado considera possíveis de se cumprir. Resultado: sem muitos traumas, o movimento cessou e a greve acabou. Não foi preciso Exército e nem instalação de processos contra os grevistas.

Erro de avaliação

Mas por que Cássio não consegue mostrar a sociedade algum mérito do seu Governo? Talvez por ter do outro lado uma Oposição combativa, que não lhe dá sossego um instante, e sofrer contra-ponto diário de um Sistema de Comunicação (o maior do Estado) que tem coragem de mostrar todos os defeitos e erros da gestão estadual, o que há muito tempo não acontecia no Estado com tanto vigor.

Fazer do Correio da Paraíba um inimigo a ser combatido certamente foi o maior erro de avaliação do governador paraibano. Cássio achava que quebraria o conglomerado de Roberto Cavalcanti perseguindo as empresas com CPI, cortando publicidade e pressionando anunciantes ligados ao grupo Cunha Lima a retirar anúncios.

A ação teve efeito colateral: de 2003 pra cá foi a fase de maior crescimento de audiência do Sistema Correio e consolidação de novos empreendimentos e projetos. Enquanto isso, ao longo desses anos Cássio só vem angariando desgaste profundo. Até chegar ao ponto de ficar sem condições de sequer manter um anêmico PPS na sua base de apoio em João Pessoa.

Resistência

Ainda mais impressionante é assistir ao governador, sendo alvo de um furacão ininterrupto, ainda vendendo a imagem de que está vivo e não vai se entregar fácil. Resistir a dor de cabeça de graves processos na Justiça, constantes denúncias de corrupção eleitoral, e recheado noticiário desfavorável, não é coisa pra qualquer um.

Muitos já teriam jogado a toalha. Cássio pelo menos tenta se manter imponente, rosado, inabalável e disposto a lutar até as últimas consequências para se manter de pé, embora até ele saiba que a queda é algo que não se pode ignorar, por razões evidentes.




O texto acima foi publicado por Eron,  em 19 de maio de 2008,  no seu blog.
 (http://heroncid.blogspot.com.br)


Raízes profundas


Raízes profundas

É bastante comum ouvir pessoas maduras afirmar que sofreram muito em sua infância ou em sua adolescência e que, de maneira alguma, desejam o mesmo para seus filhos. Recordam ter iniciado cedo a trabalhar para auxiliar nas despesas do lar, dos desejos que jamais foram concretizados, como a bola de futebol, a bicicleta nova, a viagem de recreio. 
Lembram de certas privações, de não terem tido privacidade quanto gostariam, porque necessitavam dividir o quarto com os irmãos, pela falta de espaço na casa dos pais. Recordam, e recordam com certa amargura, o que lhes constituiu dificuldades e reafirmam que tudo farão para que seus filhos não tenham que experimentar nada daquilo. 
Por isso mesmo, crescem os meninos e meninas sem maiores problemas. Vão à escola, levam dinheiro para o lanche, nem sempre saudável, viajam nas férias, brincam e folgam. Nada lhes falta, para que não sofram, para que não se frustrem, para que não tenham decepções. Nada em esforço lhes é exigido. Nada que desejem deixam de receber. 
Vendo tantos pais assim proceder, recordamo-nos de um médico americano que, além de curar os seus doentes, tinha por objetivo transformar o terreno de sua casa em uma floresta. 
Vivia a plantar árvores. Bastava retornar do hospital, e das visitas rotineiras aos pacientes, para se enfiar em um macacão, colocar um chapéu de palha na cabeça, luvas nas mãos e sair para o quintal. O inusitado não era o passatempo do médico, mas a forma como ele tratava as árvores novas. Ele não as regava. Dizia que regar as plantas fazia com que crescessem com raízes superficiais. 
As árvores que não eram regadas, dizia, necessitavam de criar raízes profundas para procurar umidade. Isto lhes concedia maior firmeza. 
Falava com as árvores e as motivava a crescer fortes, a fim de enfrentar os ventos frios, as tempestades. E as árvores se tornavam rijas, parecendo dizer que as adversidades e as privações as tinham beneficiado. 
Nossos filhos, como as árvores do bom médico, talvez encontrem adversidades na vida. 
Talvez tenham que percorrer caminhos difíceis, enfrentar ventos frios de solidão, de desesperança. 
Eles também necessitam de criar raízes profundas, de modo que não sejam abatidos quando as chuvas caírem e os ventos soprarem fortes, tentando derrubá-los. 
Aprendamos a dizer não, vez ou outra, a fim de que os nossos filhos aprendam que nem tudo lhes estará sempre disponível. 
Mesmo que não seja necessário, confiemos a eles tarefas, exigindo que as executem, para treinar responsabilidade. 
Em síntese, ensinemos nossos filhos a andar sozinhos, a enfrentar problemas, a lutar pelo que desejam, para que enrijeçam o caráter e cresçam fortes como o carvalho e sejam firmes como a rocha.
Pais e mães reflitamos no fato de que criamos nossos rebentos para a vivência do mundo, na sociedade.
Assim, ofertemos a eles a melhor estrutura, ensinando-os a cooperar no lar, para que aprendam amanhã a cooperar no mundo.
Pensemos nos tempos difíceis do mundo e preparemos nossos filhos para que os enfrentem com vigor.
Ocupemos as suas mãos com o trabalho honrado, coloquemos em suas mentes a luz do Evangelho e os ensinemos a valorizar o tempo, o dinheiro, a saúde, a inteligência, tudo enfim de que sejam dotados.

Em tempo: Recebi do amigo e Irmão Gliberto e divido com os leitores. 

sábado, 9 de junho de 2012

Um discurso vitorioso




Embora desapontado com a derrota, McCain diz que permanece um servo dos EUA; leia discurso...



John McCain, candidato republicano derrotado nas eleições presidenciais americanas realizadas nesta terça-feira (4), disse que "é natural sentir algum desapontamento". O candidato perdeu para o democrata Barack Obama, que se tornou o primeiro Presidente negro e o 44º da história dos Estados Unidos.

"Eu não sei o que mais eu poderia ter feito para tentar vencer essa eleição (...) Mas não vou gastar um minuto do futuro lamentando o que poderia ter sido", disse McCain, em discurso feito ontem em Phoenix (Arizona). "Hoje, fui um candidato ao posto mais alto do país que amo tanto. E esta noite permaneço um servo. Isso é benção suficiente para qualquer um, e eu agradeço ao povo do Arizona por isso."

Leia abaixo a íntegra do discurso:


"Obrigado. Obrigado, meus amigos. Obrigado por virem aqui, nesta bela noite do Arizona.
Meus amigos, nós --nós chegamos ao fim de uma longa jornada.

O povo americano falou, e falou claramente. Há pouco, tive a honra de telefonar para o senador Barack Obama para parabenizá-lo.

Em uma disputa tão longa e difícil quanto foi a dessa campanha, o sucesso dele demanda meu respeito por sua habilidade e perseverança. Mas, que ele tenha obtido sucesso ao inspirar as esperanças de tantos milhões de americanos que acreditaram erroneamente que tinham pouco em jogo ou pouca influência na eleição de um presidente americano, é algo que admiro profundamente e o elogio por alcançar.

Esta é uma eleição histórica, e reconheço o significado especial que ela tem para os afro-americanos e para o orgulho todo especial, que deve ser deles nesta noite.

Sempre acreditei que os Estados Unidos oferecem oportunidades para todos os que são trabalhadores e que têm vontade de trabalhar. O senador Obama acredita nisso também.

Mas ambos reconhecemos que, embora tenhamos avançado muito desde as velhas injustiças que já mancharam a reputação de nosso país e negaram a alguns americanos as plenas benesses da cidadania americana, as lembranças delas ainda têm poder para machucar.

Um século atrás, o convite do presidente Theodore Roosevelt a Booker T. Washington para jantar na Casa Branca foi visto como um ultraje em muitos lugares.

A América está hoje a um mundo de distância do fanatismo cruel e apavorante daqueles tempos. Não há melhor prova disso do que a eleição de um afro-americano para a presidência dos Estados Unidos.

Que não haja razão agora para que qualquer americano deixe de celebrar sua cidadania nesta que é a maior nação da Terra.

O senador Obama alcançou um grande feito para si mesmo e para este país. Eu o aplaudo por isso, e ofereço a ele meus sinceros sentimentos, por sua avó não ter vivido para ver este dia. Embora nossa fé nos assegure que ela repousa na presença do Criador e está muito orgulhosa do bom homem que ela ajudou a criar.

O senador Obama e eu tivemos e discutimos sobre nossas diferenças, e ele prevaleceu. Sem dúvida muitas dessas diferenças permanecem.

Estes são tempos difíceis para o nosso país. E eu prometo a ele esta noite fazer tudo em meu poder para ajudá-lo a nos liderar através dos muitos desafios que vamos encarar.

Peço a todos os americanos que me apoiaram que se juntem a mim não apenas para parabenizá-lo, mas para oferecer ao nosso próximo presidente nossa boa vontade e nossos esforços mais honestos para encontrar modos de nos unirmos a fim de efetuarmos os compromissos necessários para superar nossas diferenças e ajudar a restaurar nossa prosperidade, defender nossa segurança em um mundo perigoso, e deixar para nossos filhos e netos um país melhor e mais forte do que o que herdamos.

Sejam quais forem nossas diferenças, somos todos americanos. E por favor acreditem em mim quando digo que nenhuma ligação jamais significou mais para mim do que essa.

É natural. É natural, nesta noite, sentir algum desapontamento. Mas amanhã teremos de seguir adiante e trabalhar em conjunto para colocar nosso país em movimento de novo.

Lutamos --lutamos tão duro quanto pudemos. E embora tenhamos chegado perto, a falha foi minha, não de vocês.

Estou tão profundamente grato a todos vocês pela grande honra do seu apoio e por tudo que vocês fizeram por mim. Eu gostaria que o resultado tivesse sido diferente, meus amigos.

A estrada foi difícil desde o começo, mas o seu apoio e amizade nunca se abalaram. Não poderia expressar de modo adequado o quanto estou profundamente em débito com vocês.

Estou especialmente grato a minha mulher, Cindy, a meus filhos, a minha querida mãe e a toda a minha família, e aos muitos velhos e caros amigos que ficaram ao meu lado através dos muitos altos e baixos desta longa campanha.

Eu sempre fui um homem de sorte, e muito mais ainda pelo amor e encorajamento que vocês me deram.

Vocês sabem, campanhas freqüentemente são mais duras para a família do candidato do que para o candidato, e isso foi verdadeiro nessa campanha.

Tudo que posso oferecer para compensar é meu amor e gratidão e a promessa de anos mais pacíficos à frente.

Também estou --também estou, é claro, muito grato à governadora Sarah Palin, uma das melhores companheiras de campanha que já vi, e uma voz nova e impressionante em nosso partido por reforma e pelos princípios que sempre foram nossa maior força, a seu marido Todd e a seus cinco lindos filhos por sua incansável dedicação à nossa causa, e à coragem e graça que mostraram nos percalços de uma campanha presidencial.

Podemos todos esperar com grande interesse por seus próximos serviços no Alasca, no Partido Republicano e em nosso país.

A todos os meus companheiros de campanha, de Rick Davis e Steve Schmidt e Mark Salter até o último voluntário que lutou dura e bravamente, mês após mês, no que às vezes pareceu a mais disputada campanha nos tempos modernos, muito obrigado. Uma eleição perdida nunca vai significar mais para mim do que o privilégio de sua fé e amizade.

Eu não sei --eu não sei o que mais eu poderia ter feito para tentar vencer essa eleição. Deixarei isso a outros para determinar. Todo candidato comete erros, e tenho certeza de que cometi minha parcela deles. Mas não vou gastar um minuto do futuro lamentando o que poderia ter sido.

Essa campanha foi e vai permanecer como a grande honra da minha vida, e meu coração está cheio de nada menos que gratidão pela experiência e pelo povo americano por me conceder uma oportunidade justa antes de decidir que o senador Obama e meu velho amigo, o senador Joe Biden, deveriam ter a honra de nos liderar pelos próximos quatro anos.

Eu não seria --eu não seria um americano digno desse nome se lamentasse um destino que me permitiu ter o privilégio extraordinário de servir a esse país por meio século.

Hoje, fui um candidato ao posto mais alto do país que amo tanto. E esta noite permaneço um servo. Isso é benção suficiente para qualquer um, e eu agradeço ao povo do Arizona por isso.

Esta noite --esta noite, mais do que em qualquer outra noite, tenho em meu coração nada mais que amor por esse país e por todos os seus cidadãos, tenham apoiado a mim ou ao senador Obama.

Desejo boa sorte ao homem que foi meu oponente e será meu presidente. E peço a todos os americanos, como fiz freqüentemente nesta campanha, que não se desesperem diante das atuais dificuldades, mas que acreditem, sempre, na promessa e na grandeza dos Estados Unidos, porque nada é inevitável aqui.

Americanos nunca desistem. Americanos nunca se rendem.

Nunca nos escondemos da história. Nós fazemos história.

Obrigado, e Deus os abençoe, e Deus abençoe os Estados Unidos. Obrigado a todos."




Fonte: Folha Online -  05/11/2008