terça-feira, 31 de julho de 2012

Alcoolismo


Chegou a hora de separar os homens dos meninos







segunda-feira, 30 de julho de 2012

A divina comédia humana







Já vou embora, mas sei que vou voltar
Amor não chora, se eu volto é pra ficar
Amor não chora, que a hora é de deixar 
O amor de agora, pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui, mas não podia
O meu caminho a ti, não conduzia
Um rei mal coroado,
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia
Não ia ser amado
Amor não chora, eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado
Sem Maria
Quando eu me despedia
No meu canto lhe dizia 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Marco Geodésico - Praça Dom Ulrico

Existem controvérsias sobre o Marco Zero da cidade de João Pessoa. Movido pela curiosidade resolvi fazer algumas observações. A maioria das informações que encontrei, davam conta que seria na Praça Dom  Ulrico, Centro, João Pessoa,  por existir naquele espaço uma pedra retangular.  Questionamento aos mais antigos, fotos e relatos no Google,  tudo apontava para as proximidades do antigo Colégio das  Neves. Ao transeunte mais atendo, basta ler com atenção a placa do IPHAN que observará a  realidade dos fatos. O marco Zero da cidade de João Pessoa não é ali.

Trata-se de um um marco de pedra, que marca 43 metros de altura, acima do nível do mar, que foi colocado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte em 1922 .  - Grafado originalmente da seguinte forma: " BASE DO INSTRUMENTO DE PASSAGENS MERIDIANAS UTILISADO PELA COMISSÃO QUE DETERMINOU AS COORDENADAS GEOGRAPHICAS NOS ESTADOS DA PARAHYBA E DO RIO GRANDE DO NORTE. 1921-1922". 











*O termo geodésia ou geodesia  foi usado, pela primeira vez, por Aristóteles (384-322 a.C.), e pode significar tanto 'divisões (geográficas) da terra' como também o ato de 'dividir a terra' (por exemplo entre proprietários). A geodésia é, ao mesmo tempo, um ramo das Geociências e uma Engenharia, que trata do levantamento e da representação da forma e da superfície da terra (Definição clássica de Helmert), global e parcial, com as suas feições naturais e artificiais e o campo gravitacional da Terra.
O termo geodésia também é usado em Matemática para a medição e o cálculo acima de superfícies curvas usando métodos semelhantes àqueles usados na superfície curva da terra.
Em Física, Geodésia é o nome da trajetória reta no espaço curvo, de corpos como a Terra. Isso acontece em função da gravidade.



Fonte de pesquisa: 
IHGP - Sr. Ademar 
Comissão do Centro Histórico - Srª Nelma
IPHAN - Sr.  Cláudio Nogueira
IPHAEP - Sr.ª Marta Smith e Cíntia
Twitter - Eliabe Castor ( @eliabecastor )
Twitter - Ruth Avelino ( @ruthavelino )
Twitter - Ulisses Barbosa ( @ulissesjornalpb )

  1. - 1ª foto: Adelmo de MedeirosBlog - João Pessoa vista por mim
  2. - 2ª,3ª4ª  fotos: Arquivo pessoal

http://pt.wikipedia.org










Padre Djacy alerta: não vote em políticos corruptos






O Padre, Djacy Brasileiro é conhecido por sua preocupação no tocante as questões sociais que levam ao Povo a miséria.

Do próprio punho, escreveu os mandamentos do eleitor sertanejo, uma espécie de bússola de esclarecimento. “Valorize seu voto que é sua arma cidadã”, alerta o Sacerdote.

- Político corrupto é sinônimo de desgraça na vida do povo. Vender voto leva para a cadeia e um inferno. O voto é secreto. Denuncie a troca de votos. Cuidado com os políticos relâmpagos. Exerça a cidadania, lute pelos seus direitos. São algumas advertências da cartilha elaborada pelo Padre Djacy Brasileiro.

Leia na integra o seu conteúdo: 


Veja cartilha:


A HORA E A VEZ DO(A) ELEITOR(A) SERTANEJO(A)

SERTANEJO (A), Consciente de seus direitos básicos (saúde, educação, moradia, água, segurança etc.,) vote somente em candidatos que tenham compromisso com sua cidade, sua comunidade rural, que visem o bem comum, o interesse do povo. Para isso, conheça a sua história de vida, suas atitudes éticas, cristãs. Reflita: por que fulano A ou B quer ser prefeito, ou vereador? Quais suas intenções?Quais suas propostas de governo? Candidato A ou B é digno do meu voto? POR QUE EU DEVO VOTAR NELE (A)?

SERTANEJO (A), não vote aleatoriamente, cegamente. Use sua inteligência, seu raciocínio. Pense antes de se comprometer com qualquer candidato. Não vote movido pela paixão, pelos brilhos festivos das campanhas, pelas as aparências físicas, pelo tradicionalismo familiar. O futuro de sua cidade, de seu sítio, está em suas mãos. Por isso, vote com muita responsabilidade. VALORIZE SEU VOTO, QUE É SUA ARMA CIDADÃ.

SERTANEJO (A), não vote em políticos corruptos, oportunistas, mentirosos, hipócritas, que usam o poder político como caminho fácil para beneficiar a si próprio (enriquecimento ilícito), a seus familiares (emprego, mordomias, vida boa...) e a seus correligionários (emprego, privilégios, dinheiro). POLÍTICO CORRUPTO É SINÔNIMO DE DESGRAÇA NA VIDA DO POVO.

SERTANEJO (A), Estamos em plena seca. Muitos candidatos poderão querer tirar proveito dessa triste situação. Trata-se do famoso “pão e circo” ou a famosa indústria da seca. Para muitos politiqueiros, fome, sede e miséria rendem votos. Abra seus olhos, fique atento para esse tipo de coisa. Cuidado com os espertos. DIGA UM NÃO À INDÚSTRIA DA SECA!

SERTANEJO (A), não comercialize seu voto, que é sua arma. Vender ou trocar voto por quaisquer coisas (feira, material de construção, passagens, óculos, ataúde, remédio, roupa, presente, areia etc.) é um grave atentado a sua dignidade, a sua cidadania, além de ser crime eleitoral. Sertanejo sério, honesto, responsável não vende ou troca seu voto. Cuidado para não cair nessa tentação diabólica. Vender voto é coisa do diabo, não deve ter perdão. Vender ou trocar voto, além de ser crime, é pecado. VENDER VOTO LEVA PARA A CADEIA E O “INFERNO”.

SERTANEJO (A), candidatos que compram votos na calada da noite, ou em pleno dia, não têm compromisso com a população. Políticos compradores de votos têm como único objetivo o poder pelo o poder, para dele desfrutar das muitas mordomias. Se por acaso, algum candidato quer negociar o seu voto, grave a conversa, tire fotos, depois denuncie à Justiça eleitoral. DENUNCIE A COMPRA OU TROCA DE VOTO.

SERTANEJO (A), não se deixe ser tratado como boiada, massa de manobra. Diga um Não ao voto de cabresto. Você não é animal. Diga um NÃO ao coronelismo. Ninguém manda no seu voto. Você é livre, por isso, vote sem medo no seu candidato ideal. Nem prefeito, vereador nem cabo eleitoral, seja quem for, é dono do seu voto. Quem manda no voto é o próprio eleitor. Seja livre para votar em quem quiser. O VOTO É SECRETO E DADO LIVREMENTE.

SERTANEJO (A), assim com urubus gostam de carniças, políticos descompromissados, oportunistas, que só pensam no poder e suas mordomias, gostam de tirar proveito do sofrimento do povo. CUIDADO COM OS POLÍTICOS RELÂMPAGOS, QUE SÓ APARECEM NA COMUNIDADE EM TEMPO DE ELEIÇÃO.
SERTANEJO (A), faça o seguinte questionamento: por que muitos políticos visitam minha comunidade só em tempo de campanha eleitoral? Quando na minha comunidade faltavam médicos, dentistas, água, escolas, segurança, saneamento básico etc., onde estavam esses ditos políticos? ELES AGORA ESTÃO APARECENDO COM SUAS PROMESSAS DE MIL MARAVILHAS. POR QUÊ?

SERTANEJO (A), se na sua cidade ou comunidade, a Saúde não funciona com convém, Educação de qualidade não existe, a violência assombra, a corrupção é escancarada, o esgoto corre a céu aberto, o povo não tem qualidade de vida, a fome, a sede e a miséria reinam etc. de quem é a culpa, do gestor, ou sua, que não soube escolher? PENSE ANTES DE ESCOLHER SEU CANDIDATO.

SERTANEJO (A), dê um basta à dependência, à humilhação. Troque os verbos PEDIR E HUMILHAR, pelo os verbos EXIGIR, COBRAR, REIVINDICAR, LUTAR. O prefeito nada faz por caridade ou favor, porque é bonzinho, mas por estrita obrigação. Você é cidadão (â), portador (a) de plenos direitos. EXERÇA SUA CIDADANIA, LUTANDO PELOS SEUS DIREITOS.

SERTANEJO (A), após as eleições, você tem um compromisso com sua cidadania, com seu município: exija dos seus eleitos (prefeito, vereadores) compromisso, trabalho, responsabilidade, transparência e seriedade com a coisa pública. Exija aplicação correta e honesta dos recursos públicos. Não aceite desmando político-administrativo (corrupção, abandono...). SEJA UM (A) CIDADÃO (Â) EXIGENTE E FISCALIZADOR.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

SERTANEJO (A), o objetivo da Lei 9.840/99 contra a corrupção eleitoral é punir com a perda de mandato ou da candidatura, os políticos que tentarem comprar votos ou que utilizarem a máquina administrativa em benefício de campanhas eleitorais.

A. O artigo dessa lei condena a compra de votos, tratando-a como crime eleitoral;

B. “É proibido ao candidato prometer, oferecer, doar ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza...”.

C. “Caso tenha conhecimento e provas cabais (fotos, testemunhas, documentos, bens utilizados para a prática do ato etc.) de compra de votos, denuncie ao Ministério Público eleitoral ou à procuradoria regional eleitoral”.

sábado, 21 de julho de 2012

BRASIL CARINHOSO




Gostaria de comunicar que ao assistir uma propaganda na televisão quase cancelei o meu plano da Unimed. Vi hospitais que só faltavam esteira rolante para levar o paciente até o consultório médico. Gente linda, com sorriso branco e com boca cheia de dentes.

Após os primeiros 30 segundos comecei a ficar com raiva de mim mesmo por não ter enxergado, antes, o quanto é extraordinário o nosso bom, competente e pontual SUS. Só faltou dizer que de agora por diante uma ressonância magnética será feita em menos de 15 minutos. Que quando o moribundo precisar de atendimento haverá um link telepático que acionará uma equipe emergencial, indo de encontro a residência do necessitado. Vai ter até Ombudsman.

Telemoças vão ligar para quem já foi atendido para se inteirar de como foi o atendimento e saber sobre o nível de satisfação. Coitada da telefonista. Acho que vai precisar de análise para tratar do emocional. Vai reclamar de bullying.

Moral da História: Assim como o papel, propaganda paga com o dinheiro do povo aceita tudo.

E O POVO?  O POVO QUE SE EXPLODA!

sexta-feira, 20 de julho de 2012




" Todos os dias,

 sob todos os pontos de vista,

 eu vou cada vez melhor "

quarta-feira, 18 de julho de 2012

" QUANDO O PILANTRA ASSUME O LUGAR DO JORNALISTA "

" QUANDO O PILANTRA ASSUME O LUGAR DO JORNALISTA "







Num momento em que mais uma eleição bate à porta, clama pela vigilância a perceptibilidade a avivar no internauta a importância de estar atento ao que é evacuado sem o menor escrúpulo com a cristalina intenção de fisgar quem se permite estar alheio à rasteira vassalagem. Disfarçado de jornalista, cinicamente, o pilantra puxa-saco entra em cena e permuta a ética intrínseca à arte. Qualquer esmola untuosa serve ao objetivo sujo de entorpecer para afagar egos. Para cumprir a baixa missão. E óbvio: tentar jogar na vala comum adversários dos chefes valendo-se de "jornalismo" vendido. De aleives.

Ironicamente, todavia, a desfaçatez do pilantra é, digamos assim, mais uma piada do processo eleitoral. Assim como sempre surgem candidatos que provocam risos no eleitor simplesmente por aparecer no vídeo, há quem seja ridicularizado por se vender. Aliás, a babação em política já é por demais conhecida. E se renova a cada eleição.

O cínico pensa que subestima a inteligência alheia, mas, na verdade, serve é de gozação não apenas pelas asneiras que escreve sem amparo na lógica, na ética e no bom senso, mas também pelo descompasso com as regras gramaticais. Note-se que desmoraliza o baixo empregado não apenas quem lhe paga, mas, sobretudo, quem o reconhece com o que o senso comum denomina "pau-mandado". Um cidadão descaradamente vendido. Pronto a dar recados. A escrever descartando a imparcialidade dos sábios. O espelho da desfaçatez sobrevive, literalmente, da forma baixa que abraçou, e ainda nutre a sensação de ser formador de opinião. Não enxerga que sem preparo, sem a bagagem cultural necessária para tal incumbência, só consegue persuadir mesmo mentecapto.

Juízo exposto, convido o internauta a uma reflexão: o que dizer de um "jornalista" que não se assume como assessor de qualquer político ou empresário (sério ou não) disposto a lhe pagar para dar recado, censurar e malhar adversários, mentir, delirar, escrever besteiras, bancar ‘Mãe Dinah´... tudo isso, óbvio, à custa do embrutecimento de parte do eleitorado? Aquela parcela da sociedade para a qual pensar soa artigo de luxo? Há dinheiro que justifique jogar a dignidade pela janela, ao abrir mão de escrever o que, de fato, se pensa em sintonia com a verdade factual, para ser caixa de ressonância de mentiras para agradar qualquer um disposto a pagar-lhe pelas borras? E o que dizer de assinar textos alheios para assumir o recado? Quanta infelicidade somada. Ao ler tais absurdos, não falta, por certo, internauta a ironizar: "hoje, não foi ele quem escreveu. O texto está bem feito e quase não tem erros de português". Sem comentário.

Ressalve-se que a falta de vergonha não tem nada a ver com os sérios jornalistas e radialistas que são assessores de imprensa assumidos de políticos ou órgãos públicos. Os que recebem seus vencimentos de forma oficial como servidores. Estes são honestos - com eles próprios e com a sociedade. A pecha de picareta, pilantra anexa o rosto de quem ganha dinheiro por baixo do pano para enganar a sociedade, mas pousa de sério, imparcial. No fundo, não passa de um deplorável garoto de recado. Um babão mentiroso. O Ministério Público Eleitoral deveria encontrar mecanismo para impedir a indecência.

Infelizmente, em ano de eleição o problema se acentua, e todo cuidado é pouco com o que se lê. Há quem ganhe dinheiro à custa da ignorância dos que não distinguem jornalismo de "recadismo" - podridão que só interessa ao patrão e ao seu vassalo. Prática nociva à sociedade. Sempre. Sobretudo porque será que a cegueira permite recusar dinheiro oriundo de corrupção, mesmo num país onde crianças morrem de fome? Onde os idosos, em sua maioria, não têm uma aposentadoria decente? Onde um pai de família, quando tem a felicidade de ter um emprego, muitas vezes, percebe um misero salário mínimo? Onde... Que nada. O vassalo, via de regra, quer receber "o seu", e não se importa a origem do "tutu".

Não nutro o mínimo de orgulho por chamar a atenção do internauta para este tipo deplorável de atitude. Delatar uma pessoa que adota a rotina de vida do "não importa o que faço, importa o que ganho" não me faz bem. Realmente, não escrevo este texto com prazer. Mas o faço por dever de ofício. De justiça. Nem todos os jornalistas são iguais. E o internauta precisa identificar o trigo para jogar fora o joio.

O internauta precisa também prestar muita atenção ao que ler nesta eleição. Insisto. Há interesses escusos. Não pode se permitir assinar em baixo de qualquer juízo sem antes fazer uma reflexão. Ler juízos de outras pessoas sobre o mesmo tema para, assim, formar a própria opinião. Não se deve importar o imprestável. É preciso, sobretudo, observar o passado de quem está a ajuizar para perceber se há sintonia com a imparcialidade. Se tem moral para dar opinião. Estar esperto não é o bastante, mas não deixa de ser um bom início para desmascarar qualquer malandro pronto a se dar bem ludibriando.

P.S. O que o pilantra talvez não saiba é que o patrão, seja em um mesa de bar ou numa sala fechada, costuma delatar o empregado a terceiros. O faz, às vezes, às gargalhadas. Zomba mesmo sem piedade pelo fato dele se vender com tamanha facilidade. Deplorável.


Texto do Jornalista Joedson Telles - joedsontelles@gmail.com
Fonte: Site: Universo Político PÁGINA UNIVERSO POLITICO
Foto: Imagem da internet

terça-feira, 17 de julho de 2012

Alberto Mansur: 90 anos de idealismo








“Minha querida família da Maçonaria”. É assim que inicia todos os seus discursos nos Congressos de que participa um senhor de idade já avançada e com uma história vasta e bela. Um homem que, como tem sido cada vez mais raro, carrega no coração idealismo e vontade de melhorar o mundo ao seu redor.

Alberto Mansur nasceu em 7 de setembro de 1922 na pequena cidade de Paraguaçu Paulista. Filho dos imigrantes libaneses Antônio Nehmetalla Mansur e Ramza Mansur, foi batizado na cidade de Aparecida em homenagem ao rei Alberto I, da Bélgica, um herói da Primeira Guerra Mundial – que por vários anos manteve seus pais distantes. O pai veio para o Brasil antes do eclodir da guerra e, em razão disso, a mãe esperou no Líbano com sua irmã por um longo tempo o fim do conflito.

Foi através do tio, José Nehmetalla, sócio do pai, que o ainda jovem Alberto Mansur entrou pela primeira vez num espaço que conheceria muito nos anos vindouros: um templo maçônico. E foi muito cedo, em 1939, que mudou-se para o Rio de Janeiro, cidade onde viveria a maior parte de sua vida.

Em 1950, foi iniciado na Loja Maçônica Perfeita União, em Valença. Então com 28 anos, já tinha seu próprio negócio e era versado em literatura, com especial gosto por Dostoiévski, tocava violino e aperfeiçoava constantemente seu inglês. Já havia também conhecido a companheira de sua vida toda, Célia, com quem teve os filhos Cristina e Jorge – o primeiro Mestre Conselheiro da Ordem DeMolay.

Ao longo dos anos, seu caminho maçônico o fez galgar altos degraus até o topo do Rito Escocês Antigo e Aceito, assumindo em 24 de novembro de 1974 o posto de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 – Jacarepaguá.

Sua gestão foi marcada pela grande revolução que imprimiu nos Altos Graus do Rito Escocês no Brasil, transformando o Supremo Conselho de uma instituição escondida em uma sede apertada, discriminada por Grãos Mestres e com poucos membros em uma potente organização de milhares de maçons, sediada em milhares de metros quadrados. Mais tarde, seria o primeiro Soberano a deixar o posto – vitalício até então – em favor de eleições para escolher o ocupante.

Não diminuindo sua expressiva contribuição como dirigente maior do Rito Escocês, é certo que a grande marca de Alberto Mansur está no passo decisivo que deu rumo ao que sempre chamou de “congraçamento da família maçônica”. Através de suas viagens ao exterior, trouxe ao Brasil a Ordem DeMolay, as Filhas de Jó e a Ordem Estrela do Oriente.

Como Grande Mestre da Ordem DeMolay, fez com que a instituição crescesse no país como em nenhum outro lugar do mundo. Seu trabalho garantiu a fundação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, em 1985. Ao longo de muitos anos dirigiu com inegável competência esse desenvolvimento, e é certo de que jamais a ordem teria seu respaldo nos dias de hoje se não fosse pela influência e prestígio de Alberto Mansur.

No dia 24 de julho de 2004, deixou o posto de Grande Mestre do SCODB, passando a assumir desde então a função mais essencial de nossa organização: disseminar por todo o país uma mensagem de legitimidade e amor pela Ordem DeMolay, instituição que não abandonou por nenhum instante.

Muitos tentaram diminuir seu trabalho, ou mesmo ignorá-lo. Mas é certo que ninguém pode rejeitar a verdade de que, pelas mãos de Alberto Mansur, construiu-se boa parte da Maçonaria brasileira que conhecemos hoje. Sua influência, sua visão e seu pensamento continuarão a ser uma inspiração, sobretudo para os milhares de jovens que se desenvolveram nas fileiras que ele por tantos anos comandou.



Segunda e terceira imagem: Arquivo pessoal

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"TERCEIRA VISITA AO LOTE SETE DA TRANSPOSIÇÃO. O QUE VI? NADA" !


Padre Djacy:


“Terceira visita ao lote sete da  transposição. 

O que vi?  Nada”! 






Acabo de fazer a terceira visita ao lote sete da transposição, na região de São José de Piranhas, no alto sertão paraibano. Posso confirmar com muita seriedade que, infelizmente, o referido lote está literalmente parado.Nada vi, a não ser somente abandono.



Presenciei e registrei o que vi. Nesta terceira visita, meu sentimento de revolta foi muito grande. Fiquei chocado, e uma chama de pessimismo invadiu o meu ser. Como sertanejo que clama por água, estou perdendo, aos poucos, o restinho da esperança.



Fui e vi. Agora pergunto: Ministro da Integração Nacional, cadê sua promessa de retomada dessas obras? Por que tanta demora? O que está acontecendo com esse lote? Qual a sua explicação para os doze milhões de nordestinos, que clamam pungentemente por água?



Dilma, por que o Nordeste é tratado dessa forma? Por que tanta insensibilidade diante da sede de milhões de irmãos nordestinos?

O Nordeste é ou não é Brasil?





Texto e fotos do Padre Djacy Brasileiro / Twitter:  @Padredjacy  

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PASSAPORTE E A HONESTIDADE



Estava na cidade de Murici, década de 90, Estado de Alagoas, para um show de Zinho e Banda Girassol, que posteriormente se nomeou “Mestre Zinho”, cantor alagoano que se popularizou como seguidor de Luiz Gonzaga. Após o termino da apresentação, já era madrugada, de olho no caminho da volta, foi quando o Cristovão disse que estava com fome e apontou uma barraca de lanches no meio da praça.

Eu, Cristovão e o Mestre Tida, irmão de Zinho, nos dirigimos a uma senhora que despachava o passaporte. Em Maceió, "passaporte" é sinônimo de cachorro-quente grande e incrementado. Tudo graças ao salsicheiro gaúcho Milton Braun, que há 40 anos mudou-se para a cidade. 

A gentileza e a qualidade no atendimento foram de espantar. Pelo adiantado da hora, parecia que a nossa atendente não tinha um pingo de sono. Contudo, a grande alegria veio na honestidade de uma informação que recebemos. Ela nos falou que recheio do sanduíche era com soja e perguntou se iríamos querer, pelo motivo de não ter dentre os ingredientes a tradicional carne bovina. 

Ficamos surpresos pelo fato de não ser comum este tipo de observação, mas comemos e matamos a fome. 

Aquele foi o lanche mais honesto que comi na vida. 










domingo, 8 de julho de 2012

Ronaldo Cunha Lima: TESTAMENTO







TESTAMENTO


Porque sentimentais, quase abstratos,
os meus bens a dispor em testamento,
às mulheres que amei nalgum momento
deixo os meus versos junto aos seus retratos.

Aos meus irmãos eu deixo os meus sapatos
mas que não andem, nem por pensamento,
os caminhos que andei seguindo o vento
nos rumos de meus gestos insensatos.

A cada amigo meu, uma oração.
Aos inimigos deixo o meu perdão,
perdão com que a mim me perdoei.

Aos meus filhos e netos, minha história, 
para que guardem sempre na memória
o quanto pela vida eu os amei.
-
(*) A Glória, uma gaveta abarrotada de lembranças e saudades…




Ronaldo da Cunha Lima
* 18/03/1936 - Guarabira-PB
+ 07/07/2012 - João Pessoa-PB








quinta-feira, 5 de julho de 2012

FAROL DA PEDRA SECA


Estava trabalhando em Cabedelo e movido pela curiosidade fui procurar informações que davam conta que o Farol da Pedra Seca tinha sido construído onde era uma rua. Achava que tinha algum registro nos Correios, mas não. Me dirigí a Companhia Docas da Paraíba, dentro do Porto, e lá vi uma imagem impressionante. Realmente, onde se encontra o luminoso alguém já caminhou normalmente. O mar avançou bastante!





O primeiro farol no Estado da Paraíba, inaugurado em 7 de setembro de 1873, foi encomendado pelo engenheiro e fidalgo Zósimo Barroso, em 1869. Fazia parte de um conjunto de nove torres de ferro forjado da P&W Maclellan (Glasgow), com 14,5 metros de altura, e um aparelho lenticular fixo de 4ª ordem da Barbier & Fenèstre (Paris). Era o que havia de melhor em sinalização náutica. 

O sinal, que indica a barra do Rio Paraíba, foi erguido em uma laje que aflora na maré baixa, conhecida como Pedra Seca, situada a cerca de uma milha da costa. A história conta que foi construído em terra firme e hoje encontra-se a 400m da beira mar. 

Para a montagem do farol, construiu-se uma rígida base de alvenaria, com a finalidade de receber as placas metálicas que formariam a estrutura da torre octogonal. 
Em 1922, o queimador original foi substituído por um eclipsor AGA automático, a acetileno. Com isso, a vigília dos faroleiros pôde ser substituída por confortáveis visitas bimestrais. Hoje, com o emprego de elementos fotovoltaicos, o farol está totalmente automatizado. Seu alcance luminoso chega a 16 milhas náuticas. 

Mantido pela Capitania dos Portos da Paraíba, é um dos pontos de atração do nosso litoral. Até hoje o Farol da Pedra Seca desempenha uma função importantíssima para a cidade. O canal de acesso para o Porto de Cabedelo tem este monumento cabedelense como referência. Nas noites escuras pode-se ver o brilho que guia marinheiros e pescadores já por tantos anos. Sua imponente exuberância permanece firme, em conjunto com nossa natureza, embelezando ainda mais a nossa terra. 






Fonte: Luzes do Novo Mundo: História dos Faróis Brasileiros. Marinha do Brasil. Luminatti Editora

terça-feira, 3 de julho de 2012

O rabo do cachorro: cuidado com os bajuladores





“Muove la coda il cane, non per te ma per il pane”

Este ditado popular italiano quer dizer: “Abana o rabo, o cão, não por ti, mas pelo pão”. Esse ditado existe também em Portugal, na Inglaterra e em outros países, em dezenas de idiomas.

Veja a verdade contida neste ditado. Ele nos quer dizer: Cuidado com os bajuladores! Cuidado com os “puxa-sacos” de plantão, como se diz popularmente.

Quando você está numa posição com algum poder ou destaque, por menor que seja, com certeza será alvo dos bajuladores. Basta ser “diretor social” de um pequeno clube para ser assediado por aqueles que querem uma “mesa de pista” no baile. Basta você ser amigo de alguém importante, para ter “amigos” de quem nunca esperava “amizade” alguma. 

Se você é empresário, diretor ou gerente de uma empresa tem que tomar muito cuidado com aqueles que, unicamente por interesse, podem fingir uma “amizade”, carinho, consideração, que, de fato, não existem.

São fornecedores, clientes, funcionários, jornalistas, que estão exclusivamente interessados em seu poder, posição ou mesmo em seu dinheiro – para falar sem rodeios.

É preciso ressaltar que nada há de errado em alguém fazer lobby ou manifestar claramente o seu interesse por alguém que detém uma posição decisória referente à atividade que exerce. E que está nessa posição deve compreender que será mesmo, inevitavelmente, alvo de pessoas que manifestarão esse interesse de várias formas. O perigo está em confundir esse puro interesse com “amizade”.

Isso pode ser considerado falta de ética ou até maldade de parte do bajulador, mas com certeza será ainda mais desastroso para quem é bajulado, pois, com certeza terá uma grande decepção no exato momento em que perder o poder ou a posição e constatar que esses “amigos” desapareceram do dia para a noite.

Assim, que é assediado por ter algum tipo de poder, precisa tomar muito cuidado, até com os aspectos “éticos” dessas “amizades” exageradas. São presentes oferecidos por fornecedores e aceitos por clientes. São finais de semana em estâncias de turismo pagas por empresas fornecedoras. São “mordomias” vistas como “normais” e colocadas numa conta de “amizade” e que sabemos não caber nessa conta.

Pois, no exato momento em que você perder o poder que interessava, esses “amigos” serão os primeiros a lhe abandonar e até denunciar acusando-o de ter solicitado todos os favores concedidos.

Pense nesse ditado italiano. Veja se você não está sendo alvo de falsas amizades que poderão lhe prejudicar. 


Escrito por Luiz Marins 


segunda-feira, 2 de julho de 2012

FUTEBOL AMERICANO: Fui, vi e gostei




De tanto ouvir o Pablo falar sobre o Futebol Americano,  no Botafogo Espectros, que ocupa a função de Linebacker, e após o engajamento de Mário Neto e Hugo Gustavo no João Pessoa Knights, comecei a observar e me interessar por algumas informações.

Fui assistir um jogo no Estádio da Graça e fiquei surpreso com o que vi.  Desde a entrada na praça esportiva, torcida, equipamentos dos jogadores,  marcação do gramado, respeito as regras, segurança,  e o principal, que mesmo sendo um esporte de contato reina a harmonia e confraternização entre os participantes.

Observei patrocínio do Yázigi ,Nordife e Prosoft , mas precisa de outros. Muito em breve este esporte alcançará massificação e a prática vai crescer. A empresa que estiver com sua marca associada ao crescimento terá um divulgação fantástica das suas atividades. 

Parabéns aos atletas e organizadores.



Abaixo, segue algumas imagens e  informações específicas.

















futebol americano, conhecido nos Estados Unidos simplesmente como football ("futebol", em português), e em alguns outros países de língua inglesa como gridiron, é um desporto de equipe e de contato que surgiu de uma variação do rugby e que recompensa a velocidade, agilidade, capacidade tática e força bruta dos jogadores que se empurram, bloqueiam e perseguem uns aos outros, tentando fazer avançar uma bola em território inimigo durante uma hora de tempo de jogo, que se transforma em três ou quatro de tempo real. É frequente ver no futebol americano uma metáfora para a guerra, com muita violência pessoal a ter lugar dentro do campo, com jogadores pesando 150 kg ou mais a empurrar-se mutuamente com cada grama do seu peso, e com uma linha de frente claramente definida, que se move para trás e para a frente ao longo do campo, separando as equipes de ataque e defesa.


NOMENCLATURA


O futebol americano nos Estados Unidos é chamado simplesmente de football ao contrário da maioria dos países do mundo que associam a palavra ao futebol. Na verdade essa confusão entre os nomes se dá ao fato do futebol e do rugby terem sido introduzidos praticamente na mesma época no Estados Unidos. O rugby surgiu na Inglaterra como uma variação do futebol, por isso era formalmente chamado derugby-football para se diferenciar do futebol controlado pela FA chamado formalmente de association-football. Apesar disso informalmente os dois desportos eram chamados simplesmente de football, com isso a nomenclatura informal do nome foi carregado junto com o esporte que surgiu com as influências do rugby, sendo que hoje em dia os dois desportos mantém características facilmente reconhecíveis, como no formato da bola (ver artigo Comparação entre rugby e futebol americano).


HISTÓRIA


O futebol americano na sua forma atual surgiu de uma série de três jogos entre a Harvard e a Yale, de Mackenzie, em 1867. Os jogadores de McGill jogavam segundo as regras do rugby, ao passo que os da puc jogavam o jogo de Boston, mais próximo do futebol europeu. Como era frequente acontecer nesses tempos de quase inexistência de regras universais, as equipes jogavam com alternância de regras de modo a que ambas tivessem uma hipótese justa de vencer. Os jogadores de Harvard gostaram de ter uma oportunidade de correr com a bola, e em 1875 convenceram a Universidade de Yale a adoptar as regras de rugby para o jogo anual entre as duas universidades. Em 1876, Yale, Harvard, Princeton e Columbia formaram a Associação de Futebol Inter-universitária (Intercollegiate Football Association), que usava as regras de rugby à exceção de uma ligeira diferença na atribuição de pontos.
Em 1887, Walter Camp introduziu as escaramuças no lugar das formações (scrums) do rugby. Em 1892, foi introduzido o sistema de downs para contrariar a estratégia de Princeton e de Yale de controlar a bola sem tentar concretizar. Em 1883 reduziu-se o número de jogadores, a pedido de Camp, para onze, e Camp introduziu o arranjo, que em breve se transformaria em standard, de linha ofensiva de sete homens com um quarterback, dois halfbacks, e um fullback.
Na década de 1890, formações ofensivas entrecruzadas como a cunha voadora tornaram o jogo extremamente perigoso. Apesar de terem sido implantadas restrições à cunha voadora e outras precauções, em 1905 dezoito jogadores foram mortos em jogos. O presidente Theodore Roosevelt informou às universidades de que o jogo teria de ser tornado mais seguro. No entanto, foi só em 1910, depois de mais mortes, que as formações entrecruzadas foram banidas.
O passe de costas foi colocado em 1906. Em 1912 o campo foi colocado nas suas dimensões anteriores, o valor de um touchdown foi aumentado até aos 6 pontos, e acrescentou-se um quarto down.


POPULARIDADE


O futebol americano é extremamente popular nos Estados Unidos. Desde os anos 1990, passou mesmo o baseball como o esporte mais popular da nação. A liga profissional, a National Football League (NFL), que consiste de 32 equipes, é muito popular. O seu jogo do título, o Super Bowl, tem uma audiência anual de quase metade dos lares com TV americanos, e é também emitido para 150 outros países em cerca de 30 idiomas diferentes. As quinze maiores audiências da história da televisão americana foram em jogos de Super Bowl.
O futebol americano universitário é tão popular quanto a liga profissional, e muitos colégios e universidades participam na NCAA (National Collegiate Athletic Association), primeira divisão de futebol universitário, lotando consistentemente enormes estádios. Os jogos universitários são também transmitidos pela televisão para grandes audiências. Muitas das instituições integrantes de divisões inferiores de futebol e da National Association of Intercollegiate Athletics(NAIA) têm uma variedade de equipes de futebol americano, e o mesmo acontece com muitas escolas secundárias. Existem também equipes amadoras, de clubes e juvenis (como as equipes das ligas Pop Warner).
Além destas ligas e equipes, agora também já existe a Copa do Mundo de Futebol Americano.


POPULARIDADE NO BRASIL


A primeira transmissão televisiva do futebol americano na América do Sul foi em 1969 pela TV Tupi, as transmissões não eram ao vivo, o canal recebia a gravação dos jogos da CBS. As transmissões eram narradas por Walter Silva, logo na primeira transmisão ele pediu ajuda aos telespectadores que conheciam do esporte, na outra semana os jogos já estavam sendo comentados pelo norte-americano Thomas Noonan.
Após isso o esporte só iria voltar a ter transmissões ao vivo na década de 1990, pela Rede Bandeirantes, do Campeonato de Futebol Americano dos EUA entre 1994 a 1998. Atualmente o canal ESPNtransmite os jogos da temporada NFL de domingo e segunda-feira. A ESPN transmite os jogos de horário nobre dos EUA, ou seja, o Sunday Night Football (aos domingos, 8:00 ET) e o Monday Night Football (às segundas, 8:30 ET). O BandSports possuia os direitos de transmissão das partidas de transmissão regional nos EUA, nos horários de 1:00 ET e 4:15 ET, sendo ET o horário da costa leste americana, ou seja, - 4 GMT. Mas em agosto de 2011, o contrato do canal com a liga encerrou-se e não foi renovado, garantindo assim total exclusividade de transmissão do esporte no Brasil pela ESPN em todos os horários.
Vale ressaltar que a ESPN não escolhe os jogos a serem transmitidos no Brasil, já que recebe o seed diretamente da NBC e da matriz da ESPN. Tais jogos, do SNF e do MNF, são escolhidos pelas emissoras americanas antes de começar o campeonato. No SNF, porém, existe um calendário opcional ao final da temporada, após a décima segunda rodada, para que a NBC transmita os jogos de equipes que estão na briga pela vaga nos playoffs.
O crescimento da popularidade levou à criação de diversas entidades que buscam a formação de atletas, organização de campeonatos e início de profissionalização do esporte no país. 

O JOGO

Um jogo de futebol americano consiste de uma série de jogadas de curta duração entre as quais a bola não está em jogo. São permitidas substituições entre as jogadas, o que abre as portas a bastante especialização, uma vez que os treinadores põem em campo os jogadores que pensam servir melhor para a situação específica seguinte. O jogo é muito tático e estratégico. Com 22 jogadores dentro de campo ao mesmo tempo (11 por equipe), cada um com uma tarefa atribuída para a jogada seguinte, as estratégias são complexas.

OBJETIVO DO JOGO

O objetivo do jogo é somar mais pontos. A principal jogada é entrar na área ao fundo do campo adversário (endzone) com a posse da bola (touchdown), ganhando 6 pontos e direito a pontapé livre a gol por mais 1 ponto extra, ou mesmo 2 pontos extras, se os jogadores tentarem, ao invés de um pontapé livre ao gol, um passe ou uma corrida. Ou ainda em uma situação onde um jogador com posse de bola é derrubado por um adversário em sua própria (endzone). Tal situação confere dois pontos a equipe do jogador que derrubou o adversário. É a única situação onde um time sem a posse de bola pode pontuar. É a situação análoga ao gol contra do futebol.


DURAÇÃO, CHUTE  INICIAL  E  SAFETY  PUNT


O jogo tem a duração de 60 minutos, e é dividido em duas metades separadas por um intervalo. Cada metade consiste de dois quartos com a duração de 15 minutos . As equipes mudam de campo no fim do primeiro e do terceiro quartos. Se um jogo estiver empatado ao fim do tempo regulamentar, joga-se um prolongamento. Os prolongamentos obedecem ao método de "morte súbita", o que significa que a equipe que pontuar primeiro, seja de que forma for, ganha.
Um Chute inicial (kickoff, em inglês) é uma jogada especial usada para iniciar cada meio jogo, e também para reiniciar o jogo depois de cada Field goal ou uma tentativa de conversão depois de umtouchdown. O chutador da equipe chuta a bola, geralmente desde a sua linha de 35 jardas, embora um chute inicial possa ocorrer de outras zonas do campo devido a uma penalidade na jogada anterior. (Nota: no futebol universitário, a bola também é chutada da linha das 35 jardas). A bola deve ser chutada a partir do chão (e não no ar) e segura, e deve viajar pelo menos 10 jardas. A partir do momento em que a bola tenha viajado 10 jardas para o campo adversário ou tenha sido tocada pelo time que retornará o kickoff, pode ser recolhida por qualquer uma das equipes. Em geral, a bola é simplesmente chutada com força para o campo adversário, mas por vezes uma equipe tenta recuperar o seu próprio pontapé, numa jogada que é conhecida como Onside Kick. Nele a equipe em vez de chutar a bola como umkickoff dá um chute mais curto e tentam pegar a bola de volta(mas isso só é valido se o chute percorrer uma distancia de pelo menos 10 jardas).
Usa-se um safety punt para reiniciar o jogo depois de um safety, mas isso não acontece com frequência. A equipe que foi derrubada na sua zona final (ou endzone) e, portanto, concedeu dois pontos à outra equipe, faz o punt (chute onde a bola é chutada no ar) sua linha de 20 jardas.

FORMAS DE PONTUAR

Pode-se conquistar pontos das formas seguintes:

  • Touchdown (6 pontos), é conquistado quando um jogador tem a posse legal da bola dentro da zona de finalização (endzone, uma parte de 10 jardas colorida no final de campo) do adversário. Conquistar um touchdown é o principal objetivo da equipe que ataca.
  • Um ou dois pontos extras podem ser obtidos depois de um touchdown. Fica a decisão da equipe que ataca marcar um ponto extra ou uma conversão de 2 pontos. O "snap" é cometido na linha de 2 jardas (NFL) ou 3 jardas (futebol universitário). A equipe que defende só pode obter pontos durante uma tentativa de conversão da outra equipe no futebol universitário, no qual se um defensor obtiver a posse de bola e a transportar até à zona de finalização adversária, a sua equipe obtém dois pontos. Esta regra foi adotada pela NCAA em 1990, mas não se usa em mais lugar nenhum.
  • Um ponto extra, com o valor de 1 ponto, obtém-se da mesma forma que um gol de campo (field goal) durante as jogadas normais.
  • Uma conversão de dois pontos é obtida da mesma forma que um touchdown durante as jogadas normais.
  • Um Field Goal, que vale 3 pontos, é conquistado colocando a bola no chão e a acertando entre as traves verticais amarelas de gol atrás da endzone. (Se a tentativa for falhada, a bola é devolvida à linha de scrimmage original - na NFL, o local do pontapé -, e a posse é dada à outra equipe.) É comumente utilizado em situações de quarto down ou no final de uma partida para conseguir a vitória. Existe também o drop-kick semelhante a jogada do Rugbi mas esta jogada é extremamente rara no jogo atual,o último foi feito por Aaron Fitzgerald da University of LaVerneThe em 10 de novembro de 1990 contra Claremont-Mudd-Scripps pela NCAA.
  • Um Safety, com o valor de 2 pontos, é obtida quando um jogador é derrubado ou sai pelo fundo da sua própria endzone.

O CAMPO DE JOGO


O campo de jogo é um retângulo com 120 jardas (109,73 m) de comprimento e 53 ⅓ jardas (48,76 m) de largura, delimitado por linhas laterais ao longo do comprimento, e linhas finais ao longo da largura. Existe uma linha de gol a 10 jardas de cada uma das linhas finais e paralela a ambas. As duas linhas de gol estão, portanto separadas por 100 jardas. A área do campo entre as linhas de gol tem o nome de campo de jogo. Para lá das linhas de gol, entre estas e as linhas finais, situam-se asáreas de finalização, ou endzone.

Dentro do campo de jogo há marcadores adicionais: os marcadores de jarda e as linhas de restrição (inbound lines ou hash marks), a cada jarda ao longo de todo o comprimento do campo. As linhas de restrição, que são linhas curtas perpendiculares aos marcadores de jarda, estão, na NFL, a 70 ¾ pés (21,56 m) das linhas laterais (Nota: as linhas de restrição estão mais perto das linhas laterais no futebol universitário). A cada 5 jardas, os marcadores de jarda estendem-se a toda a largura do campo, e a cada 10 jardas são marcados por números que indicam a distância, em jardas, até à linha de golo mais próxima.

Ao centro de cada linha final situa-se um conjunto de traves, que têm dois postes longos que se estendem por cima de uma barra horizontal em forma de "Y". A distância entre os postes é de 18 ½ pés (5,64 m), e o topo da barra está a 10 pés (3,05 m) de altura.


EXPLICAÇÃO DO JOGO


Um jogo consiste de muitas jogadas individuais. A vasta maioria dessas jogadas são escaramuças. Cada jogada de escaramuça (scrimmage) é um de uma série de downs atribuída à equipe que detém a posse da bola. Estes dois conceitos, de scrimmage e de downs, são fundamentais para o futebol americano e são o que o distingue (e ao futebol canadense da maior parte das outras formas de futebol).
Um conjunto de downs começa com um primeiro down que é atribuído a uma equipe depois de ela ganhar a posse de bola na jogada anterior, ou então depois de progredir um certo número de jardas desde um conjunto de downs anterior. Num primeiro down à equipe com a posse de bola são dados quatro downs' (tentativas) para tentar ganhar 10 jardas (têm um "first and ten", o que significa que têm um primeiro down e que precisam de dez jardas para conseguir outro primeiro down). A linha que uma equipe deve atingir para ganhar um primeiro down é chamada linha a conquistar. À equipe com posse de bola chamada-se equipe ofensiva e à outra equipe defensiva.



Fonte das informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Futebol_americano