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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PASSAPORTE E A HONESTIDADE



Estava na cidade de Murici, década de 90, Estado de Alagoas, para um show de Zinho e Banda Girassol, que posteriormente se nomeou “Mestre Zinho”, cantor alagoano que se popularizou como seguidor de Luiz Gonzaga. Após o termino da apresentação, já era madrugada, de olho no caminho da volta, foi quando o Cristovão disse que estava com fome e apontou uma barraca de lanches no meio da praça.

Eu, Cristovão e o Mestre Tida, irmão de Zinho, nos dirigimos a uma senhora que despachava o passaporte. Em Maceió, "passaporte" é sinônimo de cachorro-quente grande e incrementado. Tudo graças ao salsicheiro gaúcho Milton Braun, que há 40 anos mudou-se para a cidade. 

A gentileza e a qualidade no atendimento foram de espantar. Pelo adiantado da hora, parecia que a nossa atendente não tinha um pingo de sono. Contudo, a grande alegria veio na honestidade de uma informação que recebemos. Ela nos falou que recheio do sanduíche era com soja e perguntou se iríamos querer, pelo motivo de não ter dentre os ingredientes a tradicional carne bovina. 

Ficamos surpresos pelo fato de não ser comum este tipo de observação, mas comemos e matamos a fome. 

Aquele foi o lanche mais honesto que comi na vida. 










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