quarta-feira, 21 de novembro de 2012

SEMOB, É MELHOR MUDAR O CÓDIGO DE TRÂNSITO




Questionei a SEMOB - Superintendência de Mobilidade Urbana, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, através do twitter, por qual motivo os motociclistas que usam o "corredor ou faixa do meio" não eram multados, tendo em vista que ao fazerem esta opção estão infringindo a lei. A resposta foi pífia e digna de quem não sabe o que dizer. Disse;  "qualquer infração às leis de trânsito observada durante a fiscalização é passiva de punição".  

Ao responder desta forma, a Superintendência alega desconhecer a prática e que se algum motoqueiro for flagrado usando o "corredor" será penalizado severamente. Para não ficar feio é melhor, então, mudar o Código de Trânsito. Basta olhar com uma légua de distância, para qualquer lado, que vai ter a quem autuar.

Vejamos o Código...  

Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias:

I - utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores;

II - segurando o guidom com as duas mãos;

III - usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do CONTRAN.

Art. 55. Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser transportados:

I - utilizando capacete de segurança;

II - em carro lateral acoplado aos veículos ou em assento suplementar atrás do condutor;

III - usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do CONTRAN.

Art. 57. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa própria a eles destinada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.

Parágrafo único. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de trânsito e a da direita for destinada ao uso exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão circular pela faixa adjacente à da direita.
   

domingo, 18 de novembro de 2012

Salmos 55:12-13





"Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido.
Mas eras tu, meu igual, meu guia e meu íntimo amigo." 



Participação fundamental do primo Rafael, a quem muito admiro.  Copiei do Facebook dele


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O SONHO ACABOU, VAMOS VOLTAR A REALIDADE




Terminada a eleição, observando vencedores e vencidos, fiquei com a constatação que muitas amizades foram desfeitas por conta de opiniões, partidos, enfim, venceu o jogo sedutor do poder.

Luciano Agra, de mero coadjuvante na vida politico-partidária, passou a ser um leão adormecido, acordado que foi, como disse. Alçado por Ricardo Coutinho a Prefeito de João Pessoa, depois de idas e vindas, enfrentando seu próprio querer, ficou em posição invertida ao seu descobridor. Tornou-se um grande cabo eleitoral, se opondo aquele que tinha como amigo e companheiro de longa jornada. Irá descansar bastante e não habitará com êxito nenhuma campanha na condição de timoneiro. Pacato, honesto e tranquilo, mas se deixou levar por vontade de terceiros. Ele não gosta deste movimento.

Roseana Meira, desejou muito ser indicada atriz principal. Sendo preterida, resolveu acordar um felino adormecido. Contribuiu bastante para  vitória de Cartaxo, mas não terá o prêmio que mais deseja. A taça da saúde à ela não será entregue. Estará na lista dos convidados da festa, mas o doce tão desejado  não comerá.  Observará a secretaria por qual tanto trabalhou nas mãos de outra pessoa.

Pirro nos ensinou que as vezes ganhar não corresponde a levar. Contudo, ninguém poderá acusá-la por não ter tentado.

A vida tem dessas coisas, mas para a conclusão sobre o que penso disso tudo basta ler Salmos 55:12-13

MEU NOME É PATRICIA: UM GRITO AOS "SURDOS"

Sabemos que a internet é um veículo onde tem de tudo. Vi no facebook e resolvi publicar. Confirmando ou não este fato, não deixa de ser preocupante aos pais a audição "surda" dos filhos.




Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. 

Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.

Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado.


No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré- menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S.Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.


Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia.


Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra.


O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.


Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.


Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.


OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.

NT: Repassar esta informação foi o último desejo de Patrícia



domingo, 11 de novembro de 2012

A VERGONHA DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Tião visitou estes dias de novembro as obras paralisadas do que seria a Transposição do Rio São Francisco. Não tiro ou boto uma vírgula do que disse. É uma vergonha, maldade mesmo, o que o Governo Federal faz com o povo nordestino. Parabéns, Presidenta Dilma Roussef. 

     A seca e o descaso nas obras da transposição





A gente só acredita vendo, e foi para acreditar que estive lá para constatar uma realidade atroz: as obras da transposição estão mesmo abandonadas. A foto mostra o canal que passa por Monteiro-PB  e Sertania-PE.  Parece terra de ninguém. Buracos enormes, pedras detonadas e removidas, e nem um vigia para dizer que aquilo tem dono. Uma tristeza.



O agricultor Miguel Belizário, ao ser perguntado sobre o andamento das obras, não teve dúvidas em responder:"Seu moço, faz um bocado de tempo que ninguém aparece por aqui. Isso virou um cemitério". E virou mesmo. A imagem do descaso e do desprezo dispensados pelas autoridades governamentais a esse Nordeste sem muita serventia.


Pena que não se faça copa do mundo nesses canais, porque, se isso acontecesse, com certeza os milhões de reais jogados nessa obra inacabada teriam melhor emprego. O pior é que tudo isso acontece e nada acontece com quem causou isso tudo.


Texto e imagem: Blog do Tião Lucena

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ESTOU ENVELHECENDO




Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.  Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo.  Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma maquina de caldo de cana, mas que parece tão ?avant garde? no meu pátio.  Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia?  Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo,  desejo  chorar por um amor perdido …  Eu vou. Vou andar na praia em um short esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. 

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude  gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. 

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.  Você se preocupa menos com o que os outros pensam.  Eu não me questiono mais.

Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idoso.  A idade me libertou.  

Eu gosto da pessoa que me tornei.  Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.  E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).

Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!



Texto e imagem: Vavá da Luz 








domingo, 4 de novembro de 2012

ENEM: GASTO OU INVESTIMENTO ?




O Ministério da Educação mandou o cartão de confirmação para os exatos 5.791.290 inscritos no ENEM.  No texto contém números pertinentes e necessários para o aluno ter acesso à sala de aula e as provas.  Observei também uma marca holográfica na parte superior direita, aludindo o Brasão Nacional, que imaginava ser para atestar a autenticidade do documento. Errei feio.

O dito selo serviu para exatamente nada.

Intrigado, questionei aos fiscais e nenhum tinha orientação sobre aquilo. Voltei pra casa com o meu. Guardei para poder responder as vozes do MEC que em se tratando de educação não existe gasto, como disse o Ministro Mercadante, informando ser R$46,00 por aluno. Este tipo de evento chama-se de investimento. 

Em todo processo posso chamar de custo irreparável apenas uma marca que encareceu a impressão e que serviu para gerar esta postagem.. 

E SE O BÊBADO FICAR SEM O CARRO ?




Campanhas caríssimas divulgam que não é legal beber e dirigir, mas parece ser inútil. Todos os dias assistimos o lamento das famílias, por vidas ceifadas, diante do ato etílico. Não existe apelo ou consequência que possa desencorajar o condutor cometer esta aberração. 

Todo bêbado é rico, bonito e excelente motorista. Não tem jeito que reduza esta sensação de superioridade, exceto se uma exemplar punição o abrace quando estiver sóbrio.

Assim como a do cinto de segurança, qualquer investida contra a bebedeira só será levada a serio se for feito um ataque vital ao orgão mais frágil de qualquer cidadão. Estou falando do bolso. Penso que havendo a apreensão do veículo, além de todas as demais ações já previstas, até a conclusão do processo, este tipo de crime deixará de acontecer ou será resumido a traço. 

Ao inconsequente, incoerente e irresponsável, que continuar com esta prática insana, restará mais uma opção, independente do peso da infração,   ficar a pé.