domingo, 30 de dezembro de 2012

PRESENTE DO INIMIGO SECRETO




É chegada a hora de receber abraços e felicitações, vindas de pessoas diversas. Importante ativar o filtro e cruzar os dedos. Muitos fazem de forma mecânica e outros apenas se aproximam, ou reaproximam, para enxergar se você declinou na vida. Se houve aclive, pode ter certeza, os amigos da onça, na eterna surdina, vão lamentar.

Poucos tem a grandeza de querer aplaudir ascensão alheia. O termômetro indicará região de perigo.


E assim caminha a humanidade...

sábado, 29 de dezembro de 2012

SAÚDE BOA PRA CACHORRO

O Brasil vai sediar Copa do Mundo e Olimpíada, mas o povo trabalhador e honesto continua sendo preterido pelas autoridades, quanto ao acesso aos seus direitos constitucionais. Promessas tem muitas...

Pasmem, mas a saúde pública no Brasil é inferior ao serviço veterinário da Europa. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ORAÇÃO DE SANTO AGOSTINHO

A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Porque eu estaria for a de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista ?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas e se me amas,
não chores mais.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

OS JOVENS E A CULTURA DO "AQUI E AGORA"



Shopping, facebook, shows e muita bebedeira. Este tem sido o foco dos mais jovens. Quando perceberem já passou o tempo e o prejuízo foi imenso. Digo e repito, a juventude precisa construir um caminho, edificar e planejar o futuro, se especializar. Esta cultura de viver o "aqui e agora" vai custar muito caro. 

A cortina da pouca idade não permite visualizar o quão bom poderá ser a vida a quem se destina a ser diferente. Lembro que na minha infância ser diferenciado era colocar um pente no bolso, usar calça boca de sino e sapato cavalo de aço. Hoje, ser diferente é ser normal.

Tal qual o 5S, que é a etapa inicial para implantação da qualidade total, escutar os pais, estudar, trabalhar, divertir sem excesso, ter boas amizades, é a diferença que faz falta para uma caminhada de sucesso.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O BOM EXEMPLO É O MELHOR SERMÃO



O STF condenou os réus do mensalão e ainda imputou a cassação do mandato aos Deputados envolvidos nesta sangria da moralidade nacional. Entendo que a Ação Penal 470 foi bem analisada e que os Ministros cumpriram o seu papel, mas podia ser um pouco mais severos. 

Esses assaltantes da esperança, dos sonhos, da honestidade do povo bom e trabalhador do Brasil, podiam mofar na cadeia e nunca mais ter direito ao retorno à vida publica. Que José Dirceu, Genoíno, Delúbio, Marcos Valério e os outros companheiros das ações danosas ao erário, que agiam na surdina, possam refletir que ninguém pode se apresentar sobre a Lei.

Não estou por comemorar condenação, situação lamentável para qualquer ser humano, mas, sem hipocrisia, eu queria penas mais severas. 

A maior autoridade é o exemplo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Raimundo Asfóra e a ida sem Deus




Ninguém matou Raymundo Asfóra. Ele decidiu seu caminho, a ida sem adeus. Tudo que se diga em contrário é desinformação, pura e simplesmente.
Ou maldade!
O único problema que Asfóra alcançava nessa decisão era divino, não terrestre. Católico, credor da existência de uma vida eterna, artífice das parábolas na hora de expressar o que queria, confiou-me dias antes da morte pequena frase rabiscada de próprio punho que, interpretada ao pé da letra, diz tudo que alguém possa querer saber sobre o seu fim.
Publiquei a frase, acho que no jornal A União, quando efervescia o caso e quando pululavam na mídia acusações caluniosas imputando a autoria da sua morte a vários dos seus mais leais amigos, dentre estes eu, Ronaldo Cunha Lima, o Cônsul do Líbano no Nordeste e compadre de Asfóra, Joseph Noujaim Habib, Orlando Almeida, dentre outros.
E por essas e outras prometi a mim mesmo não tocar mais nesse assunto. A Paraíba sabe dos laços fortes que me uniam a Asfóra, das verdades que conheço, do sofrimento que o desenlace produziu no seio familiar e amigo do pranteado.
Mas é prudente mexer no caso, quando o caso é reaberto pela Justiça e volta a ser manchete. Prudente e necessário. Inclusive porque muita gente que hoje acompanha o noticiário sequer conheceu Raymundo Asfóra. E a vida desse grande homem foi singular, tanto assim que ele não permitiu-se dar à morte o direito de encontrá-lo. Foi a ela, ciente de que a vida não mais lhe preenchia o íntimo.
Muito falei e escrevi à época da sua partida, contrariando principalmente uma balzaquiana irmã dele que mora em Recife - Mirian -, responsável por todas as calúnias e por esta palhaçada que traz outra vez à ribalta do sofrimento a viúva de Asfóra e seu mais fiel ‘cão-de-guarda’, o morto-vivo fotógrafo Marcelo Marcos.
O relatório apresentado pela Polícia Federal, que entrou no caso a pedido do governador Tarcisio de Miranda Burity para exatamente apurar com isenção o infausto acontecimento, é uma peça conclusiva e sem defeitos. Mostra até que por fração de segundos após o disparo Asfóra manteve-se consciente.
Quer dizer, preparado esteve ele para suportar o impacto do tiro mesmo porque, professor de Direito Criminal, não lhe comportava inocência no gesto e nas conseqüências do que praticaria.
Pés trançados com os pés da cadeira, cabeça deitada sobre a mesa… Todo um figurino perfeitamente seguro e ambientado para o desfecho. Nada a merecer dúvidas sobre a ação. Mas, eleito vice governador da Paraíba, nome de evidência no momento político, óbvio que dúvidas sobre a causa-mortis deveriam aparecer.
Disso não houve queixa. Ao contrário, é dever do Estado tudo apurar. Dessa obrigação Burity não arredou pé. E o resultado oficial, com todos os elementos probatórios necessários, veio a público pelas mãos do xerife maior da Policia Federal, o saudoso Romeu Tuma, que mais adiante virou Senador da República pelo Estado de São Paulo e continuou até sua morte sendo um dos mais respeitáveis nomes do Brasil nessa área policial-investigativa.
A morte de Asfóra não se deu por nenhum acaso. A teia de problemas enredando-o na esfera familiar era tamanha que ir-se por deliberação pessoal com certeza foi a melhor opção.
Não tenho o direito de expor, nem neste e nem em outro espaço, as confidências daqueles instantes finais de dores dilacerantes. Eu e ele, por quatro anos em Brasília, fomos sozinhos. Se em Campina a convivência em Manoel da Carne de Sol com Lindenberg Martins, Rodenbusch, Moacir Thiê e tantos outros que embalavam a sua solidão nas frias noites/madrugadas da Borborema, contribuindo para ajudá-lo a abraçar os amanheceres, era coletiva, no Planalto Central o meu ombro cansado pelo labor diário no gabinete do Anexo IV da Câmara Federal foi o único porto seguro para afogamento das suas alegrias, tristezas, mágoas e decepções.
Não acho justo, pois, esse massacre sobre Neta (Gilvanete Vidal de Negreiros Asfóra) e Marcelo. Essa invenção nascida sob a maldade da balzaquiana que acima me refiro, é coisa de louca. De quem não respeitou sequer os menores herdeiros que só não deixaram de ver o pai no caixão porque eu me insurgi e de forma atrevida levei-os com a mãe para a beira do ataúde lá no Palácio do Bispo, gesto do qual não me arrependo porque foi o justo naquele instante de desespero e orfandade.
Neta, Sheyner, Thanner, Kerma e Bergma estão vivos e sabem bem do que me reporto. Daquele mal, pelo menos, eu os livrei. Negar o beijo no pai na hora derradeira não tinha razão de ser. E assim agi como último ato da assessoria permanente que prestei ao amigo até aquele minuto, fazendo o que era certo!
Hoje ouvi pelo rádio um repórter dizer que a promotoria pública tem um fato novo para provar que Asfóra foi assassinado, mas que somente no dia do júri, em março, trará à tona.
Não me parece legal isso. Trata-se, evidentemente, de uma guerra de nervos. Um massacre adicional para atentar contra as noites insones dos acusados. Nem tanto por Neta, que tem apoio dos filhos e agora é por um deles defendida, mas por Marcelo, este sim o ser mais prejudicado nesse imbróglio, coisa de fazer cortar coração.
Asfóra matou-se! Marcelo, esse sim, foi assassinado. E a balzaquiana era quem deveria vir para o júri, pagar por esse crime.
Marcelo vive, mas está morto há quase três décadas na busca de provar-se inocente perante as leis do País.
Afora a beleza de ter gerado uma filha, nada mais construiu em bem próprio. Adoeceu e envelheceu. Quando anda, rumina saudades do amigo. Quando para, pensa-se um malfeitor. Quando canta, quebra os versos. Quando sonha, alquebra-se em pesadelos.
Isso será vida?

Texto de Marcos Marinho
Copiado do Blog do Tião

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A CULPA É DO PÉ DE MANDACARU


MANOBRANDO A MASSA




Engraçado, sobre distribuição dos royalties do petróleo valeu o escrito e prevaleceu o que estava num contrato, mas para a diminuição da taxa da tarifa da energia a dona Dilma deseja oferecer adeus com chapéu alheio e esquece que também tem um papel assinado, onde contam direitos e deveres aos dois lados. Gostaria que a Presidenta observe que o País não se resume apenas a dois ou três Estados e reveja o seu veto, como também espero que haja um consenso e que a energia tenha menores valores. 

No período eleitoral a Presidente foi à televisão e fez da possibilidade da redução da conta de energia uma bandeira para o PT. Agora, após observar que existem regras estabelecidas e que errou feio em prometer o que não tem pleno gerenciamento, começa, como de costume,  a jogar a culpa nos partidos, em parte da imprensa ou qualquer pé de mandacaru. Lamentável, mas rotineiro.

Levanto este raciocínio para fazer entender como é simples a quem tem o poder da caneta jogar o povo para o lado que deseja que ele siga.