sexta-feira, 31 de julho de 2015

SE ARREPENDIMENTO MATASSE EU ESTARIA VIVO

Três da tarde de uma terça-feira de 1990, e eu no Clube das Voluntárias a olhar pro roscopio e nada da noiva chegar. Pensando que levaria um bolo, e como naquela época não havia celular, fui bater na porta da casa de Simone. Lá, soube que o Juiz havia comunicado que iria atrasar. Por conta disso, antes do casório, vi a noiva com o vestido do casamento e todo mundo dizia que isso dava azar. Casamos, fomos morar na terra dos outros, longe de todo mundo, e formamos família. Ontem éramos dois e hoje somos quatro. Bibi e Marinho são melhores que a gente e isto nos faz um bem danado. Eles têm nossas virtudes, mas quase nenhum dos nossos defeitos. Se foram vinte cinco anos, passamos por um bocado de situações, boas e nem tanto, e ainda tem muito pra passar, mas o fato é que não vamos arredar o pé.